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Cearense é destaque no seminário MaxiModa

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O estilista cearense David Lee, formado em Desenho de Moda pelo Senac Ceará, é uma das confirmações do MaxiModa, amanhã, a partir das 8h, no Teatro do RioMar Fortaleza. O estilista é o único brasileiro selecionado para expor sua coleção na mais tradicional mostra de moda de Londres: o International Fashion Showcase (IFS).

Na ocasião, David vai falar sobre seu projeto para o British Council of Fashion, que realiza o IFS em fevereiro de 2019, e dividir um pouco da sua trajetória profissional. “Ser o único brasileiro é muito forte e, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade representar um país tão grande como o nosso, tão bonito e diverso. Com o envolvimento de toda a equipe do Senac, fomos vencendo as várias etapas até chegar ao anúncio final. De outra forma, teria sido praticamente impossível participar de um evento deste porte”, relata David Lee. Ele utiliza o crochê como matéria prima, levando traços e linhas brasileiras na essência, em coleções voltadas para o universo masculino.

O Senac/CE também traz para o Maximoda a consultora de moda e apresentadora do Mundo S/A, Maria Prata, que compõe o time central de palestrantes do evento, juntamente com a autoridade em moda e estilo, Lilian Pacce; a expert da WGSN, Eva Farah; o CEO do Basico.com, Daniel Cunha; e a gerente de marketing institucional da Natura, Fernanda Paiva.

A Editora Senac ainda leva estande ao evento, com livros já publicados sobre moda, cultura e comportamento. Haverá ainda a participação dos docentes de Moda do Senac no evento, como forma de contribuir para ampliar as informações e conhecimentos nos temas discutidos, gerando assim novos conteúdos para as salas de aula.

As inscrições para o MaxiModa podem ser feitas na bilheteria do Teatro RioMar Fortaleza. Os alunos dos cursos de Moda do Senac têm 15% de desconto, mediante apresentação da matrícula.

Já na 11ª edição, o MaxiModa – Seminário de Business de Moda do Nordeste, traz o tema: “Moda é Movimento que Conecta Tecnologia e Pessoas”, e busca reunir empreendedores, profissionais e influenciadores para reflexão, conhecimento e criação de novas ideias, tendências e práticas para o setor.

Na programação, os participantes irão compartilhar as principais práticas aplicadas nas empresas, no comércio e no ambiente da moda brasileira, e discutirão qual o real futuro para os padrões de consumo no país e as estratégias a serem adotadas para criar um ambiente favorável de convívio entre marca e cliente.

A mediação das palestras fica a cargo do comunicólogo especializado em análise de comportamento e tendências de consumo de moda, mídia e comunicação, Jackson Araújo, e da idealizadora do evento, Márcia Travessoni.

O jovem talento cearense desenha desde os seis anos de idade e teve os primeiros contatos com a moda a partir da convivência com a avó, que era costureira. Começou sua carreira como autodidata, encontrando no design de moda uma forma de expressar sua criatividade e a possibilidade de tirar seus desenhos do papel. Para se qualificar, fez o curso de Desenho de Moda no Senac Ceará e ganhou visibilidade ao conquistar dois prêmios importantes, o Ceará Moda Contemporânea, em 2013, e o Novos Talentos GQ mais Reserva, em 2017.

Como expoente de uma nova geração, o garoto do Morro Santa Terezinha, em Fortaleza, chamou a atenção de Claudio Silveira, idealizador do Dragão Fashion Brasil, que o convidou para apresentar seu trabalho na maior semana de moda autoral da América Latina. Desde então, ele está há quatro edições na programação do evento.

Com o apoio do Senac, David Lee, que tem marca de mesmo nome, enfrenta o mercado competitivo da moda em busca de novos horizontes profissionais, dessa vez em âmbito internacional. “É fundamental que as instituições de ensino tenham programas que ofereçam suporte aos seus alunos quando eles vão ao mercado. Como ex-aluno do Senac, é uma honra receber este apoio incondicional”, afirma.

BNB deve lançar editar de concurso em setembro

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O Banco do Nordeste deve publicar no próximo mês (setembro de 2018), com período de inscrições logo em seguida, edital de seleção para os cargos de Analista Bancário (nível médio) e Especialista Técnico – Analista de Sistemas (nível superior).

O requisito básico para o cargo de Analista Bancário é ter concluído o ensino de nível médio até a data de término da qualificação para a posse, com certificado emitido por instituição de ensino devidamente reconhecida pelo órgão competente.

Em relação ao cargo de Especialista Técnico – Analista de Sistemas, será necessário que o candidato tenha concluído um dos cursos superiores em nível de graduação ou sequencial de forma específica, reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC): Ciência da Computação, Engenharia da Computação, Engenharia da Informação, Informática, Sistemas de Informações, Tecnologia da Informação, Processamento de Dados, Segurança da Informação, Tecnologia em Telemática; ou ter concluído qualquer outro curso superior, em nível de graduação, reconhecido pelo MEC, desde que tenha concluído também curso de pós-graduação (stricto ou lato sensu) na área de Informática e/ou Segurança da Informação, com carga horária mínima de 360 horas.

Os candidatos selecionados poderão compor o quadro de funcionários do Banco do Nordeste, que possui hoje 292 agências distribuídas em todo o Nordeste, além do norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo. O BNB é o banco de desenvolvimento da região, atuando com crédito de longo prazo e com programas de microfinanças urbana (Crediamigo) e rural (Agroamigo). No crédito de longo prazo, o Banco é o operador exclusivo do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Somente este ano, a instituição, que possui mais de 4 milhões de clientes, já aplicou volume superior a R$ 19 bilhões na economia regional.

Mega Sena pode pagar hoje R$ 40 milhões

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o prêmio de R$ 33 milhões acumulou e deve chegar a R$ 40 milhões no sorteio da próxima quarta-feira (29).

No sorteio passado, na Bahia, a Quina (cinco acertos) teve 135 apostas ganhadoras, com prêmio no valor de R$ 21.303,29 cada.

A Quadra (quatro acertos), registrou 8.860 apostas ganhadoras, e pagou R$ 463,71 para cada acertador.

Cid quer propor fortalecimento de partidos

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O candidato ao Senado pelo Ceará Cid Gomes (PDT), pela Coligação “Por um Ceará cada vez mais forte” , disse que um dos primeiros compromissos que terá como senador vai ser apresentar um projeto para fortalecer os partidos políticos. “Chega dessa grande quantidade de legendas que a gente nem conhece”, disse. A declaração foi feita na inauguração do comitê do Partido Socialista Brasileiro (PSB), no Bairro de Fátima, em Fortaleza.
“Um dos meus sonhos para o futuro é que os partidos tenham mais identidade e trabalhem as campanhas coletivamente”, acrescentou. Para o ex-governador, votar nos candidatos do PSB é fortalecer esse projeto. “Já fui filiado ao PSB. É um partido histórico. Deixei aqui muitos amigos”.
Mais cedo, Cid participou da inauguração do comitê do candidato a deputado estadual, o ex-chefe de gabinete da prefeitura de Fortaleza, Queiroz Filho. “Queiroz tem tudo pra ser o deputado estadual mais votado de Fotaleza e um dos mais votados do Ceará”. Cerca de 3 mil pessoas compareceram ao evento, entre elas o governador Camilo Santana (PT) e o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT).
O ex-governador participou também da inauguração do comitê do candidato a deputado federal Eduardo Bismarck. Cid disse que o grupo político do qual ele faz parte estimula e aposta em novas lideranças. “E o Eduardo se encaixa perfeitamente nisso. É jovem, tem disposição e tem muita vontade de melhorar o Ceará”, disse. Estavam presentes o prefeito de Aracati e pai de Eduardo, Bismarck Maia, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio e o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque.

Governo insiste em mudar tributação dos fundos de investimento

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O governo decidiu fazer uma nova tentativa de aprovar no Congresso Nacional mudanças na tributação dos fundos de investimento fechados e dos fundos de investimentos em participações (FIPs). O assunto é tratado no Projeto de Lei 10638/18, enviado à Câmara dos Deputados nesta terça-feira (31).

A tributação dos fundos fechados e dos FIPs foi tratada na Medida Provisória 806/17, que perdeu a validade em abril. O texto chegou a ser analisado em uma comissão especial, que aprovou o relatório apresentado pelo deputado Wellington Roberto (PR-PB). Mas não houve acordo para votação no Plenário da Câmara.
O PL 10638/18 será distribuído agora às comissões da Casa, para discussão e votação.

O projeto mantém as linhas principais da medida provisória. Pelo texto, os ganhos auferidos pelos fundos fechados a partir de junho deste ano serão tributados na fonte pelo Imposto de Renda (IR), sempre nos meses de maio e novembro de cada ano. Atualmente, o imposto incide nos rendimentos apenas no resgate das cotas ou ao término do prazo de duração do fundo. A tributação semestral é conhecida no mercado como regime “come-cotas” e é aplicada aos fundos abertos tradicionais, disponibilizados por bancos e corretoras.

A nova tributação também será aplicada a todos rendimentos acumulados até o mês de maio de 2019. A MP 806/17 continha um artigo semelhante, que determinava a tributação do estoque de rendimentos até maio de 2018.

O relator acabou retirando este artigo após intensa discussão na comissão especial. O argumento dele era de que a tributação retroativa é inconstitucional. Já o governo alega, na justificativa do projeto, que a tributação do estoque foi aplicada aos fundos abertos em 1997.

De acordo com a Receita Federal, a tributação dos rendimentos até maio de 2019 deve proporcionar uma arrecadação de R$ 10,72 bilhões, o mesmo valor previsto na época da edição da MP 806/17.

Em relação aos FIPs, o projeto prevê duas formas de tributação: os FIPs que atuam como entidades de investimento serão tributados na medida em que houver a alienação dos investimentos. Os que não são considerados como entidades de investimento serão tributados como pessoas jurídicas – ou seja, pagarão IR e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) – e os ganhos acumulados até 2 de janeiro deste ano estarão sujeitos à alíquota de IR de 15%.

Os FIPs são fundos montados por investidores para comprar participação em empresas ou empreendimentos de alto potencial de crescimento. Esses fundos são a versão brasileira dos private equities, que têm forte atuação no mercado norte-americano.

BNB apresenta serviços na Intersolar

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O Banco do Nordeste marca presença na Intersolar South America – Feira e Congresso do Setor Solar Sul-Americano, com palestras para divulgar sua linha de financiamento FNE Sol, que financia todos os componentes para geração centralizada e sistemas de micro e minigeração de energia elétrica fotovoltaica, eólica, de biomassa ou pequenas centrais hidroelétricas (PCH) e também sua instalação. O produto é destinado a empresas de todos os portes e setores, produtores e empresas rurais, cooperativas e associações, instalados na área de atuação do Banco, que inclui os Estados nordestinos e o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Em setembro, o Banco expandirá o acesso ao FNE Sol a pessoas físicas, para fins residenciais. Os clientes poderão financiar com o BNB até 100% do investimento, com limite de até R$ 100 mil e prazo de pagamento de até oito anos. No caso de valores até R$ 50 mil, a garantia necessária será aval somado a alienação dos equipamentos; acima deste valor, será garantia real mais alienação dos equipamentos.

A linha de crédito FNE Sol utiliza recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O funding, operado exclusivamente pelo BNB, dispõe de taxas de juros bastante atrativas, que permitem que as parcelas do contrato sejam equivalentes à redução projetada na conta de energia, após a implantação do sistema de compensação. “Os equipamentos podem ser adquiridos, financiados, sem impacto nos gastos e o cliente passa a consumir a própria energia, renovável e limpa. Depois de quitado o financiamento, ficam apenas os benefícios da redução da conta”, destaca o superintendente de Negócios de Varejo e Agronegócio do Banco, Luiz Sérgio Machado.

Para pessoas jurídicas, os financiamentos referentes a geração distribuída podem ser de até 100% do valor do investimento, quando os equipamentos financiados forem alienados em composição com outras garantias; em alguns casos, de até 75%, podendo ser os equipamentos a única garantia do crédito, dependendo do porte e da localização da empresa. Os prazos para pagamento são de até 12 anos, com carência de até um ano. No que se refere a geração centralizada, os prazos se estendem a até 20 anos, com carência de até cinco anos.

O Banco do Nordeste já financiou mais de R$ 3,9 bilhões para geração centralizada de energia solar, eólica, biomassa e micro e minigeração no período de janeiro de 2017 a julho de 2018.

O Banco do Nordeste é a maior instituição financeira de desenvolvimento regional da América Latina. Atualmente, mantém a liderança na aplicação de recursos de longo prazo e de crédito rural na Região Nordeste. A empresa opera como órgão executor de políticas públicas, especialmente com a operacionalização do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

Com eventos distribuídos em quatro continentes, a Intersolar é a maior série de feiras do mundo para o setor solar e seus parceiros. Congrega profissionais e empresas do mundo inteiro no esforço de aumentar a participação da energia solar no fornecimento de energia elétrica. A Intersolar South America é realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, simultaneamente com o congresso, de 28 a 30 de agosto. A programação conta com mais de 25 palestras, workshops e eventos paralelos. Os assuntos incluem os mercados de energia fotovoltaica brasileiro e latino-americanos, financiamento de projetos, cooperativas de energia renovável, tecnologia e inovações em fabricação de equipamentos FV, sistemas termossolares e armazenamento de energia elétrica.

Homenagem aos budistas

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Do blog do jornalista Roberto Maciel, de Fortaleza (CE):

A Câmara Municipal de Fortaleza fez sessão solene homenageando budistas pela contribuição na construção de uma cultura de paz. A solenidade foi proposta pela vereadora Larissa Gaspar (PPL), que presidua a sessão, representando o presidente da CMFor, Salmito Filho (PDT).

Na sua saudação, Larissa Gaspar registrou que a Associação Brasil Soka Gakkai Internacional (ABSGI) trabalha de forma inclusiva, agregando a todos de modo igualitário.

“Quero destacar minha felicidade de participar deste momento, de ter no ventre do nosso mandato uma pessoa, a Paulinha Castro, que participa dessa filosofia. Foi ela que falou da importância desse momento e do trabalho de quase 40 anos, que a associação Brasil SGI Ceará realiza. São 1.100 associados só em Fortaleza e 1.300 no Ceará, com atuação forte também em Juazeiro do Norte. É um trabalho grandioso, Muitas vezes, algumas religiões, não tem tanta visibilidade, mas também isso é uma forma de se humanizar mais, na valorização de cada ser humano, no melhor que ele pode ser”, observou.

Eusébio amplia discussões sobre municipalização da segurança pública

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O prefeito do município de Eusébio (CE), Acilon Gonçalves, está defendendo a municipalização da Segurança Pública. Ele afirma que a Prefeitura tem trabalhado juntamente com o Governo do Estado para a conclusão do processo licitatório, que visa à compra de equipamentos para o funcionamento do Centro de Gerenciamento de Comando e Controle Municipal, que vai centralizar todas as ações de segurança pública no município.

Acilon observa que o Centro de Gerenciamento pode ser o primeiro passo para um projeto maior, que ele vem defendendo desde 2009, quando ocorreu o primeiro Foro Nacional de Segurança Pública, em Brasília. “Naquele encontro eu levantei a voz primeira em defesa da unificação da segurança pública e o governo federal somente neste ano, 9 anos depois, criou o Sistema Único de Segurança Pública federalizado”, pontuou.

Ele diz que defende a municipalização da Segurança Pública no Brasil. “Isso é respeitar hierarquias. Deve ser federalizado, o combate ao tráfico de drogas e controle das fronteiras. Já o controle das fronteiras dos estados e a interssetorialização dos municípios deve ficar a cargo do Estado, mas dentro do município, quem sabe quem deve ser abordado e quem é que faz o mal, é o município, por isso defendo que que o município dê conta de sua segurança interna”, ressalta.

Acilon afirma que a ideia será sistematizada em forma de projeto de lei que será apresentado em Brasília, pelos parlamentares que estiverem no seu entorno político, ainda no próximo ano. “Espero que dentro de dois anos essa proposta seja aprovada em Brasília, pois entendo que essa é a maneira de se enfrentar a bandidagem nesse Brasil,” destacou.

Exame negado resulta em sentença de R$ 39,2 mil contra Bradesco Saúde

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O juiz Zanilton Batista de Medeiros, da 39ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza, condenou a Bradesco Saúde a pagar indenização por danos morais de R$ 10 mil para paciente que teve exame negado indevidamente. Também terá de devolver R$ 19.200,00 pagos pelo referido procedimento.

A paciente tem neoplasia maligna na mama. De acordo com o médico que a acompanha, seria necessário a realização do exame denominado Oncotype DX, por ser moderno, eletivo, que tem por objetivo fornecer mais elementos para definir o melhor tratamento. O procedimento foi solicitado em maio de 2016, sendo somente feito por uma única empresa de saúde no Brasil, localizada em Recife.

Mesmo com a realização de contatos telefônicos e presenciais, bem como notificações extrajudiciais e reclamações junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), não obteve autorização da seguradora para custear o tratamento. Diante da negativa, teve de arcar com os custos no valor de R$ 19.200,00. Por conta disso, ingressou com ação requerendo que a empresa pague o valor custeado indevidamente, além de indenização por danos morais.

Na contestação, a Bradesco afirmou que não houve solicitação formal de autorização para a cobertura do exame solicitado, somente mera consulta por telefone sobre o referido procedimento, tendo sido informado à autora que o mesmo não está incluso no rol de procedimentos da ANS.

Também disse que o contrato da cliente prevê a exclusão de cobertura quanto aos procedimentos não previstos no rol da ANS, inexistindo qualquer ato ilícito ou violador do contrato. Sustentou ainda que não houve dano moral porque agiu dentro dos limites do contrato.

Ao julgar o caso, o magistrado destacou que, “analisando o contrato firmado entre as partes, mostra-se abusiva a cláusula 5.1, que exclui da cobertura contratual as despesas não previstas no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde editado pela Agência Nacional da Saúde Suplementar vigente à época da ocorrência do evento, tendo em vista que, conforme já demonstrado, o rol previsto na ANS é meramente exemplificativo, cabendo ao médico que acompanha o tratamento indicar o procedimento mais adequado ao restabelecimento da saúde do paciente”.

O juiz explicou que “restringir a cobertura aos procedimentos existentes à época da ocorrência do evento, negando à promovente o acesso a métodos mais modernos de tratamento, implica em esvaziamento do objeto do contrato, relegando o usuário mais antigo do plano de saúde a métodos de menor eficiência, prestigiando o direito patrimonial da operadora em detrimento do direito à saúde da contratante. Assim, restando configurada a negativa indevida de cobertura, surge o dever de reparar os prejuízos causados”.

Por isso, julgou procedente o pedido, declarando nula a cláusula 5.1 do contrato firmado entre as partes no tocante à exclusão de cobertura de procedimentos não previstos no rol da ANS por ser meramente exemplificativo. O magistrado determinou o reembolso da quantia de R$ 19.200,00 referentes ao custeio do tratamento, além de indenização de R$ 10 mil por danos morais.

Empréstimos para imóveis com dinheiro do FGTS têm novo teto

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 Os mutuários voltarão a poder financiar imóveis de valor mais alto com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou para R$ 1,5 milhão o teto de valor das unidades que podem ser adquiridas por meio do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que empresta dinheiro com recursos do FGTS com juros menores que as taxas de mercado.

O novo teto vai beneficiar todas as regiões do país e valerá para o financiamento de imóveis residenciais novos contratados a partir de 1º de janeiro próximo. Concedidos com recursos do FGTS e da poupança, os financiamentos do SFH cobram juros de até 12% ao ano. Acima desses valores, valem as normas do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), com taxas mais altas e definidas livremente pelo mercado.

Além de elevar o teto dos financiamentos com recursos do Fundo de Garantia, o CMN flexibilizou a parcela que os bancos são obrigados a aplicar em crédito imobiliário. Até agora, os bancos precisavam destinar 65% dos recursos da poupança para o financiamento de imóveis, dos quais 80% (o equivalente a 52% dos depósitos na caderneta) deveriam ser empregados no SFH.

Com a decisão de hoje, o sublimite de 80% deixará de vigorar em janeiro. Dessa forma, os bancos poderão usar os recursos da poupança para financiarem imóveis de qualquer valor, a critério de cada instituição. No entanto, os bancos que concederem crédito para imóveis de até R$ 500 mil terão o valor multiplicado por 1,2 para facilitar o cumprimento da exigência de usarem 65% da poupança no financiamento imobiliário.

Segundo o Banco Central (BC), as medidas foram tomadas para estimular a construção civil. Recentemente, entidades do setor reclamaram que a indústria da construção continua a recuar e a enfrentar dificuldades para sair da crise por causa do alto custo dos financiamentos.

“Esse conjunto de aperfeiçoamentos, ao flexibilizar e simplificar as regras do direcionamento, pretende estimular a entrada de novos operadores e a melhor segmentação de mercado. Espera-se, ainda, uma maior compatibilidade entre a oferta e a demanda de financiamentos, respeitando-se a estrutura e as características de nosso mercado imobiliário. A maior liberdade para contratação pode estimular também o desenvolvimento do mercado de securitização [conversão de papéis] e de títulos com lastro em operações imobiliárias, atraindo novos recursos para o setor”, explicou o BC em nota.

Em novembro de 2016, o CMN tinha reajustado o teto de financiamento de imóveis pelo SFH de R$ 650 mil para R$ 800 mil, na maior parte do país, e de R$ 750 mil para R$ 950 mil no Distrito Federal, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em fevereiro do ano passado, o limite foi reajustado para R$ 1,5 milhão por unidade em todas as regiões do país, valor que vigorou até o fim do ano passado.

Em janeiro deste ano, tinham passado a valer o teto anterior, de R$ 950 mil, para quatro unidades da Federação, e de R$ 750 mil no restante do país. Segundo o BC, o valor máximo de R$ 1,5 milhão por imóvel será permanente.