Brasil

Programa de formação de líderes oferta novas bolsas de estudo

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Dados do estudo Visão Brasil 2030 indicam que menos da metade das crianças brasileiras podem ser consideradas alfabetizadas. Como consequência, 27% dos jovens entre 19 e 24 anos não estudam nem trabalham. Essa realidade é um dos combustíveis de um novo cenário político que tem se formado no país desde as manifestações de 2013, e que se acentuou ainda mais a partir das eleições de 2018.

A sociedade busca por maior qualidade no serviço público e maior representatividade. E essa demanda tem cobrado uma nova safra de estadistas na política e na gestão pública. Ou seja, um governo produtivo e eficiente, com líderes que implementem estratégias de longo prazo, capazes de lidar com o contexto político e implementar soluções inovadoras para os problemas complexos do país.

Com o objetivo de formar esse “Novo Líder Público” e aumentar a capacidade dos gestores de aplicar políticas públicas para resolver os reais problemas do Brasil, o CLP – Liderança Pública abre as inscrições para a 6ª turma do Master em Liderança e Gestão Pública (MLG). Para participar da pós graduação, todos as pessoas selecionadas têm acesso a bolsas de estudo parciais ou integrais.

“O cidadão tem buscado cada vez mais se aproximar da política, e essa procura por maior representatividade e qualidade nos serviços públicos tem impulsionado a procura por qualificação profissional pelos gestores públicos. Hoje, eles estão cada vez mais conscientes que a implementação de políticas públicas que geram um real legado para a sociedade é resultado da capacidade de liderança, do conhecimento técnico e da habilidade de articulação política”, explica a Diretora Executiva do CLP, Luana Tavares.

O Novo Líder Público

Há 11 anos o CLP forma líderes públicos com competência técnica e visão política para além da eleição e que buscam, acima de tudo, promover iniciativas que beneficiam diretamente o cidadão.

Disponível desde junho de 2017, a ferramenta traz um passo a passo criado para guardas municipais, policiais militares e civis com orientações importantes para um atendimento mais qualificado e já é utilizado rotineiramente por policiais do 2º Batalhão de Polícia Militar (Botafogo), agentes da 9ª Delegacia de Polícia (Catete) e da 10ª Delegacia de Polícia (Botafogo). Com resultados positivos, o ValoraSeg está sendo replicado  em Petrópolis, na Região Serrana, e no Estado de Tocantins.

Como consequência dessa mudança de paradigma, o CLP, a partir do MLG, já desenvolveu mais de 160 líderes de 19 estados que estão implementando por todo o Brasil políticas públicas de impacto, deixando um legado para a sociedade a partir de ações com base em dados, liderança e visão política.

Processo Seletivo MLG

Voltado para gestores públicos técnicos ou políticos e profissionais do terceiro setor e do setor privado que trabalham com políticas públicas, o programa utiliza uma série de técnicas de aprendizado no intuito de melhorar o serviço público brasileiro e tem um corpo docente composto por doutores de renomadas universidades e profissionais com larga experiência, como o cientista político Humberto Dantas.

A pós-graduação lato sensu é estruturada em quatro trilhas de conhecimento (Liderança, Métodos para Resolução de Problemas Complexos, Gestão Pública e Política), possui 400 horas presenciais, sendo 40 delas ministradas em um Módulo Internacional em renomadas universidades (em 2018 foi na Escola de Governo da Universidade de Oxford, na Inglaterra), e é a única no País a aliar competência técnica e visão política durante todo o processo de qualificação.

As inscrições podem ser feitas até amanhã (19 de maio) pelo site https://inscricao.clp.org.br/, onde os candidatos também encontram informações sobre todo o processo seletivo e sobre o Programa de Bolsas disponível a todas as pessoas aprovadas. Ao todo são 35 vagas disponíveis e as aulas terão início em agosto.

Mercados globais reagem às divergências comerciais entre China e EUA

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As estimativas em relação ao impacto da guerra comercial para a taxa de crescimento dos EUA vão de -0,5% a – 0,7%, no cenário de aumento para 25% das tarifas sobre US$ 200 bilhões. O estrago seria maior caso as tarifas subissem para mais US$ 325 bilhões. Como D.Trump elevou o tom e disse que será ainda pior caso Xi Jinping resolva retaliar, os mercados estão consolidando a hipótese menos otimista para o cenário. A China, segundo a Bloomberg, deve aumentar para 25% as tarifas sobre US$ 60 bilhões a partir de 1º de junho. As bolsas globais estão caindo e a aversão ao risco continua subindo. O índice VIX sem mantém perto dos 20% e a curva de juros (três meses x 10 anos) está em 1 bps.

O futuro de Ibovespa abriu com quase 1,5 mil pontos de queda, perto dos 93 mil pontos e do dólar futuro superou os R$ 4,00. As taxas de juros mais longas subiram, reagindo ao aumento da aversão ao risco, mas o DI para jan/2027 ainda se mantém abaixo de 9,0%. Tudo indica que a semana continuará pesada para o mercado acionário brasileiro, já que não podemos esperar novidades na comissão especial da Câmara, que analisa a PEC da previdência, nessa semana, que compensem os estragos causado pelo forte aumento da aversão ao risco em escala global.

Amanhã o BC divulga a ata do Copom e ela pode sinalizar de forma mais clara a percepção dos diretores em relação aos próximos passos a serem adotados. Se a inflação pode ficar mais elevada, beirando os 5% no acumulado de 12 meses, as pressões sobre a atividade econômica estão aumentando significativamente. As expectativas para o IPCA (Top 5) subiram para 4,20% e para o PIB caíram de 1,40% para 1,0%. Na quarta-feira será divulgado o IBC-Br e ele vai permitir fechar uma estimativa para o primeiro trimestre, que deve ficar negativo ou muito perto de zero. Nossa estimativa para o IPCA está em 4,15% e para o PIB ainda está em 1,10%.

Crescimento do microcrédito faz com que empresários acreditem na melhora da economia

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Segundo o IBGE, o Brasil têm cerca de 13,4 milhões de desempregados, mais de 12% da população total do país. Considerando os altos índices de desemprego, diversas pessoas tendem a empreender, para gerar renda e sustento familiar. Somente neste ano, o número de microempreendedores individuais (MEIs), já ultrapassou a marca de 8 milhões, fechando março com 8.154.678 cadastros, segundo dados do Portal do Empreendedor do governo federal.

Para estes microempreendedores, o microcrédito pode ser um grande aliado dos negócios. Além de financiar pequenos empreendimentos formais, o microcrédito também permite e fornece condições necessárias àquelas pessoas que possuem pouco recurso financeiro para o investimento inicial. A principal finalidade é impulsionar o início do negócio para as pessoas que conhecem e têm vontade de desenvolver alguma atividade econômica, por mais simples que ela seja.

Segundo dados da Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (Abcred), o microcrédito apresentou crescimento no ano passado. Considerando 26, das 33 instituições associadas à Abcred, o valor total emprestado em 2018, cresceu 18,3% em relação ao ano anterior, em um total de R$ 714.243.381. Para a presidente da instituição, Claudia Cisneiros, este aumento está ligado a uma maior oferta de microcrédito por parte das instituições e demonstra uma maior competitividade no mercado.

Houve melhora também com relação à carteira ativa das entidades, que obteve crescimento de 16,4%. O número de clientes ativos aumentou para 127.289, correspondendo a um aumento de 7,6%. A quantidade de operações em 2018 também apresentou aumento, sendo 4,7% a mais do que em 2017.

“Este aumento é muito positivo, pois, demonstra que os empreendedores estão mais confiantes na melhora da economia do país”, comenta Claudia.

Para a presidente, as experiências de microcrédito têm demonstrado que é possível criar empregos e renda a partir de uma ação planejada, fazendo com que haja um desenvolvimento local. “O microcrédito promove, além de desenvolvimento econômico, o desenvolvimento cultural e social, que traz bem-estar às pessoas envolvidas’, completa a presidente.

Perfil
Considerando 26, das 33 instituições associadas à Abcred, o valor total emprestado em 2018, cresceu 18,3% em relação ao ano anterior, em um total de R$ 714.243.381. Para a presidente da instituição, este aumento está ligado a uma maior oferta de microcrédito por parte das instituições, e demonstra uma maior competitividade no mercado.

Houve melhora também com relação à carteira ativa das entidades, que obteve crescimento de 16,4%. O número de clientes ativos aumentou para 127.289, correspondendo a um aumento de 7,6%. A quantidade de operações em 2018 também apresentou aumento, sendo 4,7% a mais do que em 2017.

A pesquisa da Abcred também calculou a relação de distribuição de clientes por gênero e revelou que 56% são mulheres e 44%, homens. “As mulheres têm se mostrado cada vez mais objetivas, no que diz respeito ao empreendedorismo. Isto é comprovado pelas próprias instituições, que avaliaram elas como maioria dos clientes”, ressalta Claudia.

Outro dado relevante apresentado foi a distribuição por ramo de atividade, comparando com os números obtidos no ano anterior. Considerando 29 instituições, os ramos que apresentaram diminuição foram os de comércio e serviços, passando de 53% para 49% e de 35% para 34%, respectivamente. Já o ramo de indústria apresentou aumento de 11% para 12%.

“As perspectivas para este ano são promissoras e desafiadoras para as organizações de microfinanças, pois, para oferecermos novos produtos e serviços, precisamos nos manter competitivos frente a concorrência”, finaliza a presidente da Abcred, Claudia Cisneiros.

Plataforma gratuita oferece mais de 77 cursos online

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Estudo da consultoria PwC mostra que a economia compartilhada deverá movimentar mundialmente US$ 335 bilhões em 2025 – o número é 20 vezes maior do que o obtido em 2014, quando o segmento foi responsável por US$ 15 bilhões. Parte desse valor estará nas grandes empresas de economia colaborativa, como o Airbnb e a 99, mas também em novos negócios, caso da curitibana Kultivi (www.kultivi.com), uma plataforma de ensino gratuita, que conta com mais de 77 cursos em diferentes áreas, como idiomas, empreendedorismo, medicina e voltados ao Enem e à OAB – ao todo, soma mais de 4 mil aulas distintas.

“Após 8 anos no mercado de edição de material didático e cursos preparatórios para concursos, observamos que o modelo de negócios predominante – com os usuários pagando pelos cursos – estava perdendo fôlego. Desse insight, surgiu a ideia de buscar um novo modelo, no qual os usuários contassem com conteúdo de primeira, mas sem a necessidade de pagamento”, afirma Cláudio Matos, um dos sócios da Kultivi, ao lado dos empresários Ricardo Pydd, Emir Conceição e Carlos Siaudzionis.

A Kultivi estima que cerca de 800 mil brasileiros já tiveram conhecimento de seus serviços e aproximadamente 32,5%, o equivalente a 260 mil, efetuaram o cadastro no site. Atualmente, a empresa conta com mais de 140 mil inscritos no canal de Youtube – com avaliações positivas em 98,3%. Por dia, são em média 40 mil usuários acompanhando as diferentes aulas.

“Na plataforma, a maioria dos usuários busca cursos de idiomas, especialmente o inglês”, diz Matos. Uma pesquisa da Catho apontou que somente 5% dos brasileiros falam um segundo idioma, sendo que menos de 3% – o equivalente a 1,5 milhão de pessoas – têm proficiência na língua. Com o domínio de um segundo idioma, o aumento do salário pode chegar a 52%, segundo o levantamento da companhia.

Até o mês de abril, a Kultivi contava com 80 mil alunos no curso de inglês – que oferece 230 aulas e materiais de apoio –, além de 21 mil em espanhol, 18 mil em francês e 7 mil em italiano. “Um curso de inglês como o nosso, se vendido, não sairia por menos de R$ 10 mil. Na Kultivi, com a democratização do ensino, esperamos formar milhões de novos poliglotas”, diz Matos.

Outro perfil que busca o conteúdo é o de estudantes interessados em realizar provas de exames, como o Enem ou a OAB. “Logo em seguida, aparecem os alunos buscando conteúdo para o Enem. No YouTube, a maioria dos usuários é de estudantes universitários, especialmente de Direito, que buscam as aulas em época de provas e exames para revisar os assuntos”, relata Matos.

Como é possível gerar conteúdo de forma gratuita para os estudantes?

A lógica de funcionamento é simples. A plataforma é mantida pela venda de espaços publicitários para marcas parceiras que acreditam no projeto, além da captação de recursos na iniciativa privada. “São empresas que querem desenvolver educação de qualidade no Brasil e atrelar sua marca a esse projeto”, explica o sócio da Kultivi.

Outra forma de manutenção do projeto está no apoio prestado por Pessoas Físicas e Jurídicas. Por meio da iniciativa chamada de “Apoia.se”, é possível que qualquer um contribua com o projeto. Mais da metade dos recursos doados – 56% – é destinado aos profissionais, que são remunerados de acordo com o valor de mercado.

Entre os professores, encontram-se aqueles com experiência em instituições de ensino públicas e privadas, com titulações elevadas, como mestres e doutores, assim como jovens educadores com uma didática mais dinâmica, especialmente para os cursos preparatórios para os exames.

Empreendedorismo

Uma das novidades recentes da plataforma são as formações específicas para a área de negócios, especialmente o empreendedorismo. A criação e a sobrevivência de novos negócios podem contribuir para que a economia dê o salto de crescimento esperado para os próximos anos. “Se as pessoas tiverem um mínimo de conhecimento técnico para gerir seus empreendimentos, a vida de todos tende a melhorar muito nos próximos anos”, projeta Cláudio Matos.

De 2007 a 2017, o número de empreendedores no Brasil cresceu 237%: saltando de 14,6 milhões para 49,3 milhões de pessoas trabalhando por conta própria, conforme o Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que conta com a participação do Sebrae.

Para mais informações, acesse o site www.kultivi.com.

Ateliê em Fortaleza inova com ações multiculturais

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Fortaleza ganha mais um espaço multicultural. Um ateliê de pintura, escultura, miniaturas e outros trabalhos manuais, de portas abertas como um local versátil e à disposição para diversas atividades artísticas e culturais. Com essa proposta, a Casa de Officios tem inauguração neste sábado, 18.5, às 17h, na Rua Bárbara de Alencar, 1355, na Aldeota, com direito a show do violonista Carlinhos Patriolino, um dos grandes mestres do choro e da bossa, a partir das 19h, com entrada franca.

Sob a coordenação da cantora, compositora, artista visual e gestora cultural Cyda Olímpio, a Casa de Officios foi idealizada com inspiração nas antigas guildas – associações que agrupavam, na Europa da Idade Média, negociantes, artesãos, artistas, como forma de garantir maior articulação, apoio e proteção aos integrantes.

“Penso nesse espaço como uma espécie de guilda, onde todos se juntavam pra trabalhar num mesmo ofício, mas sobretudo havia um grande controle de qualidade e dos preços dos produtos produzidos, para que seja justo pra quem quer adquirir e para quem produziu. Quero incentivar o artista que não tem condições de ter maquinário, por exemplo,  para sua produção”, destaca a anfitriã Cyda Olímpio, que também expõe suas pinturas e miniaturas, realizadas em diversos materiais, na Casa de Officios, a partir deste sábado.

Inicialmente o ateliê estará aberto ao público aos sábados, das 10h às 18h, com os dias de semana sendo ocupados por atividades de produção. “A ideia é agregar vários artistas, todas as pessoas interessadas em participar e viabilizar seus projetos, em um espaço compartilhado. As pessoas poderão inclusive utilizar equipamentos de sublimação, aerógrafo, pirógrafo, impressora 3D, gravador de metal e madeira, itens de marcenaria e vários outros aparelhos que podem auxiliar muita gente nessa caminhada dos saberes e fazeres”, ressalta Cyda Olímpio.

Scania vende 300 caminhões da Nova Geração a conglomerado de transporte

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Ao comprar 300 unidades, o G10, de Maringá (PR), acaba de se juntar à AMAGGI na história da Scania como os maiores compradores da Nova Geração de caminhões da marca, lançada em novembro. Com a consultoria da Casa Scania P.B.Lopes, baseada na maior rentabilidade e nas características da operação, os modelos customizados como ideais foram R 450 6×2 e R 500 6×4. As entregas ao conglomerado de transportadoras já começaram e seguirão ao longo do segundo semestre. Serão 190 produtos para a Transpanorama e outros 110 divididos entre as demais empresas (Transfalleiro, Cordiolli, Rodofaixa e VMH Transportes).

“Mais um grande lote vendido que comprova a revolução que a Nova Geração de caminhões está fazendo. O G10 é um dos maiores frotistas do Brasil, e optou pela solução que oferece o menor custo total da operação por quilômetro rodado via customização ideal do produto para a aplicação”, afirma Silvio Munhoz, diretor comercial da Scania no Brasil. “A economia de diesel de até 12%, em relação à linha anterior, está fazendo a diferença no dia a dia dos clientes. Já recebemos cerca de 7 mil encomendas da ‘Máquina dos Sonhos’.”

Segundo Claudio Adamuccio, diretor-presidente do G10 e diretor Administrativo da Transpanorama, os primeiros lotes recebidos estão surpreendendo as empresas do Grupo. “Comprovamos que a economia de diesel da Nova Geração é maior do que a geração anterior, como foi prometido pela Scania”, conta. Adamuccio revela que são três pilares que definem a escolha de um produto e uma marca para o G10. “O primeiro é o econômico, pois na conta do transporte o combustível é o campeão no custo total. O segundo é o conforto da cabine, pois a mão de obra está escassa e precisamos oferecer o melhor caminhão para reter o motorista. O terceiro pilar é a maior disponibilidade de horas do caminhão. Não podemos perder dinheiro com o produto parado e ele precisa dar o mínimo de manutenção.”

O lote de 300 unidades foi a maior compra de caminhões num mesmo ano da história do G10. “A quantidade explica nosso otimismo para 2019. Estamos expandindo os negócios. Abriremos 10 unidades de embarque do G10 e mais quatro para a Transpanorama. Movimentos que aumentarão o faturamento. No G10, planejo crescer 17% e na Transpanorama projetamos um acréscimo de 17% no faturamento. A Nova Geração da Scania será essencial para cumprir estas metas. Na nova gestão do transporte vale o custo por km rodado.”   

Os caminhões Scania R 500 6×4 são ideais para atuar em longas distâncias e rodarão com implementos rodotrens graneleiros de 25 metros, com capacidade para transportar até 49,5 toneladas de grãos cada um. Todos equipados com freio auxiliar hidráulico Retarder de 4.100Nm. Já os R 450 6×2 são modelos versáteis, também para longas distâncias, e podem formar conjuntos com sider, baú, tanque, por exemplo, além de outras opções diversas.

O agronegócio sempre foi um dos pilares do transporte de cargas rodoviário. E, da mesma forma para o faturamento da Scania. “No caso da Scania, em 2018, o agronegócio representou cerca de 40% do total vendido de caminhões. Para 2019, queremos aumentar esta participação. Estamos otimistas”, diz Munhoz.

A verdadeira ‘Máquina dos Sonhos’

A Nova Geração de caminhões Scania chegou ao Brasil em novembro de 2018, apenas dois anos após o lançamento na Europa. As novas cabines foram desenvolvidas com a mais alta tecnologia disponível no mercado e sob a perspectiva do condutor. A marca sueca decidiu manter a nomenclatura P, G e R, mas nenhuma peça da cabine da gama anterior foi reaproveitada. É uma característica da Scania privilegiar o motorista na criação do seu produto, algo que faz toda a diferença no dia a dia do trabalho no setor de transportes. O posicionamento do condutor foi realocado para que ele tenha uma melhor visibilidade externa e o painel foi rebaixado.

A Scania passou de 7 opções para 19 tipos de combinações variantes das novas cabines P, G, R, além da estreante S, com piso interno totalmente plano. Junta-se à novas cabines o pacote XT, formado por componentes específicos para pisos irregulares e também indicados para operações fora-de-estrada.

Entrevista com Claudio Adamuccio, diretor-presidente do G10

Claudio Adamuccio, 59 anos, natural de Osvaldo Cruz (SP), é um dos transportadores mais experientes do Brasil. Acompanha e cuida de perto sua frota, incentiva e valoriza seus motoristas e luta ativamente pelos direitos do setor em fóruns de entidades de classe e do poder público. Sem deixar de estar antenado com as tendências, as novas tecnologias e o futuro do transporte de cargas rodoviário.

Quando foi o primeiro contato com a Nova Geração Scania?

R. Foi em 22 de agosto de 2016, em Paris, no lançamento mundial realizado pela matriz. Tive o privilégio de conhecer o engenheiro-chefe do projeto e ele me deu muitos detalhes do produto. Já imaginei o quanto seria bom quando chegasse no Brasil. O segundo contato foi quando a Scania antecipou dois motores da Nova Geração, nas potências 510 e 450cv, ainda na geração passada mas já com o novo sistema XPI, de múltiplas injeções. Compramos os primeiros modelos a sair da linha em fevereiro de 2018. No total, adquirimos 170 caminhões e já fomos comprovando a maior economia de diesel.

As 300 unidades são para expansão ou substituição da frota, ou por otimismo com a melhora da economia e do mercado?

R. Um pouco destes três ingredientes. Em 20 anos, não deixamos um ano sequer de comprar caminhões, mesmo com as crises econômicas brasileiras ou mundiais. Mas, reduzimos os volumes entre 2014 e 2017, no período da última crise. Em 2018, aumentamos um pouco a quantidade. Em 2019, com o mercado aquecido voltamos com tudo; e precisei aumentar e substituir a frota para compensar os menores volumes dos anos passados. Estamos sempre antenados às novas tecnologias e modernidades para buscar a eficiência com a diminuição de custos e aumento de produtividade.

O setor de Transportes vive uma modernização de gestão. A nova conta a ser feita envolve o custo total da operação, a escolha da solução ideal para a aplicação, o custo por km rodado e a idade média da frota?

R. Sim. Hoje, as margens de lucro estão muito mais ajustadas. A informação está mais fácil e temos muitas ferramentas de gestão. O maior custo é o diesel, e o segundo o motorista. São dois fatores relevantes e estão ligados à marca do caminhão. Se compro um veículo que consome mais e não é confortável estou colocando minha operação em risco, para não ter lucro. Um motorista que não está satisfeito com o produto pode não dirigir tão bem e aumentar os gastos com manutenção. Trabalhando feliz e satisfeito ele terá mais cuidado.

Quem vai sobreviver no mercado de transportes de cargas?

R. Quem tiver a operação com muita tecnologia, custos extremamente enxutos e verdadeiras parcerias de negócio. Não vejo uma má gestão sobrevivendo no futuro. Em Paris, em 2016, no lançamento da Nova Geração da Scania, houve uma palestra com a federação local de transportes. Lá as empresas já não sobrevivem apenas com o faturamento do frete, das margens do transporte. Se a transportadora não tiver um Centro de Distribuição, acordos de coletas e distribuição e armazenagem para cuidar do ciclo completo não sobrevive. Tenho que antecipar tendências para continuar saudável no mercado.

A frota adquirida atuará em novos segmentos?

R. Não, vamos manter e fortalecer os ramos de atuação. Hoje, temos um mix diversificado: grãos, postal/e-commerce, aço, combustíveis, fertilizantes, sementes, produtos de higiene e limpeza e alimentos. Atuamos com sider, baú, tanques e graneleiros. Hoje, a divisão do faturamento está em 35% para postal/e-commerce (entregas para os Correios), 35% nos grãos, combustíveis (10%), e os outros 20% divididos respectivamente.  

“Operadoras precisam se beneficiar da economia dos aplicativos”, diz gestor de empresa

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Gary Greenbaum, CEO da Syntonic, destacou durante o evento Tela Viva Móvel, em São Paulo, o alto potencial da economia de aplicativos, pouco explorada no Brasil pelas operadoras de celulares, anunciantes e provedores de conteúdo. Para o executivo é possível criar negócios criativos para gerar novas e sustentáveis fontes de receita, em um mercado com previsão de movimentar mais de US$ 6 trilhões até 2021.

Com parcerias consolidadas em todo o mundo, a Syntonic aposta no país ao oferecer soluções inovadoras que possibilitam toda a cadeia a participar mais ativamente desse mercado e passem a monetizar com novos serviços e produtos. “Além de oferecer dados e voz, as operadoras podem ampliar a visão sobre a nova geração de agregadores e conteúdo móvel. Esse é o melhor momento para desenvolvemos um negócio que una publicidade móvel, navegação patrocinada, teles e provedores de conteúdo, gerando mais receitas para todos.

No Brasil, há cerca de 230 milhões de telefones celulares cadastrados e cerca de 58% deles com serviços pré-pagos, segundo dados da Anatel. Números que para o CEO significam oportunidades para todos da cadeia, incluindo novas experiências em toda a jornada do cliente, proporcionadas pelas mais diferentes marcas e aplicativos de alta qualidade.

“A conectividade já foi um luxo no passado. Hoje, um celular sem conexão é inútil, pois não conseguimos fazer quase nada. Por isso, oferta de dados será sempre uma boa oportunidade, em especial para modelos de negócios criativos como o que estamos propondo”, ressaltou Greenbaum, afirmando que a companhia já está fechando parcerias com as principais operadoras do Brasil e sempre a procura de bons aplicativos e conteúdos.

Sobre a Syntonic

Fundada em 2013, a Syntonic Limited Limited (SYT.ASX) é uma empresa de software sediada nos Estados Unidos, com atuação global e capital aberto na Austrália. No Brasil, a empresa está presente desde 2018 com sede em São Paulo e filial em Porto Alegre.
 
Operadoras de todo o mundo usam as plataformas de geração de receita da Syntonic para gerar novas fontes de faturamento provenientes de dados móveis e também de aplicativos. Os premiados software, serviços e suporte da Syntonic abrangem publicidade móvel, monetização de conteúdo, comércio on-line de aplicativos e conteúdos. 

Grupo Boticário reforça o movimento ‘Com você eu jogo melhor’ com ações para engajamento de mais marcas

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O Grupo Boticário, detentor das marcas O Boticário, Eudora, quem disse, berenice?, The Beauty Box, Multi B e Vult, dá sequência às ações do movimento ‘Com você eu jogo melhor’. Após lançar a campanha no Dia Internacional da Mulher, a empresa convida marcas e torcedores a demonstrarem apoio à seleção brasileira de futebol feminino, que vai disputar a Copa do Mundo em julho deste ano.

A intenção do Grupo Boticário é incentivar que outras empresas brasileiras se tornem signatárias o movimento, ou seja, qualquer companhia que tenha interesse pode participar e ajudar a engajar seus colaboradores na torcida pelas meninas do Brasil. A campanha será potencializada nas mídias online por meio das redes do Grupo Boticário e também de suas marcas.

“A #comvocêeujogomelhor é uma oportunidade grande para falarmos sobre igualdade, uma das grandes bandeiras do Grupo Boticário. Mais que um jogo, o torneio de futebol feminino é a oportunidade para levarmos esse movimento adiante, criando consciências positivas sobre o tema e adotando uma atitude transformadora”, diz Lia Azevedo, VP de VP de Recursos Humanos, Comunicação e Sustentabilidade do Grupo Boticário.

Ações da campanha

Após anunciar que irá paralisar o expediente durante os jogos da Seleção para que os colaboradores possam assistir às partidas, o Grupo Boticário amplia sua plataforma de comunicação para a campanha, com o lançamento do site https://comvoceeujogomelhor.com.br/. No canal online, estão disponíveis kits de torcedor para que pessoas físicas e jurídicas possam baixar e se juntar ao movimento. O material é composto por uma série de mídias para redes sociais e também para impressão, como wallpapers, adesivos, bandeiras, posts e cartazes. Há também um vídeo explicativo sobre a campanha e outras informações sobre o futebol feminino.

A plataforma digital é apenas uma dentre diversas ações do Grupo Boticário em apoio à campanha ‘Com você eu jogo melhor’. Ainda será lançada uma ação de comunicação interna em que todos colaboradores poderão doar roupas usadas e, em troca, receber uma camiseta temática destacando a mensagem do movimento.

Ainda como parte do projeto, desenvolvido em parceria com a agência SoWhat, foi criado um hino em apoio ao time, com estética forte, animada e impulsora. Intitulada “Vem jogar”, a composição tem lançamento previsto para este mês em plataformas de streaming. A música é assinada pela produtora Toro Creative Audio, com letra das artistas Dani Zan e Janine Mathias. Abordando a força das brasileiras e enviando energias positivas para a França, onde acontece o torneio, a música é interpretada pelas cantoras Olívia Robell, Janine Mathias, Carine Luup e Raissa Fayet. “Vem com as meninas jogar, o Brasil vai pirar e vai parar pra ver”, destaca o refrão, que une uma mensagem potente com percussões de escola de samba, graves de música eletrônica, piano da bossa nova e o beatbox do funk.

Guaraná Antarctica convoca outras marcas para apoiar o futebol feminino no Brasil

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Todo grande evento esportivo merece uma convocação. Afinal, é nas grandes competições que encontramos as melhores atletas de todo o mundo. E no ano do principal torneio de futebol feminino do planeta, Guaraná Antarctica veste a camisa da Seleção Brasileira e convoca outras marcas para um movimento de apoio ao futebol feminino no país. Se a modalidade é a mais amada pelo brasileiro, não existe momento melhor para mostrar que a equipe feminina também é um orgulho da nação, ou melhor, “É Coisa Nossa”. Ou você ainda acha que as mulheres não sabem jogar ou até mesmo participar de uma propaganda?

Quando o assunto é futebol, ainda é comum ver uma valorização maior dos homens em relação às mulheres. A maior competição da modalidade está perto de começar e quantas propagandas com a participação das atletas você já assistiu? Se o assunto fosse o time masculino, a resposta seria: “Várias”. Mas como estamos falando da equipe feminina… 

E para mudar esse panorama, Guaraná Antarctica, patrocinador das seleções brasileiras masculina e feminina de futebol há 18 anos, assume o papel de um bom treinador e inicia a busca por um time ideal para apoiar o futebol feminino. Ao admitir que usou pouco as esportistas mulheres em suas próprias propagandas, a marca quer incentivar outras empresas a abrir as portas para as jogadoras em suas campanhas. Talentosas dentro de campo, elas também podem representar qualquer marca longe das quatro linhas. E para ajudar nessa convocação, nada melhor do que chamar algumas especialistas no assunto. Por isso, a marca de refrigerante conta com a atacante Cristiane, a meia Andressinha e a lateral-direita Fabi Simões nessa campanha.

“Neste ano, Guaraná Antarctica tem a proposta de valorizar tudo o que o Brasil tem de bom, tudo o que É Coisa Nossa. E uma das coisas boas do país é o futebol feminino. Queremos mostrar para as pessoas todo o potencial dessas meninas, todo o sucesso que elas já alcançaram e tudo o que ainda podem alcançar”, afirmou Daniel Silber, gerente de marketing de Guaraná Antarctica.

Convidadas por Guaraná Antarctica, as três atletas estiveram em um ensaio fotográfico simulando a participação em propagandas de diversos segmentos, como beleza, produtos esportivos, cartão de crédito, entre outros. A ideia é que essas imagens sejam negociadas com as marcas interessadas e que o valor arrecadado com a venda seja dividido entre as jogadoras e o Joga Miga, um projeto sem fins lucrativos, que conecta mulheres que querem jogar futebol.

“É sempre muito importante quando uma marca abre espaço para o futebol feminino no Brasil. Mesmo com todo o sucesso nos últimos anos, ainda não existe muito espaço para as jogadoras. Com essa iniciativa, esperamos que essa situação mude”, declarou a atacante Cristiane.

Para a lateral-direita Fabi Simões, o futebol feminino no Brasil é muito maior do que apenas uma só atleta ou a Seleção. “Temos diversas jogadoras que lutam por um espaço, e ter o apoio das marcas ajuda muito a abrir caminho para as mais jovens, que buscam mais visibilidade”, destacou a atleta.

“Precisamos cada vez mais de iniciativas e oportunidades como essa. O Brasil está cheio de talentos e atletas que buscam uma oportunidade. Mas, muitas vezes, por falta de apoio, elas precisam desistir. Agora, esperamos que essa situação mude”, completou a meia Andressinha.

“Uma das principais preocupações do futebol feminino no Brasil sempre foi com a falta de apoio. O Joga Miga surgiu para dar mais visibilidade para a modalidade em diversas frentes, seja na prática esportiva, seja com análises, tornando os times e atletas profissionais mais visíveis, ou com ações digitais colaborativas. Contar com essa iniciativa, ajuda não somente o nosso projeto, mas toda a modalidade”, disse Nayara Perone, responsável pelo projeto.

E nessa seleção de marcas, não existe limite de convocados. A ideia é juntar o maior número de parceiros para apoiar essa causa. Para participar, as empresas podem escolher as imagens no Instagram de Guaraná Antarctica e entrar em contato com a marca também pelas redes sociais.

A ação, criada pela AlmapBBDO, é contada no filme chamado Seleção Feminina “É Coisa Nossa”: https://www.youtube.com/watch?v=8wsDd_MqXwM.

Sobre o Joga Miga:

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Transformação Digital avança com adoção de métodos ágeis nas indústrias latino-americanas

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A IDC, empresa de inteligência de mercado global, especializada nos setores de TI, Telecom e Comunicações, realizou a pedido da everis – junto aos seus clientes -, o estudo “Avanços na maturidade dos métodos ágeis na América Latina”, que ajuda a avaliar a evolução da transformação digital na região. “Nós realizamos este estudo para a everis há dois anos para identificar em que estágio se encontram as empresas latino-americanas em relação à adoção das metodologias ágeis, desafios para maior adesão e principais benefícios obtidos pelas usuárias”, afirma Waldemar Schuster, Research and Consulting Manager da IDC.

O estudo apontou, em 2018, que a transformação digital já se encontra em etapas de maturidade repetitivas (67%) e gerenciadas (18%), tendo como prioridades melhorar as habilidades digitais para ampliar a automatização e a adoção de Internet das Coisas e Inteligência Artificial, entre outras tecnologias. As companhias que estão na etapa de maturidade repetitiva têm os objetivos de transformação digital alinhados a uma estratégia de curto prazo, com iniciativas que contemplam produtos e experiências digitais. Aquelas na etapa gerenciada são mais dinâmicas no uso de novas tecnologias e modelos de negócios para influenciar mercados e criar novos negócios.

“Nosso estudo mostrou uma evolução positiva para os negócios da região ao verificar que a maioria das empresas (85%) se encontram em etapas intermediárias de implementação destes métodos, que são fundamentais para sua transformação e para garantir melhores resultados estratégicos e operacionais, bem como mais inovação e maior competitividade”, explica Nelson Wilson, Head de Negócios da Unidade de Soluções e Serviços de TI da everis.

Porém, 10% das companhias latino-americanas ainda estão no modelo ocasional, ou seja, sabem da necessidade de desenvolver estratégias de negócios aprimoradas digitalmente para seus clientes, mas a execução é feita de forma isolada, e 5% são Ad hoc, com iniciativas desconectadas da estratégia empresarial e das experiências dos clientes.

“Infelizmente, nenhuma companhia latina está de fato madura, sendo efetivamente disruptiva, com tecnologias e modelos de negócios digitais, capazes de propiciar um ecossistema de inovação constante e de conquista de novos mercados. Mas acredito que está realidade mudará em poucos anos e a everis fará o possível para auxiliar nesta evolução”, detalha Wilson. A everis tem vasta experiência no âmbito de agilidade integrada por pessoas de diferentes nacionalidades, colaborando na formação de equipes, treinamentos, execução de metodologias ágeis e transformações organizacionais. Com esta finalidade, criou o Centro de Excelência Ágil no Brasil em 2016, que atende às demandas de seus clientes estratégicos, tendo como principal foco companhias dos setores de telecomunicações, bancos, indústria, energia, saúde e governo.

O executivo da IDC ressalta que outro aspecto positivo do estudo foi que 38% das empresas implementaram projetos ágeis e uma cultura DevOps (Desenvolvimento & Operações) e destas 58% começaram a ver reduzidos seus tempos de entrega do código de produção dos softwares para de uma a quatro semanas e de recuperação para de uma a seis horas. Ou seja, com os métodos ágeis aprimoraram seus processos e estão conseguindo lançar produtos mais rápido ao mercado, devido ao envolvimento de equipes cada vez mais multidisciplinares e focadas.

“Elas também obtiveram menores índices de falhas, o que está em sintonia com as ações implementadas para medir o sucesso dos projetos em desenvolvimento, com base na capacidade de resposta aos clientes internos e externos, assim como com um acompanhamento em prazos mais curtos, o que é fundamental para a transformação empresarial”, completa Schuster da IDC. De acordo com o estudo, outro benefício adicional constatado foi uma redução de 10% a 60% dos custos em 42,5% das empresas.

Quando se fala em impactos esperados dos projetos ágeis nos negócios, o estudo identificou que de 80% a 85% das empresas consideram essencial a redução do tempo de apresentação de novos produtos e serviços ao mercado, o aprimoramento da experiência do consumidor e a melhora da resposta a requerimentos dos negócios, o que estudo mostrou vem sendo obtido pelas adeptas dos métodos. Os maiores desafios para implementação, por sua vez, são a resistência persistente das pessoas às mudanças e as equipes reduzidas, que para complicar tem pouca experiência na adoção destas metodologias”, declara Schuster do consultor do IDC.

“Por esta razão, neste momento, é imprescindível que as empresas construam um ecossistema multidisciplinar, integrando parceiros, fornecedores e clientes, em um relacionamento de confiança e sinérgico, a fim de atingir o nível de maturidade almejado de disrupcão. Tudo isto tendo como premissas a valorização dos negócios e das pessoas”, esclarece Wilson.

A amostra do estudo incluiu líderes de empresas com grande impacto econômico na América Latina, que contam com mais de 2.000 empregados, dos mais variados setores, como financeiro, telecomunicações, seguros, distribuição, atacado, manufatura discreta e de processos, governo e saúde, entre outros. Os países contemplados foram Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru.

Gestão de equipes ágeis

A pesquisa com os clientes da everis verificou ainda a necessidade de uma conversa mais constante e direta do CEO ou o Digital Lead com as áreas estratégicas e operacionais sobre como contratar serviços de outsourcing de agilidade, que são muito diferentes dos modelos tradicionais. “Como a maioria das companhias é motivada a ser ágil e se transformar para criar novos produtos, serviços ou canais de distribuição, é fundamental que o CEO se preocupe e invista na melhoria das habilidades digitais e na melhor gestão de seu capital humano para viabilizar um cultura empresarial ágil”, alerta o consultor da IDC.

Por isto, os métodos ágeis vêm provocando uma mudança significativa na gestão dos talentos, com melhores possibilidades de formação e desenvolvimento profissional, viabilizados por meio de melhores técnicas de treinamento e avaliação de desempenho, assim como pela maior integração entre os membros das equipes técnicas e de negócios. “Isto porque para colocar em prática a agilidade é preciso ter, além de conhecimento e qualificação, uma verdadeira mudança cultural, que trabalhe com os valores da agilidade, e uma estrutura eficiente, integrada e colaborativa na empresa como um todo, que deve necessariamente ser apoiada pela alta direção”, reforça Wilson. Mas segundo o estudo ainda há muito a ser feito, pois 32% das entrevistadas ainda utilizam processos tradicionais para contratar, com ciclos de revisão muitas vezes desajustados em relação ao progresso exigido e 67% têm menos de 10 equipes em toda a organização aptas a implementar métodos ágeis.

Definição de orçamento de TI x agilidade

O estudo contemplou a distribuição orçamentária das companhias latino-americanas para a implementação de métodos ágeis e constatou que, no ano passado, 58% delas destinaram mais de US$ 20 milhões para Tecnologia da Informação (TI) e mais de 65% investiram mais de US$ 1 milhão em projetos de agilidade, porém 42% destas empresas ainda não separa parte dos recursos para a definição das equipes de agilidade.

Entre as que desenvolveram projetos ágeis, só 18% conseguiram aplicar recursos diretos em suas equipes de agilidade, sendo que destas 30% optaram por fazer isto no modelo de despesas OPEX (Operational Expenditure), cujo custo operacional é menor e mais facilmente ajustável às necessidades oscilantes do negócio e da infraestrutura tecnológica. As demais 70% seguem o modelo CAPEX (Operational Expenditure), porque entendem que os métodos ágeis estão associados com o desenvolvimento de novos produtos ou funcionalidades.

Este é um avanço interessante considerando-se só 21% das empresas tinham orçamento anual para manter equipes de agilidade em 2017 e que não existia orçamento independente para equipes de agilidade em 35% delas, além de 29% das despesas neste sentido serem destinadas a alguns projetos específicos.

Leia a íntegra da pesquisa no link: http://bit.ly/everisEstudoAgile_e