Brasil

OAB-CE quer que Secretaria Judicial seja instalada no Fórum Clóvis Beviláqua

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A Ordem dos Advogados do Brasil, secção do Ceará, por meio do presidente, Erinaldo Dantas (foto), e do diretor de prerrogativas, Márcio Vitor de Albuquerque, requereu ao Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) que instale a Secretaria Judicial Estadual – Sejud no Fórum Clóvis Beviláqua.

Segundo Erinaldo Dantas, a atividade do profissional da advocacia implica a real necessidade de acompanhamento presencial do advogado para a consecução dos atos emanados das Unidades Judicantes de forma célere. O que torna indispensável que a localização da Sejud seja na mesma ambiência do Fórum Clóvis Beviláqua. “Pedimos, através do ofício, que o Tribunal de Justiça considere a propositura apresentada, de modo a facilitar o desempenho da atividade profissional do advogado”, disse.

Segundo o diretor de prerrogativas da OAB Ceará, Márcio Vitor de Albuquerque, o ofício foi enviado com o intuito de que as prerrogativas dos advogados sejam respeitadas e que os jurisdicionados sejam atendidos a contento. “Nós achamos que o salutar é que tudo permaneça num só local para facilitar o trabalho do advogado e o controle por parte do juiz e do Tribunal de Justiça”.

Caucaia, no Ceará, tem oferta de empregos

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Mantido em Caucaia pela Secretaria Municipal do Trabalho, Emprego e Empreendimento (Setem), o Sine Municipal está oferecendo 21 oportunidades de emprego. Sete vagas são exclusivas a pessoas com deficiência.

Ao todo, 13 áreas dispõem de chances de caucaienses recolocarem-se no mercado. Para 15 vagas (70% do total), o interessado não precisa ter experiência comprovada.

As oportunidades são: auxiliar administrativo (3), auxiliar de corte (4), auxiliar de limpeza (2 para pessoas com deficiência), cobrador de transportes coletivos (5 para pessoas com deficiência), comprador (1), costureira em geral (10), eletricista de instalações em veículos (1), mecânico de manutenção e instalação (1), mecânico de motor a diesel (1), mecânico de veículos automotores a biodiesel (1) e motorista de ônibus urbano (10).

E ainda: operador de empilhadeira (5), operador de ponte rolante (5), pintor industrial (1), professor de inglês (1), técnico de impressora matricial (1), vendedor interno (2), vendedor pracista (1) e vendedor porta a porta (2).

As vagas são destinadas a quem já está cadastrado no sistema do Sine. Interessados devem comparecer à sede da Setem com Carteira de Trabalho ou RG e CPF.

Maurício Filizola: Congresso buscará diálogo e soluções para fortalecer o setor de comércio, serviços e turismo

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Na reta final de preparação para o 35º Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o presidente da Fecomércio Ceará, Maurício Filizola, fala sobre as expectativas para o evento e a importância de reunir empresários e representantes do setor para pensar sobre a realidade da economia, do comércio e dos sindicatos patronais no Brasil.

35º CNSE – O que os congressistas podem esperar dessa edição do CNSE?

Maurício Filizola – Nós estamos em um momento muito singular, em que o sistema sindical brasileiro passa por grandes transformações. Então, nada mais especial do que um encontro como esse, que une todos os sindicatos nacionais em busca de um diálogo, de soluções para o crescimento e o reforço de toda esta base, principalmente quanto à sustentabilidade dos sindicatos patronais. Esse é um momento único, especialmente quando nós temos um governo que tem ideias que ainda não estão bem alinhadas com as entidades sindicais e a gente precisa dessa unicidade para pode defender realmente todos os setores.

Sabemos da nossa responsabilidade de representatividade, principalmente para trazer o fortalecimento das empresas do comércio de bens, serviços e turismo de nosso país, e aqui será o momento propenso a todos estarem em campo, como um grande time, em busca de soluções, de diálogo, de defesa dos sindicatos e, principalmente, um reforço para um trabalho mais direcionado às empresas.

Como foram definidas as temáticas que serão trabalhadas no congresso?

Nós estamos em constante diálogo, nada se faz sozinho. No Ceará, enquanto federação, temos os sindicatos da nossa base, que sempre ouvimos. Nesse diálogo, nós conseguimos descobrir quais são as principais dores do setor. E, através disso, a gente já tem uma noção do que acontece no restante do país. Outro ponto importante é ouvir a entidade máxima do setor, que é a Confederação Nacional do Comércio. Muitos dos temas que estão dentro da programação tem também na sua construção um diálogo nosso e das outras federações com a CNC. Porque, como um grande sistema, nós precisamos estar constantemente dialogando com as nossas bases, que são os sindicatos, com as outras federações e, ao mesmo tempo, tendo uma interlocução muito próxima com a CNC. Então todos os temas foram definidos dentro desse contexto.

De que forma eventos como esse ajudam a fortalecer e desenvolver o comércio de bens, serviços e turismo?

O fortalecimento vem de uma troca de experiências. No momento em que nós temos a participação de todos os sindicatos patronais do comércio de bens, serviços e turismo do país, esse diálogo está mais propenso a acontecer porque cada sindicato traz suas vivências. É um momento de troca de experiências, de modelos de gestão, de informações sobre serviços prestados por cada instituição, e nada melhor do que essa troca de conhecimentos envolvendo todos esses entes para tornar cada um deles mais forte.  

Agora que está tão próximo, qual a expectativa da Fecomércio-CE a respeito do evento?

Nossa expectativa é a melhor possível. Temos tido diálogos constantes com as federações, e as federações, por sua vez, levam a nossa palavra para as suas bases, ou seja, para seus próprios sindicatos. O que nós temos percebido nesse processo é uma adesão muito grande à participação. Ao mesmo tempo, o Ceará é uma terra muito receptiva e essa maneira de ser do cearense também cativa os outros estados. O que eu tenho visto é uma grande alegria destas comissões, dos sindicatos, desses líderes, e um desejo de chegar o mais rápido possível a Fortaleza. Então nós estamos de braços abertos, aguardando com ansiedade a chegada desses amigos, para que nós possamos recebê-los com a hospitalidade que é característica do povo cearense.

Cartão de crédito consignado é mais uma ferramenta para o endividamento

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A Caixa Econômica Federal acaba de lançar o cartão de crédito consignado. Na prática o banco quer entrar no mercado que movimenta quase R$ 340 bilhões e cresce todos os anos. Basicamente o crédito consignado é aquele atrelado a uma fonte de renda, ou seja, a instituição financeira tem mais segurança de que receberá de volta o valor emprestado. A taxa de juros ficará em 2,85% ao mês e é baixa se comparada a do cartão de crédito tradicional que muitas vezes supera os 15%.

O limite será de até 1,4 vez o valor recebido mensalmente e só valerá para aposentados do INSS, ou seja, se a pessoa recebe R$ 2 mil de benefício o seu limite será de R$ 2,8 mil. Como regra oficial, aposentados, pensionistas e servidores públicos podem se endividar com o consignado em até 30% do que recebem mensalmente. “O grande problema é que, esta é mais uma ferramenta para os aposentados se endividarem. A regra dos 30% não vale para este cartão de crédito consignado, ou seja, a dívida poderá ser somada. Na prática, vamos supor que uma pessoa ganha R$ 2 mil e já no limite de R$ 600,00 por mês de dívida. Ela ainda poderá ficar devendo mais R$ 2,8 mil neste novo cartão de crédito”, explica Fabrizio Gueratto, Financista do Canal 1Bilhão Educação Financeira.

Apesar da taxa de juros no cartão consignado da Caixa ser de 2,85% é importante lembrar que, a poupança, rende neste mesmo período apenas 0,38%. Outro ponto importante é o endividamento da população brasileira.

“Atualmente, temos mais de 60% das famílias brasileiras endividadas. É o maior patamar desde 2015. O cartão de crédito é o principal motivo para 78% das famílias. Em muitas destas famílias o aposentado virou a única fonte de renda e este possui muita facilidade para conseguir dinheiro emprestado. Esses fatores combinados acabam virando uma bola de neve. Além disso, grande parte destes recursos é para o consumo, o que é pior ainda. Dívida somente em uma emergência, entretanto, dentro do planejamento financeiro, esta possibilidade já deveria estar prevista e uma reserva financeira já precisava ter sido guardada. Infelizmente o brasileiro vive como se não houvesse amanhã e acha normal estar endividado”, comenta.

O cartão de crédito pode ser uma boa alternativa para o acúmulo de benefícios como milhagens e cashback. “Por exemplo, se uma pessoa vai comprar um saco de pão na padaria, não importa se ela pagará em dinheiro ou no cartão de crédito ou débito. O valor será o mesmo. Já que não tem a possibilidade de desconto, neste caso, é melhor pagar pela forma que gera mais benefício, no caso, o cartão de crédito. Porém, ele só é útil para quem tem controle dos gastos. Hoje as próprias bandeiras dos cartões oferecem aplicativos em que é possível controlar o limite em tempo real. Um passo importante seria a obrigação da instituição financeira em fornecer gratuitamente um curso de educação financeira, com o conteúdo fiscalizado pelo Banco Central, antes de qualquer brasileiro pegar um empréstimo”, finaliza Fabrizio Gueratto, do Canal 1Blhão Educação Financeira.

Empresa é premiada com exemplo de transformação, filosofia ágil e cultura digital

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A Koin, fintech de meios de pagamento que viabiliza compras no boleto parcelado, foi uma das ganhadoras do prêmio Agilidade Brasil 2019. O evento, que aconteceu na noite de segunda-feira (15), é o principal reconhecimento às empresas que praticam agilidade no Brasil e têm obtido resultados consistentes. O projeto, conduzido com o apoio da Mandic Cloud Solutions, resultou na migração dos ambientes da Koin para AWS com implantação e sustentação consultiva para garantia de flexibilidade, segurança e escalabilidade que atendessem à nova etapa de amadurecimento da cultura digital da empresa que completou seis anos.

A cerimônia, realizada no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, contou com 21 categorias premiadas, entre elas, de práticas DevOps, da qual Koin levou o troféu. Para o executivo Marcos Mello, gestor de TI da Koin, o suporte da equipe de especialistas da Mandic Cloud foi fundamental para a viabilização do projeto. “A implementação da cultura DevOps significou um avanço tecnológico incrível para a Koin. Ganhamos também em atratividade da empresa com novos talentos, além de comunicarmos ao mercado que estamos trabalhando com tecnologia de ponta e metodologias inovadoras”, afirmou.

A executiva de contas Camila Pedace, da Mandic Cloud, acompanhou o projeto de perto e se orgulha com o reconhecimento do trabalho em equipe. “A Koin foi uma conta que começou bem pequena e eu pude ver a empresa dobrar de tamanho a partir do nosso apoio e do trabalho em conjunto de todos os profissionais envolvidos com a conta. Esse acaba sendo o nosso objetivo principal, alavancar os negócios e viabilizar projetos importantes para os nossos clientes”, revelou.

Já Maurício Nakabayashi, scrum master da Mandic Cloud, que subiu ao palco junto com a KOIN, também levará a experiência para a carreira profissional. “Foi muito gratificante poder ver o amadurecimento da empresa. Eu estive desde o início do projeto há dois anos e acompanhei os processos até hoje. Quero utilizar os conhecimentos adquiridos em outros clientes e ano que vem ter novos cases concorrendo ao prêmio”, disse.

As empresas Wooza e Vindi, clientes da Mandic Cloud Solutions, também foram premiadas no evento.

Cresce número de famílias com mais da metade da renda comprometida com o pagamento de dívidas, aponta pesquisa

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Aumentou 14 pontos percentuais o número de consumidores inadimplentes que alegam estar com mais de 50% da renda comprometida com o pagamento de dívidas. Segundo a pesquisa Perfil do Consumidor da Boa Vista, realizada com pouco mais de 1.500 respondentes, em todo o país, ao longo do 2º semestre de 2018, 70% dos entrevistados disseram estar com mais de 50% da renda comprometida contra 56% dos respondentes no 1º semestre de 2018.  

A pesquisa também identificou que para 82% está muito difícil manter as contas em dia. Percentual que permaneceu estável na comparação com o semestre anterior. 

Valor total das dívidas
51% dos consumidores informaram que possuem dívidas até R$ 3 mil. 23% até R$ 1 mil (contra 32% do 1º semestre de 2018). 28% deles que possuem valores acima de R$ 1 mil e até R$ 3 mil (contra 34% do 1º semestre de 2018). Quanto maior o número de contas, maior é o valor devido. Segundo a pesquisa, 67% possuem cinco contas ou mais que geraram a restrição e com valores devidos que superam R$ 4 mil.

Motivos que levaram à restrição
Saltou de 7% para 24%, entre o 1º e o 2º semestre de 2018, o percentual de respondentes que alegaram ter ficado inadimplentes porque houve uma diminuição da renda, uma alta de 17 pontos percentuais. Outros 33% dos consumidores disseram que ficaram inadimplentes por conta do desemprego. Eram 44% nesta situação no 1º semestre de 2018. Em terceiro lugar ficou o descontrole financeiro (18%), que permaneceu praticamente estável na comparação com o semestre anterior. Em seguida o empréstimo do nome a terceiros (11%); despesas extras com saúde/educação (10%); atraso no recebimento de salário (2%) e cobrança indevida (2%).

Comportamento do inadimplente
Aproximadamente 30% dos consumidores tomaram conhecimento da restrição pelo próprio credor. 25% por empresa de cobrança e outros 31% pelos Órgãos de Proteção ao Crédito, como o SCPC. 43% dos consumidores com restrição já procuraram ajuda em bancos. 42% procuraram parentes e familiares. 35% financeiras e 23% amigos ou colegas. Em média, pouco menos de 10% deles conseguiu a ajuda esperada.

Tipos de contas em atraso
27% compraram bens ou contrataram serviços cujo pagamento está atrelado ao boleto bancário, e por conta do não pagamento deste compromisso financeiro ficaram com restrição. Destes, 26% referem-se às contas de telefone exclusivamente. 25% despesas com educação. 24% contas de concessionárias (água, luz, gás) 16% taxas e tarifas diversas (IPTU, IPVA, condomínio, etc) e 9% despesas médicas.
O cartão de crédito foi apontado como o segundo meio de pagamento na lista (24%), seguido por carnê (14%), cartão de loja (12%), empréstimo pessoal (11%), cheque especial (8%) e cheque pré-datado (4%).

Conta em atraso que pagaria em 1º lugar
Questionados sobre qual conta em atraso pagariam em primeiro lugar, 32% dos consumidores disseram que seriam as compras realizadas com o cartão de crédito. 22% o pagamento de boletos (sendo que 37% referem-se às despesas com educação, 24% concessionárias, 19% taxas e tarifas, 12% despesas com contas de telefones exclusivamente, e 8% às despesas com planos médicos). 15% carnê de financiamento/crediário e 12% empréstimo pessoal/consignado. 9% cartão de loja. 7% cheque especial e 3% cheques.

Pretensão de quitar as dívidas 
20% dos consumidores entrevistados disseram que conseguirão pagar as dívidas que geraram a restrição num prazo menor do que 30 dias. Já 36% afirmaram que devem pagar o débito entre 30 e 90 dias. 19% entre 90 e 180 dias e 25% acima de 180 dias. Ainda em relação ao total de devedores, 37% dos que pretendem pagar irão quitar o valor total devido. Já os outros 63% farão após a tentativa de renegociação ou obtenção de desconto no valor devido.


21% alegaram não possuir outras dívidas além daquelas que geraram a restrição. Em contrapartida, daqueles que afirmaram possui, 59% disseram que os débitos irão comprometer o orçamento dos próximos 12 meses. Já 56% dos consumidores que estão com restrição não pretendem fazer novas compras/financiamentos, mesmo após quitarem suas atuais dívidas. 18% pretendem comprar (destes, 23% automóvel e 17% casa própria).

Metodologia
Pouco mais de 1.500 consumidores responderam à Pesquisa Perfil do Consumidor realizada de modo online no 2º semestre de 2018 pela Boa Vista. Os resultados consideram 2,3% de margem de erro e 95% de grau de confiança.
         
SOBRE A BOA VISTA

A Boa Vista é uma empresa brasileira que alia inteligência analítica à alta tecnologia para transformar dados em soluções para os desafios de clientes e consumidores.  

Criada há mais de 60 anos como SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), tem contribuído significativamente para o desenvolvimento da atividade de crédito no Brasil, ajudando o País a estabelecer uma relação de consumo mais equilibrada entre empresas e consumidores. 

A Boa Vista é precursora do Cadastro Positivo, banco de dados com informações sobre o histórico de pagamentos, que deixa a análise de crédito mais justa e acessível. Por isso, Cadastro Positivo é na Boa Vista.

Pioneira também em serviços ao consumidor, a Boa Vista responde por iniciativas que cooperam com a sustentabilidade econômica dos brasileiros, como a consulta do CPF com score, dicas de educação financeira e parcerias para negociação de dívidas. Tudo disponível de forma simples, rápida e segura no portal consumidorpositivo.com.br.

Atualmente é referência no apoio à tomada de decisão em todas as fases do ciclo de negócios: prospecção, aquisição, gestão de carteiras e recuperação.

Dados estão em toda parte. O que a Boa Vista faz é usar inteligência analítica para transformá-los em respostas e soluções às necessidades e desejos dos consumidores e empresas.

Dólar na máxima de quatro meses no governo Bolsonaro: onde isso vai parar?

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O dólar bateu a máxima de quatro meses, segundo o índice de moedas da Bloomberg. A moeda continua subindo, contando com a falta de sincronia do crescimento global, com o recrudescimento das tensões geopolíticas e com a piora da situação de alguns países emergentes, com destaque para a Argentina. “Com o Banco Central (BC) fora do mercado e com a cautela dos agentes em relação às condições gerais do Brasil, o dólar deve continuar flutuando de acordo com o mercado global. O comercial já “beliscou” os R$ 4,00 na abertura e deve continuar chamando a atenção do mercado”, comenta o Economista-Chefe da Nova Futura Investimentos, Pedro Paulo Silveira.

No exterior as atenções se dividem entre as análises dos balanços corporativos e a sequências de altas dos preços do petróleo. Os balanços mostram fraqueza do segmento industrial e manutenção da força do setor de tecnologia. A Microsoft divulgou um forte balanço ontem e subiu mais de 4%. “Hoje, porém, a 3M justifica a cautela do mercado em relação ao comportamento da economia real no primeiro trimestre. Quanto ao petróleo, o barril WTI se mantém acima dos US$ 66 sem sinais de recuo”, ressalta Silveira. A promessa do governo americano de iniciar com força o boicote sobre o Irã, que tem mais de 3 milhões de bpd, deve sustentar a trajetória de alta. “As consequências dessa alta sobre a economia global vão na direção da desaceleração da atividade econômica, que já está ocorrendo por outros fatores. Por conta desse cenário, os juros estão se mantendo estáveis, com a inclinação dos EUA em +12 bps, e a moeda americana fortalecida”, explica Pedro Paulo.

O resultado do Bradesco veio em linha com as expectativas levantadas pela Broadcast, mas marcou um novo recorde, batendo os R$ 6,2 bilhões. Hoje ainda teremos a divulgação de Lojas Renner, Localiza, Grendene, Hering, Fleury e Copasa. No lado real da economia, o IBGE divulgou o IPCA-15, que veio em 0,72%. “O índice subiu na maioria dos itens, com destaque para os alimentos e para combustíveis. As estimativas para a inflação de 2019 serão revistas para cima, já que as altas do dólar e do petróleo serão reforçadas pelos efeitos importantes da gripe suína que está produzindo um enorme choque de oferta na China. A nossa estimativa para o IPCA de 2019 tende a ficar acima de 4,10%, novamente. A abertura do mercado doméstico mostrou algum refresco para o dólar, que está caindo 0,28%. O Ibovespa, porém, segue em queda, com -0,4%, acompanhando o exterior. O dia não tem tendência definida, nem para a moeda, nem para o mercado acionário”, finaliza o Economista-Chefe da Nova Futura Investimentos.

Os impactos na economia (e na política) de uma nova greve dos caminhoneiros

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Com o aumento do preço do diesel, a nova política do governo Bolsonaro de livre mercado não agrada a categoria dos caminhoneiros, que ameaçam começar uma greve na próxima segunda-feira, dia 29 de abril. Sabendo disso, o governo começou uma articulação com alguns ministros para impedir essa paralisação. Outra greve como a de 2018 teria muitos impactos no país e consequentemente nos investimentos. Especialistas do mercado financeiro explicam como isso pode afetar a economia brasileira.

“Uma nova greve dos caminhoneiros pode ser bastante fatal para o mercado financeiro, como vimos no ano passado o país parou e tivemos fortes estragos na economia. Repetir esse evento além de causar um novo impacto negativo econômico, traz aos investidores uma forte aversão ao mercado brasileiro e poderia derrubar os índices da bolsa”, explica a Sócia-Diretora da FB Wealth, Daniela Casabona.

“Uma nova greve nas proporções da que ocorreu em 2018 faria com que o dólar rapidamente superasse os R$ 4,00 podendo chegar a R$ 4,20. Acredito que o bolsa despencaria no mínimo 5 mil pontos. Porém, o mais importante não são os efeitos imediatos. O grande problema é a crise de confiança que tomaria conta do país. O desânimo interromperia investimentos e contratações por parte dos empresários e teria uma queda no consumo por parte dos brasileiros. Ninguém gasta dinheiro com um futuro pessimista. O impacto no PIB nos meses seguintes seria muito forte”, ressalta Pedro Coelho Afonso, Economista-Chefe da PCA Capital.

“Uma nova greve dos caminhoneiros afeta ainda mais a credibilidade do Brasil perante aos investidores estrangeiros, já temos o impasse da Reforma da Previdência, onde tudo indica que terá o seu texto original alterado na votação agendada para amanhã. A ameaça de paralização dos caminhoneiros nos deixa ainda mais sensibilizados aos olhos desses investidores, expondo a nossa fragilidade de infraestrutura e quanto o governo é refém diante das exigências dos caminhoneiros”, finaliza Fernando Bergallo, Diretor de Câmbio da FB Capital.

Ceará assina acordo para desenvolvimento de tecnologia e gestão em Saúde

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No primeiro dia da missão na China, o governador Camilo Santana participou de encontro em Pequim com o vice-presidente do Grupo Meheco (Medical Health Company), Wang Hongxin. O Grupo Meheco é um dos maiores do mundo na área de tecnologia em saúde. Acompanhado do secretário da Saúde, Dr. Cabeto, e do assessor especial de Assuntos Internacionais, César Ribeiro, Camilo Santana apresentou a estrutura dos equipamentos de saúde do estado e como a economia do Ceará vem avançando através dos hubs aéreo, marítimo e tecnológico.

“Com austeridade fiscal e ousadia, nosso estado avançou muito nos últimos anos. Somos o estado mais equilibrado fiscalmente do país, e temos atraído grandes empresas para impulsionar nossa economia e gerar mais empregos para os cearenses. Nossa disposição é de que o Ceará seja a porta de entrada para a chegada da Meheco ao Brasil”, disse o governador. O vice-presidente da Meheco elogiou o Ceará e reforçou a disposição da empresa em investir no estado.

No acordo assinado nesta quarta-feira (24), ficaram estabelecidas bases de cooperação para o fornecimento de equipamentos para os hospitais cearenses, instalação de empresas no estado e desenvolvimento de tecnologia na área da saúde. Também ficou definida a criação de um grupo de trabalho para tocar de imediato os projetos. Já no próximo mês uma equipe da Meheco estará no Ceará.

Segundo o secretário da Saúde, Dr. Cabeto, o acordo é de grande importância para o Ceará, pois “representa mais investimentos em pesquisa, gestão, tecnologia e desenvolvimento. Além de ser a abertura de uma nova economia para o Ceará”. Camilo Santana reforçou sua determinação em transformar o Ceará num grande centro de inovação na área da saúde. “Já conseguimos atrair uma unidade da Fundação Oswaldo Cruz para o Polo de Saúde do Eusébio, estamos negociando com a francesa Pasteur, e continuaremos buscando novos parceiros”, disse o governador.

Mercado está cauteloso mesmo após aprovação da admissibilidade de reforma da previdência na CCJ

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A aprovação da Reforma da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) foi um pequeno alívio para o mercado financeiro, o governo já mostrou dificuldades nessa primeira etapa, por conta da falta de articulação política, mas ainda há bastante expectativas para as próximas etapas. Especialistas do mercado financeiro comentam como o mercado está se comportando após a aprovação.

“O que já era esperado desde ontem, dia 23, é que essa aprovação na CCJ tinha uma relevância secundária, não seria o suficiente para acalmar o mercado, pois é uma etapa protocolar, puramente técnica, onde não se discute o mérito da Reforma da Previdência. Considerada uma etapa fácil, o governo já demonstrou dificuldades. Então o que se projeta é que haja uma contrariedade maior ainda, agora na Comissão Especial e depois no Plenário na Câmara dos Deputados e no Senado, para ser efetiva a aprovação da Reforma. Então o prognóstico não é bom, embora tenham ocorrido a superação da etapa da CCJ. O dólar hoje está subindo, numa nítida reação a isso”, ressalta Fernando Bergallo, Diretor de Câmbio da FB Capital.

“A admissibilidade da PEC da Nova Previdência foi aprovada ontem na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados por 48 votos favoráveis e 18 contrários. A aprovação, contudo, demorou cerca de uma semana a mais do que o esperado e foi viabilizada apenas através da exclusão de quatro aspectos da PEC (fim de multa/contribuições ao FGTS para aposentados na ativa, idade compulsória para aposentadoria, exclusividade ao Poder Executivo para alterar regras previdenciárias e judicialização através das Varas Estaduais). A exclusão destes pontos, ainda assim, não alterou o impacto fiscal proposto inicialmente. Tais alterações devem ocorrer apenas durante a discussão do mérito da PEC, na Comissão Especial que será criada (ainda nesta semana, provavelmente) para tal. Após esta análise/votação na Comissão Especial, a proposta será encaminhada ao plenário da Casa e precisará de, no mínimo, 308 votos favoráveis (de um total de 513 deputados) em duas votações consecutivas. O mercado monitora com atenção o andamento da Nova Previdência no Congresso. A expectativa é de que a PEC esteja aprovada na Câmara e no Senado até o final do 3T18, com alguma desidratação de seu impacto fiscal. Irá então para promulgação do Presidente do Congresso, vigorando a partir de 2020”, explica o Economista Daniel Xavier.

“Tivemos um pregão do Ibovespa em alta ontem, já com a expectativa de aprovação na CCJ e hoje está caindo, pois a Bolsa subiu durante a real possibilidade e está caindo após o fato se concretizar. A aprovação da Reforma na CCJ, é apenas o primeiro passo até que a PEC seja efetivamente aprovada. A cada avanço da proposta o mercado fica mais confiante, fazendo a bolsa subir, e trazendo tranquilidade para os investidores que ainda estão cautelosos, esperando a finalização desse processo”, finaliza Daniela Casabona, Sócia-Diretora da FB Wealth.