Seminário detalha propostas de desestatização do segmento energético

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O seminário ”Desestatizações no Setor Elétrico: Distribuidoras federalizadas, o papel do BNDES e parceiros institucionais”, com a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes, do presidente do BNDES, Joaquim Levy, ministros e autoridades do Governo Federal, agências reguladoras, Eletrobras e companhias vencedoras dos leilões, marcou a conclusão do trabalho do Banco na estruturação dos projetos de desestatização das distribuidoras do Sistema Eletrobras.

As distribuidoras Amazonas Energia, Boa Vista Energia, Cepisa, Ceal, Eletroacre e Ceron — federalizadas nos anos 1990 como parte do programa de saneamento fiscal dos Estados — foram, em 2016, qualificadas pelo Programa de Parceiras de Investimentos (PPI), tornando-se elegíveis para privatização. Coube então ao BNDES executar o processo, papel definido no Programa Nacional de Desestatização, conforme a Lei n. 9491/1997.

De novembro de 2016 a dezembro de 2018, a Área de Desestatização e Estruturação de Projetos do BNDES realizou etapas de estudos técnicos de modelagem, articulação com os governos estaduais, investidores, Eletrobras e órgãos de controle, assim como o acompanhamento dos leilões e eventos de liquidação.

Para o presidente Levy, o papel do Banco de desenvolvimento na solução dos problemas de infraestrutura vai além da excelência na execução técnica que é típica do BNDES, cobrindo também a articulação com o poder concedente, agências regulatórias, investidores e órgãos de controle. “Além da agilidade e qualidade, buscamos cooperar com parceiros institucionais para garantir a conformidade e segurança jurídica capazes de tornar o ativo interessante para o setor privado e trazer o melhor para a sociedade”, disse ele na abertura do seminário.

A visão de mercado e conhecimento setorial das equipes do BNDES foram comparadas por Levy à capacidade do banco usar seu balanço no financiamento de projetos. Ele sublinhou que o BNDES está pronto para cooperar na desestatização e nas novas concessões em logística, saneamento e transporte de gás natural, entre outros setores, sublinhando que “a maior contribuição que o BNDES oferece muitas vezes são seus recursos humanos, experiência e capacidade de equilibrar diferentes interesses. Fornecemos soluções que trazem vantagens para todos os lados: investidores, Estado e sociedade”.

Seguindo-se à fala do presidente, o primeiro painel do evento — “Distribuição de Energia Elétrica, Desenvolvimento e Mercados” — contou com a participação dos ministros Paulo Guedes, general Carlos Alberto dos Santos Cruz (Segov), José Mucio Monteiro Filho (TCU) e da secretária executiva Marisete Pereira, representando o ministro Almirante Bento Albuquerque (MME).

Segundo Paulo Guedes, é necessário completar a transição de modelo econômico — praticado nas últimas décadas —, diminuindo a participação de empresas estatais nas áreas de infraestrutura e incentivando estados e municípios a atuar com mais eficiência em saúde, educação e segurança pública.

Para Guedes, o BNDES pode exercer papel transformador, ajudando a superar os problemas causados por estatais disfuncionais e viabilizar novas concessões, inclusive no nível dos estados. “O modelo de desestatização aplicado às distribuidoras deve ser reproduzido em outros setores. Há muito trabalho a fazer”, sinalizou. A fala foi acompanhada pelo ministro Santos Cruz. Segundo ele, “O investidor precisa de qualidade técnica, segurança jurídica e honestidade para investir. E esse será o nosso foco”.

A secretária-executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira, destacou que outro ponto fundamental para o sucesso é a articulação entre os atores envolvidos: “Só conseguimos sucesso na desestatização das distribuidoras porque vários órgãos trabalharam com o mesmo objetivo”, disse. Na mesma linha o presidente do TCU, José Mucio, afirmou que o Tribunal quer ser um parceiro das iniciativas desde o início, já incorporando a competência do órgão de controle.

Participante do segundo painel — “Desestatização das Distribuidoras Federalizadas” — o secretário Especial de Desestatização e Desinvestimento, Salim Mattar, defendeu que o BNDES deve utilizar “a expertise acumulada na estruturação de privatizações e PPPs” para contribuir em processos semelhantes ao das distribuidoras.

Também presente ao segundo painel, o secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Adalberto Santos de Vasconcelos, destacou o que ele considera um dos principais gargalos para o país avançar na melhoria d esua infraestrutura: “Quando entrei no PPI existia uma carteira de obras, hoje, temos uma excelente carteira de projetos”, disse.

Participaram ainda do encontro o presidente da Eletrobras, Wilson Júnior, e representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Energisa, Equatorial, Oliveira Energia. Com a realização dos leilões das seis distribuidoras, Wilson Araújo prevê alívio no balanço da holding, com a interrupção dos aportes de recursos públicos e a transferência de R$ 9,3 bilhões em dívidas para os controladores privados.

Também se espera uma rápida melhora nos serviços de distribuição de energia aos estados atendidos, beneficiando cerca de 13,6 milhões de pessoas. Os novos controladores — Energisa, Equatorial e Oliveira Energia — se comprometeram a capitalizar as empresas em R$ 2,4 bilhões e a investir, nos próximos cinco anos, R$ 6,7 bilhões na melhoria e expansão dos serviços de distribuição de energia.

Março amplia estrutura de funcionamento do eSocial

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O eSocial chegou à nova e última etapa: o envio das informações de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) para o governo federal. Segundo informação disponível no portal do eSocial, o ambiente de testes estará disponível a partir de 18 de março.

De acordo com o cronograma da Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas, as empresas que possuem faturamento superior a R$ 78 milhões (grupo I) serão as primeiras a cumprir a obrigação, com envio dos eventos de SST a partir de julho, o que inclui: tabela de ambientes de trabalho, comunicação de acidente de trabalho, monitoramento da saúde do trabalhador, exame toxicológico do motorista profissional e condições ambientais do trabalho – fatores de risco, treinamentos, capacitações, exercícios simulados e outras anotações.

“Após um ano intenso de implantação das empresas no ambiente do eSocial, a nova obrigação traz muitos desafios, dada a natureza única da área de Saúde e Segurança do Trabalho, considerando seus impactos e riscos tecnológicos, operacionais e jurídicos. Por isso, é importante entender muito bem a obrigação para conquistar agilidade no processo e minimizar erros”, diz Valquíria Cruz, gerente de produtos da ADP Brasil.

Pensando em apoiar as empresas nesse sentido e levar conhecimento a todos os envolvidos, a ADP convida os interessados a participarem de webinar gratuito sobre o tema no dia 21 deste mês, às 15h. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas na página: http://bit.ly/2GrTMWw. As explicações serão dadas por Valquíria Cruz, profissional com trajetória internacional e multidisciplinar nos segmentos de tecnologia e inovação.

EDP recebe licença de instalação para linhas de transmissão no Maranhão

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A EDP, empresa que atua em todos os segmentos do setor elétrico brasileiro, recebeu a Licença de Instalação (LI) da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão (SEMA) para a construção de 201,5 quilômetros de linhas de transmissão nos municípios de Miranda do Norte, Matão do Norte, Cantanhede, Pirapemas, Vargem Grande, Chapadinha e Coelho Neto. O empreendimento contempla ainda a ampliação das subestações Miranda do Norte II e Coelho Neto, além da construção da subestação Chapadinha II, localizadas nos municípios de mesmo nome.

A LI permite o início imediato da construção do chamado lote 11, que aperfeiçoará o suprimento de energia elétrica na região nordeste do Maranhão e noroeste do Piauí. A obra está prevista para ser concluída no primeiro semestre de 2020.

Com um investimento total de R$ 182 milhões, a obra deve gerar cerca de 120 empregos diretos. “A conquista desta licença é um passo importante para o avanço desse empreendimento, que permitirá melhorar o atendimento da demanda energética na região e aumentar a confiabilidade do sistema”, afirma Luiz Otávio Henriques, vice-presidente de Geração e Transmissão da EDP.

No Maranhão, a EDP também será a responsável pela implementação de outro projeto de transmissão, em fase de licenciamento ambiental. Arrematado no Leilão de Transmissão nº 5/2016 pela ANEEL, o lote 07 é composto de 128 quilômetros de linhas de transmissão e de uma nova subestação. Nesse caso, as linhas serão responsáveis por levar energia elétrica à região metropolitana de São Luís.

“Nosso objetivo maior é contribuir para o fortalecimento do sistema elétrico nacional, sempre com nossa marca de excelência e de entrega antecipada de nossas obras”, diz o executivo.

No Ceará, a EDP é responsável pela UTE Pecém I, sediada no município de São Gonçalo do Amarante. Em operação desde 2012, a Usina gera 370 empregos diretos e 1.053 empregos indiretos. A atividade da termelétrica foi responsável pela transformação do Ceará de estado importador em exportador da energia elétrica.

O modelo de gestão adotado pela EDP para a construção de suas linhas de transmissão é o mesmo utilizado em suas obras de Geração, o que já havia permitido à Empresa antecipar a entrada em operação de suas três últimas usinas hidrelétricas. Com uma metodologia própria para o gerenciamento e fiscalização dos projetos, a UHE São Manoel, entregue em abril de 2018, foi o terceiro empreendimento concluído pela EDP antes do prazo regulatório, após a UHE Cachoeira Caldeirão, finalizada oito meses antes do previsto, em 2016, e a UHE Santo Antônio do Jari, que ficou pronta com cinco meses de antecedência, em 2014.

No fim de 2018, a Companhia anunciou a conclusão do lote 24 no Espírito Santo, composto por 113 quilômetros de linhas de transmissão e por uma nova subestação, entregues com 20 meses de antecipação frente ao cronograma estabelecido no contrato de concessão com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Ao todo, a Companhia assumiu o compromisso de investir cerca de R$ 3 bilhões em novos empreendimentos de transmissão de energia, que irão adicionar aproximadamente 1.200 quilômetros de redes ao sistema elétrico nacional, nos estados de Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Maranhão.

Com 375 quilômetros de linhas de transmissão entre São Paulo e Minas Gerais, o lote 18 está em fase de obtenção de licenças ambientais. O investimento estimado pela EDP para a construção deste empreendimento é de R$ 1,3 bilhão.

Em dezembro de 2018, a Companhia recebeu a Licença de Instalação (LI) para a construção uma segunda subestação de energia elétrica no município de Siderópolis, estado de Santa Catarina. A obra faz parte do lote 21, que também inclui a instalação de 433 quilômetros de linhas de transmissão entre os municípios catarinenses de Biguaçu e Campos Novos. Com investimento total estimado em R$ 1,2 bilhão, o empreendimento deve gerar 1,2 mil novos postos de trabalho no Estado.

Expectativa de queda da taxa Selic aponta para retomada gradual da atividade econômica

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A manutenção da taxa básica de juros em 6,50% ao ano pela sétima reunião consecutiva do Copom é justificada pela conjuntura doméstica de baixa inflação, expectativas ancoradas e retomada gradual da atividade. O IPCA encerrou o ano de 2018 em 3,8% sendo que as medidas de núcleo de inflação estão estacionadas em 3,3% há vários trimestres. As expectativas inflacionárias para os próximos anos estão todas alinhadas com as respectivas metas centrais. E o crescimento do PIB deve se materializar a partir de uma ociosidade ainda muito alta.

Para o Economista-Chefe da DMI Group, Daniel Xavier, isto sinaliza que a taxa básica deve seguir no patamar atual ao longo dos próximos trimestres. E a efetivação das reformas econômicas no Congresso, juntamente com o influxo de investidores estrangeiros serão pontos-chave para a implementação de cortes na taxa Selic. “Quanto à conjuntura econômica, o quadro externo traz agora menor risco inflacionário ao Brasil, segundo avaliação do Comitê. Além disso, a tendência do IPCA situa-se em nível confortável e apropriado, assim como as expectativas e projeções de inflação. A atividade doméstica, por sua vez, permanece em retomada gradual”, diz Xavier. Já para o Economista da FB Capital, Fernando Bergallo, mais importante do que a atual decisão do Copom pela manutenção é olhar para o futuro próximo. “O mercado funciona pela expectativa. Se a Reforma da Previdência for aprovada existe grande possibilidade de a taxa de juros cair ainda mais, talvez alcançando 5,5%. Isso acabaria com a rentabilidade da renda fixa e potencializaria a bolsa de valores”, diz Fernando Bergallo.

“O comunicado em manter a taxa de juros não trouxe tantas mudanças relevantes, com um Copom ainda cauteloso e sinalizando uma manutenção da Selic por mais algum tempo, sem nenhuma alteração dos 6,5%. Um dos únicos pontos relevantes é em relação ao cenário externo que por um lado, diminuíram os riscos de curto prazo associados à normalização da taxa de juros em algumas economias avançadas e por outro, aumentaram os riscos associados a uma desaceleração da economia global, em função de diversas incertezas no mercado externo, ou seja, ao mesmo tempo em que o Bacen entende que o provável fim da alta de juros por parte do Fed pode ser positivo para o mercado, as incertezas das principais economias desenvolvidas podem aumentar o risco desde a última reunião”, comenta Daniela Casabona, Sócia-Diretora da FB Wealth.

COAF muito além das instituições financeiras

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Artigo de Livia Cunha Fabor, advogada da área de Compliance do escritório Martinelli.

Ao ter o nome confirmado para o Ministério da Justiça, o Juiz Sérgio Moro, agora Ministro responsável pela pasta, intensificou o debate e seu compromisso com a efetiva prevenção e combate aos crimes previstos na Lei de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (9.613/98).

Como uma de suas primeiras ações, Moro solicitou a transferência da coordenação do Conselho de Controle das Operações Financeiras, o COAF, para seu ministério e, logo na primeira semana de janeiro, reformou seu estatuto, ampliando os poderes de fiscalização e controle do órgão.

No Brasil, a prevenção e combate à lavagem de dinheiro, sempre foi muito associada às instituições financeiras, apesar do artigo 9º, da Lei de Prevenção à Lavagem de Dinheiro, prever um rol extenso de pessoas (as “Pessoas Obrigadas”), que devem ter controles de monitoramento de operações e auxiliar o COAF na identificação de situações consideradas suspeitas e/ou atípicas.

Apesar das instituições financeiras terem maior probabilidade de serem envolvidas em esquemas que visam dar aparência lícita a recursos decorrentes de infrações penais nos últimos meses, diversas operações deflagradas pelas autoridades revelaram que a lavagem de dinheiro vai muito além do uso e intermediação de instituições financeiras para o engajamento das partes em uma série de atos para ocultar a verdadeira origem de recursos.

São inúmeros os exemplos da ampliação do escopo de atuação do COAF, todos bem recentes, que povoam as manchetes dos principais jornais.

Mercado de grãos (Operação Ceres, que investiga lavagem de dinheiro decorrente de crimes contra a ordem tributária no chamado “cinturão dos grãos”, no Estado de Minas Gerais); de joias (Operação Hashtag, um dos desdobramentos da Lava Jato, que envolve o ex-Governador do Rio de Janeiro e famosas joalherias brasileiras); doações de fiéis de congregação religiosa (caso dos bispos da igreja Renascer, que, conforme alegam as autoridades, misturavam ganhos ilícitos dos crimes de concussão com dinheiro, lícito, dos fiéis); pagamentos de notas frias emitidas por empresas sem substância econômica e cujo o beneficiário final é um agente público ou pessoa a ele ligada (situação vista na Lava Jato, Mensalão e Banestado).

Uso de terceiros; empresas offshore; transações em países em que não há controle da origem de capitais que transitam pelo sistema financeiros; esquemas sofisticados que envolvem importações fictícias; aquisição de imóveis para desvio de recursos públicos; artifícios, esquemas sofisticados e infinidade de partes.

Com tantas possibilidades e criatividade daqueles que desejam ocultar a origem ilícita dos seus ganhos, o COAF, mesmo com todo o empoderamento e melhorias, não é capaz de detectar e prevenir esquemas sem a ajuda das chamadas Pessoas Obrigadas. Às Pessoas Obrigadas é imposto o dever de ter políticas e controles efetivos de monitoramento para o reporte tempestivo de situações suspeitas e/ou atípicas.

Caso, após esse rigoroso controle, não sejam identificadas quaisquer situações, o COAF deve receber, a cada ano, até 31 de janeiro, a declaração negativa de ocorrência de operações suspeitas e/ou atípicas.

É através dessa declaração que o COAF (i) assegura que as Pessoas Obrigadas têm um programa efetivo de prevenção à lavagem de dinheiro, de acordo com seu perfil e volume de operações, sob pena de estarem fazendo uma declaração falsa ou imprecisa (afinal, como declarar que não ocorreram situações se a Pessoa Obrigada não possui qualquer controle); e (ii) cruza as informações das declarações negativas com eventuais reportes que tenham sido realizados ao longo do ano.

A não entrega da declaração sujeita à Pessoa Obrigada, a sanções e multa pecuniária. Em 2017, o órgão divulgou que a soma das multas pecuniárias aplicadas alcançou o valor R$ 7,6 milhões de reais. Os números de 2018 ainda não foram divulgados, mas a expectativa é que o volume e o valor das multas aplicadas tenha crescido significativamente.

De 2017 a 2018, segundo dados do COAF, o número de comunicações encaminhadas pelas Pessoas Obrigadas saltou de, aproximadamente, 1,5 milhão para 3 milhões, representando crescimento da ordem de 100%. O total histórico de comunicações recebidas pelo COAF é de 17 milhões, em 20 anos de existência, completados no ano passado. Ou seja, as comunicações de 2018 representam a mais de 20% do total histórico.

A tendência de 2019 não é diferente, considerando o cenário político e os diversos pronunciamentos sobre a importância do tema pelas autoridades, em especial pelo Ministério da Justiça, que tem o assunto como prioridade.

Os números e percentuais em progressão acelerada demonstram que a conscientização envolvendo o combate e a prevenção à lavagem de dinheiro chegou a todos os setores. Desenvolver um programa estruturado é responsabilidade daqueles que movimentam recursos financeiros e realizam transações que importam na circulação de bens e valores, ou seja, todo e qualquer segmento da economia.

Uninassau conclui novo prédio acadêmico em Fortaleza

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Um novo campus, com estrutura moderna e equipada para atender às necessidades do estudante e propiciar mais conforto e qualidade no ensino. Este é o objetivo da Uninassau Fortaleza, que entrega, no dia 18 de fevereiro, seu novo prédio acadêmico. A nova estrutura fica localizada na sede Doroteias e a cerimônia de abertura contará com a presença do fundador da Instituição, Janguiê Diniz, que lançará seus novos livros, “Fábrica de vencedores” e “O sucesso é para todos”.

O prédio faz parte da ampliação da Instituição em Fortaleza e conta com 14 pavimentos, 142 salas de aula, laboratórios de informática, 28 laboratórios específicos, auditório com capacidade para 200 pessoas, setores administrativos e acadêmicos, salas invertidas para pós-graduação, biblioteca com 3 pavimentos, 4 elevadores no prédio novo e um elevador no estacionamento. Além disso, dispõe de estacionamento com 376 vagas (entre vagas especiais, idosos e gestantes) e 180 vagas para motos. Ao todo, a área total construída equivale a aproximadamente 23.800m².

De acordo com Janguiê Diniz, fundador da Uninassau e do grupo Ser Educacional, o investimento faz parte do projeto de expansão do grupo. “Estamos em Fortaleza há muitos anos e a cidade merecia um investimento como este. Queremos proporcionar aos nossos estudantes uma estrutura moderna, equipada e diferenciada para que eles possam ter a melhor experiência durante seus estudos”, comenta.

“Estamos muito felizes em ofertar para a sociedade cearense um novo campus, com maior comodidade, estrutura de ponta, boa localização, próximo à avenidas que interligam diversos pontos da cidade, facilitando o acesso à universidade”, frisa o diretor, que ressalta ainda que o compromisso da UNINASSAU está em promover educação e ensino de qualidade em diversos campos nas áreas de humanas, saúde, exatas e negócios, tendo em vista o portfólio de mais de 40 cursos de graduação e pós-graduação que a Instituição oferece.

O cemitério dos dados

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Artigo de Sergio Baldassari , CEO da Track:

Final de ano é sempre muito revelador, é o momento que paramos para refletir sobre nossas conquistas, novas metas e pontos de melhoria. A reta final de 2018 não foi diferente, durante o almoço de Natal em família compartilhamos de forma muito transparente os desafios enfrentados durante o ano e o que esperávamos de 2019. Nesse momento uma declaração me chamou a atenção, uma das pessoas presentes na mesa disse que queria aprender a combinar e usar todos os acessórios disponíveis no seu closet. Ela contou que tem diversas opções de cachecóis, colares, brincos e pulseiras, mas simplesmente não costuma usá-los ou usa sempre os mesmos e mais antigos pelo fato de não se sentir segura ao combinar os novos modelos com o seu estilo, além disso, ela achava estranho o fato de que no manequim o produto sempre parece mais bonito e estiloso, mas depois de comprá-lo, a nova aquisição fica simplesmente parada no guarda-roupa.

Os dias foram se passando, mas continuei digerindo aquela revelação e percebendo como aquilo de certa forma também representava os desafios de muitos empreendedores, que na busca por acompanhar as melhores práticas do mercado, acabam investindo em alta tecnologia, porém simplesmente não aproveitam de todo o potencial dos recursos adquiridos.

Um ótimo exemplo disso foi a consolidação da tecnologia CRM (Customer Relationship Management) como parte fundamental da estratégia de gestão e crescimento. Embora a ferramenta já faça parte da rotina de grande parte das empresas, o seu impacto nos resultados ainda deixa a desejar devido à falta de integração dos departamentos, aproveitamento das informações coletadas e interesse dos profissionais por explorar profundamente todas as possibilidades da ferramenta como parte crucial das decisões estratégicas.

Mas essa é apenas uma das ferramentas utilizadas atualmente pelo mercado, se formos a fundo e somarmos todos os meios disponíveis para coleta de dados do consumidor, iremos nos deparar com o Big Data. As ferramentas de Big Data são de grande importância na definição de estratégias de marketing, quando combinados com algoritmos, esses dados se transformam em informações relevantes, que por sua vez se convertem em resultados para tomadas de decisão em tempo real.

É exatamente nesse ponto que muitas empresas perdem a oportunidade de alavancar seus negócios devido à falta de aproveitamento dos dados coletados e acabam transformando essas ferramentas em um verdadeiro cemitério digital. Segundo um estudo de junho de 2018 do The Boston Consulting Group, apoiado pelo Google, 98% das empresas brasileiras não aproveitam o marketing digital em sua totalidade. De acordo com a pesquisa, uma das principais barreiras para o investimento na evolução do marketing digital está na habilidade e na automação, ou seja, as empresas possuem as ferramentas adequadas para coleta dos dados, mas não conseguem ou não se interessam por se aprofundarem nesses dados e utilizá-los como forma de elaboração de um novo método de trabalho que possibilitará a conquista de novos resultados.

Estudos apontam: empresas que investem em Big Data apresentam resultados até 3 vezes melhores que os seus concorrentes, mas para conquistar esses resultados é necessário que o Big Data esteja inserido na organização sem privilégios, garantindo dessa forma que todas as unidades possam ganhar com a capacidade de análise de dados bem executada.

Por fim, toda essa reflexão mostra como poucas informações, coletadas em um almoço de Natal, podem superar as barreiras da mesmice e revelar um mundo de possibilidades. E o questionamento que permanece é simples e direto: “o que estamos perdendo no cemitério dos dados? ”

TSYS renova infraestrutura de armazenamento de dados com solução Hitachi Vantara

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Para atender novas demandas, a TSYS, provedora global de serviços de pagamento, optou por renovar seus sistemas de infraestrutura de armazenamento de dados com soluções da Hitachi Vantara. Com a implementação, a empresa ganhou mais agilidade no processamento de transações, flexibilidade, redução no tempo de processamento e consumo de energia.

No Brasil, a TSYS iniciou o processamento de seu primeiro cliente local, o Carrefour, em 2009, por meio de sua plataforma única e integrada, a TS PrimeSM. Atualmente a empresa possui escritório em Campinas (SP), um centro de processamento de dados localizado em Hortolândia (SP) e um site de recuperação de desastres em São Paulo.

Em setembro de 2017, a TSYS fechou um contrato com o Scotiabank, um dos maiores bancos do Canadá, para o processamento de transações na Costa Rica e no Panamá. Com isso, surgiu a necessidade de mais flexibilidade e agilidade. Foi então que a empresa avaliou opções do mercado, entre elas a da Hitachi Vantara, já utilizada pela empresa globalmente. Então, a empresa japonesa aplicou o conceito Data Center Modernization para um diagnóstico sobre a infraestrutura legada e mapeamento das necessidades, considerando desafios e dificuldades.

A solução escolhida pela TSYS foi a VSP G800, baseada em Flash Memory Disk (FMD), um tipo de Solid State Drive. A tecnologia, baseada em discos com chips internos de memória, possui inteligência capaz de realizar processos internos dentro dos próprios discos, que armazenam os dados em formato comprimido, permitindo um volume maior em espaço significativamente reduzido.

A implementação durou menos de dois meses e nesse período já foi possível notar uma melhoria de performance surpreendente – o processo de geração diária de grandes arquivos (1.2 gigas), chamado de “batch”, caiu de sete para duas horas. Além disso, a área ocupada pelo novo sistema de armazenamento caiu em 75% e consumo de energia teve queda de 53%. Somadas, essas reduções extras representam 13,5% do valor da aquisição da solução da Hitachi Vantara, tornando o negócio ainda mais vantajoso.

“O resultado que queríamos ver, e nós finalmente vimos, foi a redução do nosso tempo de processamento. A solução da Hitachi Vantara permitiu que a TI suportasse o crescimento da operação no Brasil, sem comprometer os níveis de serviço. Aliás, nós conseguimos melhorá-los”, diz Marcelo Zaniboni, gerente de operações de TI da TSYS no Brasil.

Projeto define gratuidade em transportes públicos para guardas municipais

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O plenário da Assembleia Legislativa do Ceará aprovou o projeto de indicação de autoria da Deputada Fernanda Pessoa (PSDB, foto) que dispõe sobre a gratuidade da tarifa do transporte coletivo intermunicipal e metroferroviário aos guardas municipais dos municípios compreendidos nas regiões metropolitanas do Estado do Ceará.

O projeto para ser efetivado precisa da sanção do Governo do Estado.

“Esperamos que o governador se sensibilize e faça valer nosso projeto que vai ajudar inúmeros profissionais que precisam se deslocar, para trabalhar, entre os municípios da região metropolitana do nosso Estado.” disse Fernanda Pessoa.

Cliente que teve carro furtado em estacionamento particular deve receber R$ 45,4 mil

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A empresa Sílvio Rui Empreendimentos Imobiliários foi condenada a pagar indenizações de R$ 35.456,00 (danos materiais) e R$ 10 mil (danos morais) para cliente que teve o carro furtado dentro de estacionamento que lhe pertence. A decisão é do juiz Cid Peixoto do Amaral Neto, titular da 3ª Vara Cível de Fortaleza.

“Denota-se que o requerente [cliente] sofreu a situação constrangedora pela perda de um automóvel que se encontrava dentro de um estacionamento pago para fins de evitar lesões dessa natureza, causando sérios dissabores, notadamente quanto a utilidade do veículo para as tarefas do dia comum ou necessidades maiores”, disse o magistrado na sentença.

Sobre os danos materiais, o juiz destacou que o consumidor comprovou os gastos realizados com o serviço de táxi (R$ 2.191,00), bem como disponibilizou o valor do automóvel com base na tabela FIPE (R$ 33.265,00), “valores esses não contrariados pela requerida [empresa] e dotados de parâmetros de equivalência com o bem levantado, o que os torna passível de ratificação”.

O cliente contou que era usuário mensalista do estacionamento de propriedade da empresa, situado no Centro de Fortaleza, onde efetuava o pagamento de R$ 160,00 por mês. No dia de 21 de junho de 2014 (sábado), após deixar o veículo no local, foi surpreendido com o estabelecimento fechado.

Assim, pensou que o automóvel estivesse guardado e foi para casa. No entanto, ao retornar no primeiro dia útil seguinte, soube que o carro havia sido posto do lado de fora do estacionamento, sem a sua anuência, tendo sido furtado. Por conta disso, pediu indenizações por danos materiais, referentes ao valor do automóvel e despesas com táxi, e danos morais, pelo sofrimento que passou diante do ocorrido.

Na contestação a empresa alegou, entre seus argumentos: ausência de comprovação da ocorrência do furto; ausência de contrato mensal de depósito entre as partes; apresentação de comprovante de pagamento forjado e que o boletim de ocorrência não exime o dever de provar o furto do veículo nas dependências do estacionamento, o que segundo ela, não ocorreu.

Ao analisar o caso, o magistrado constatou que o cliente “dispôs de prova documental ponderável em ratificar suas argumentações”. Além disso, observou que este “apresentou prova testemunhal de cunho relevante”. Por outro lado, segundo o juiz, a empresa “se mostrou inconsistente na elaboração de sua defesa, visto que se restringiu em contrariar as provas apresentadas pelo requerente, mas não apresentou prova documental”. No mais, esta “não apresentou prova testemunhal suficientemente proveitosa, posto que um dos seus depoentes confirmaram que o veículo estava no recinto”.

Assim, o magistrado afirmou que, “à vista dessas circunstâncias, tenho a convicção de que o requerente teve o seu veículo furtado dentro do estacionamento do requerido que, por também não saber como esse evento se operou, buscou apenas repudiar as provas apresentadas de forma ineficaz, ficando demonstrado que o seu estabelecimento não proporcionou a segurança que se espera em situações como a descrita nos autos”.