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Ceará implanta política pública contra trabalho escravo

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O Estado do Ceará tem procurado remar contra a maré de desconstruções dos direitos humanos. Em resposta à conjuntura, e comprometendo-se com a eliminação da escravidão contemporânea, o Governo do Ceará lançou o Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo no Estado.

Idealizado em conjunto com a Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo no Ceará (Coetrae), o Plano expressa uma política pública permanente dedicada à repressão da exploração e estabelece ações para o enfrentamento, fiscalização e prevenção desse tipo de crime. O instrumento busca, ainda, identificar e coibir a exploração do trabalho da pessoa migrante vítima de tráfico de pessoas, assegurando a realização do trabalho em condições decentes, além de estabelecer parcerias para construir estratégias de atuação integrada em relação às ações preventivas e repressivas dos órgãos do Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público.

“O Estado tem obrigação de proteger as pessoas e de combater quaisquer tipos de abuso. Não vamos admitir trabalho escravo no Ceará. Não tenho dúvidas de que, com o plano, seremos referência no país sobre o tema. Precisamos cuidar e acolher os nossos irmãos e irmãs cearenses”, disse o governador Camilo Santana. Para o presidente da Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo no Ceará e coordenador de Direitos Humanos do Estado do Ceará, Demitri Cruz, a iniciativa é necessária, sobretudo, a partir da constatação de que o Ceará posiciona-se em quinto lugar no ranking dos povos mais explorados fora da terra natal, conforme dossiê elaborado pelo Observatório Digital do Trabalho Escravo no Brasil. “Dialogamos e trocamos experiências com outros estados. Temos a preocupação em relação ao retrocesso político e institucional da pauta verificado no âmbito da União, que compromete a dignidade humana ao expor as pessoas a condições degradantes de trabalho e jornada exaustiva. Assim, esse plano torna-se ainda mais importante para nós”, destaca.

Demitri Cruz ressalta ainda que o Governo do Ceará já conta com uma equipe de acompanhamento para trabalhadores resgatados. “Vamos integrar políticas de educação e reinserção social dos trabalhadores. Estamos desenvolvendo uma metodologia de acompanhamento e iniciando o diálogo com os territórios para pensar em ações locais que possam superar as vulnerabilidades”, pondera.

Construído durante as reuniões ordinárias da Coetrae, o Plano consta no Decreto nº 31.071, de 6 de dezembro de 2012, que cria a Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo. Em 2016, o governador do Ceará, Camilo Santana, assinou o Pacto Federativo para Erradicação do Trabalho Escravo, fruto de uma articulação nacional com o propósito de promover a aliança entre os estados nas ações contra o trabalho escravo e aperfeiçoar as estratégias de enfrentamento a esse tipo de violação dos direitos humanos.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, o perfil do trabalhador resgatado no Brasil é na sua maioria homens, correspondendo a 95%; e 83% têm entre 18 e 44 anos. Entre 1995 a 2017, foram contabilizados mais de 50 mil resgates. No Ceará, entre 2006 e 2017, foram resgatados 594 trabalhadores.

Feira multissetorial abre espaços para negócios

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O cenário econômico de crise e o potencial de geração de negócios da Região Metropolitana de Fortaleza motivaram o Instituto Paju e a Associação Empresarial de Indústrias (Aedi) a promover quarta e quinta-feira próximas, das 14 às 20 horas, no Clube da Parceria do Sesi, em Maracanaú, a II Feira Multissetorial de Negócios da Região Metropolitana de Fortaleza.

A Feira reunirá em um mesmo espaço micro e pequenas empresas industriais, comerciais e de serviços que tenham interesse em comercializar ou prestar serviços.

A ideia é também aproximar os pequenos empreendimentos das indústrias e atacadistas de maior porte, que estarão presentes para comprar ou ainda ofertar com condições especiais produtos de seu interesse.

Universidade Federal do Ceará abre concurso com 44 vagas

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Do portal de notícias G1 Ceará:

Estão abertas até o próximo domingo (24) as inscrições para concurso público da Universidade Federal do Ceará (UFC). Estão sendo ofertadas 44 vagas para diversas áreas profissionais. segunda-Os três editais foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) do dia 21 de agosto. As inscrições começam no dia 16 de setembro.

Segundo a universidade, as seleções são para ocupação de cargos em Fortaleza e nas cidades de Quixadá, Crateús, Sobral e Russas.

Os interessados devem acessar o site da Coordenadoria de Concursos (CCV) da instituição de ensino.
As taxas para participar do concurso variam de R$ 70 a R$ 120 para ensino médio e ensino superior, respectivamente.
As vagas são para profissionais de jornalismo, odontologia, psicologia, farmácia, administração, biblioteconomia, medicina, engenharia entre outros cargos técnicos podem participar da seleção. Os salários variam de R$ 2.403,07 de R$ 4.638,66.