Agência cria metodologia de inovação com foco em sustentabilidade

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A CBA B+G, agência de branding, inovação e pesquisa, está lançando metodologia proprietária para auxiliar marcas que pretendem se adaptar a conceitos sustentáveis e à economia circular, estratégia que implica na redução de uso de materiais, reciclagem e fontes de energia diversas. O processo envolve profissionais de agências, clientes, demais players do mercado e consumidores, entre estrategistas, criativos, makers, especialistas em logística, sustentabilidade, finanças, inovação e pesquisa e desenvolvimento.

A metodologia foi criada a partir do entendimento de três aspectos importantes para efetividade na busca de soluções. O primeiro deles é a colaboração, já que integração de perspectivas e conhecimentos de agentes distintos é fundamental para se resolver o problema. O segundo é a tecnologia, pois o uso de ferramentas digitais possibilita escalabilidade das soluções. Por fim, a busca por novos modelos de negócios é parte importante do processo, pois as possibilidades viáveis no longo prazo e que trarão resultados efetivos vão nascer de novos modelos, alguns deles ainda não identificados.

“As marcas estão sendo desafiadas a adotar princípios da economia circular em sua práticas e processos, principalmente relacionadas à gestão e descarte dos resíduos gerados por seus produtos. Nesse contexto, queremos auxiliar os clientes em suas jornadas de transformação de negócios, lidando melhor com a geração e gestão de seus resíduos e impactando diretamente em melhores resultados de negócios”, explica Carolina Barruffini, diretora de estratégia da CBA B+G.

Metodologia

A metodologia parte de equipes reunidas em workshops imersivos com objetivo de gerar soluções em três perspectivas essenciais: Pessoas, que cria iniciativas engajadoras para mobilizar e envolver os consumidores, parceiros, clientes e colaboradores); Sistema, que estabelece jornadas eficazes e escaláveis de logística reversa com objetivo de fechar o ciclo das embalagens, desde a compra do produto até o pós-consumo; e Embalagens, que explora materiais e formas mais inteligentes para entregar embalagens com menor impacto ambiental e otimização de uso de materiais.

O processo de trabalho se dá em quatro etapas subsequentes e colaborativas. No diagnóstico, identifica-se a realidade do cliente na geração de resíduos, identificando as frentes prioritárias a serem trabalhadas. Em seguida, há dois dias de workshops de cocriação,  em que são desenhadas as jornadas de logística reversa com objetivo de fechar o ciclo das embalagens. A terceira etapa é composta pela análise de campo, em que as ideias são avaliadas diante da realidade do consumidor, parceiros e da empresa. Por fim, há dois dias de workshop de prototipagem, em que as ideias são desenvolvidas em protótipos de baixa e media fidelidade (físicos e digitais) e testadas com clientes e consumidores. Ao final, faz-se uma apresentação em formato “Shark Tank Pitch” para a liderança da empresa.

A partir da prototipagem, as soluções são pilotadas pela empresa com objetivo de gerar um “backlog de aprendizados”. Por meio das melhorias incorporadas, as estratégias são transformadas em projetos reais que endereçam soluções envolvendo o consumo dentro e fora do lar. Assim, a CBA B+G propõe uma forma das empresas repensarem sistemas, reavaliarem a forma como fazem negócios, e reimaginarem seus processos produtivos.

Cargos para o Ministério Público da União atraem a geração “Millennials”

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Não é de hoje que os cargos abertos por concursos para o Ministério Público da União atraem brasileiros. Afinal, a atuação deste órgão é muito abrangente e engloba o Ministério Público Federal (MPF); o Ministério Público do Trabalho (MPT); o Ministério Público Militar (MPM) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

O salário também é um ponto que, definitivamente, atrai o interesse dos brasileiros. Para os cargos técnicos do MPU, os ganhos chegam a R$ 8.475,37 e para os cargos de analista, o total é de R$ 13.339,30, a partir deste ano.

Um recente mapeamento desenvolvido pelo portal Gran Cursos Online, especializado na capacitação de candidatos para concursos públicos, mostra que brasileiros entre 25 e 34 anos – considerados parte da geração Millennials – representam um total de 524.528 interessados no concurso MPU, seguidos pelo público entre 35 e 44 anos.

Modelo híbrido de ensino, já usado no Brasil, vai reunir especialistas em educação

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Educador Fabio Toledo apresenta as tecnologias utilizadas em sala de aula para os alunos colocarem a mão na massa. Foto: Divulgação

No próximo dia 24, o Colégio Teresiano, na Gávea, vai reunir educadores e dezenas de especialistas para lançamento do livro ‘Educação Neural: A Revolução do Saber na Era das Conexões’ de Fabio Toledo, sócio da i9group – desenvolvedora de soluções e plataformas inteligentes para instituições de ensino de todo o Brasil como as Redes Anglo-Americano e Franciscanas de Ensino, CAP da PUC-RJ entre outras.

Será um encontro fechado no qual o autor vai abordar o tema central do livro: a implementação do ensino Híbrido, que alia aulas online à presenciais. Segundo Toledo as teorias ensinadas em sala de aula devem ser colocadas em prática por meio de experimentos e projetos multidisciplinares onde os alunos possam colocar a mão na massa.

Obra foi publicada em Inglês, Espanhol e Português Foto: Divulgação

“O livro defende a utilização de programações, robôs, protótipos eletrônicos e mecânicos dentro das disciplinas lecionadas em sala de aula. Acredito que, além de aumentar o interesse do aluno, isso facilita a compreensão dos conteúdos teóricos e objetiva direcionar e desenvolver as inteligências tecnológica, empreendedora, financeira e socioemocional dos estudantes”, explica Toledo, autor do livro.

Sobre Fabio Toledo:

Foto: Divulgação

Fabio Toledo é empresário, Educador, idealizador dos conceitos Educação Neural e Era das Conexões, apresentador das colunas voluntárias “Educação Neural” e “Sucesso  Requer Atitude”, difundidas em dezenas de rádios do Brasil e nas Mídias Sociais, palestrante, EduTuber (Youtuber que aborda assuntos relacionado à Educação),  autor de livros internacionais, professor de cursos de pós-graduação, executivo internacional com mais de 20 anos de experiência e especialista em inovação, tecnologias inteligentes e Internet das Coisas (IoT).

Toledo estudou em escola pública e iniciou sua carreira executiva em uma concessionária  de energia elétrica no Rio de Janeiro com apenas 14 anos de idade, como menor aprendiz de eletricista. Lá, galgou diversas posições e ocupou diversos cargos de alta gestão, tendo inclusive trabalhado na Europa como executivo por mais de 4 anos e coordenado renomados e premiados projetos inovadores internacionais.

Após sobreviver a um atentado, decidiu realizar dois sonhos,  tornar-se empresário do ramo da educação e ajudar pessoas a construir uma trajetória de sucesso por meio da educação e de atitudes éticas e sábias.

Além  de criar  as colunas  de rádio, Toledo  fundou a startup i9group  em 2014, empresa inovadora  que oferece a implementação da  disciplina de inteligência tecnológica e empreendedora, soluções e plataformas inteligentes  voltadas ao setor de educação, da qual é sócio. Para ele, a educação é fundamental para trilharmos uma trajetória de sucesso nos tempos modernos. Isso se aplica a vida pessoal, profissional e acadêmica, no ambiente escolar e na “Escola da Vida”.

Sinopse do Livro Educação Neural

O mundo contemporâneo é tecnológico, dinâmico, conectado e compartilhado. A forma de educar precisa ser compatível com este cenário. O desafio de educar vai além da aprovação do ENEM, da Robótica, dos muros da escola e da trajetória acadêmica. Para trilhar uma trajetória de sucesso nos tempos atuais é preciso garantir um processo de reinvenção contínua. Como neurônios, precisamos buscar continuamente o conhecimento, estar aptos a aplicá-lo de forma sábia, a nos adaptar, bem como a criar conexões éticas e inteligentes conosco, com o próximo, o ambiente e a tecnologia que nos cerca. Flexibilidade, pensamento crítico, raciocínio lógico-construtivo, capacidade de adaptação e saber unir a teoria à prática são fatores essenciais! É fundamental preparar os estudantes para a vida!

Não basta ensinar a criar robôs! A tecnologia, programação e criação de protótipos eletrônicos e mecânicos são ferramentas que devem ser utilizadas a serviço da educação e do desenvolvimento pessoal dos educandos, objetivando facilitar o processo de aprendizagem e melhorar o rendimento escolar dos alunos, bem como seu desempenho futuro no mercado de trabalho.

É preciso disseminar nas instituições de ensino a Cultura Maker para que os alunos apliquem as teorias aprendidas em sala de aula por meio da criação de maquetes, experimentos e outros projetos tecnológico-interativos multidisciplinares e de cunho empreendedor. Tudo isso deve ser feito em um ambiente de aprendizagem imersivo que facilite o despertar de aptidões, engajamento, sentimento de pertencer e a revelação de talentos.

É importante, ainda, direcionar e desenvolver as inteligências tecnológica, empreendedora, financeira e socioemocional dos alunos, além de tornar hábito colocar a mão na massa, empreender, inovar e a busca contínua pelo saber, a fim de tornar-lhes aptos a conquistar sua trajetória de sucesso na “Escola da Vida”.

O livro aborda as temáticas acima e é o resultado de anos de trabalho de parceria da empresa do autor com renomadas instituições de ensino, como o Colégio Teresiano,  Rede Anglo-Americano e Rede Franciscanas. Ele descreve, o que empresário, educador, radialista, EduTuber, palestrante, executivo internacional e especialista em inovações tecnológicas, Fabio Toledo, desenvolveu e observou na prática: a forma de educar acima descrita tende a aumentar o interesse, melhorar o desempenho escolar e facilitar a trajetória de sucesso pessoal e profissional dos alunos.

Conheça as 51 startups que você deve acompanhar em 2019

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Em um universo de 12 mil iniciativas registradas na Associação Brasileira de Startups (ABS), a Fisher Venture Builder seleciona 51 boas ideias para se acompanhar durante o ano de 2019. A seleção foi feita considerando o perfil do empreendedor à frente da startup, a capacidade de facilitar a vida dos clientes e a possibilidade de transformar seu  mercado de atuação.

As startups estão divididas por segmento de mercado, das conhecidas Fintechs até as Edtechs e Lawtechs. Os números também são relevantes para a seleção: a Trigg, fintech de cartões de crédito com modelo de cashback, é um dos destaques, e já tem mais de 1,2 M de cartões emitidos e pretende atingir R$ 1 bilhão em vendas este ano; no segmento de Proptechs, a ATTA gerou R$ 360 milhões em crédito imobiliário e R$ 5 milhões em garantias locatícias em 2018; a Gupy, startup de Recursos Humanos, teve crescimento de 400% em 2018, recebendo um aporte de 11,5 milhões de reais; e a iSportistics, uma das pioneiras no segmento de Sport tech, captou R$ 1,8 MM em 2018 e a Mandaê, que se destacou no setor logístico, vem crescendo 15% ao mês e 300% ao ano desde sua fundação em 2014. A empresa recebeu, em 2018, uma rodada de investimentos série B no valor de US$ 8 milhões.

As promessas do mundo de startups estão listadas abaixo:

https://www.fishervb.com/51boasideias

O fim do suporte reativo

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Artigo de Carlos Alves, gerente de serviços da Logicalis:

Sempre, quando o assunto é suporte para operações críticas, me vem à cabeça uma situação que vivi há alguns anos. Era uma noite de sexta-feira e todos no escritório já estavam se preparando para ir embora quando um cliente ligou pedindo auxílio para um problema no sistema. A partir de então, os planos foram cancelados e nossa atenção se voltou para entender o que tinha acontecido e como poderíamos ajudá-lo a reativar a operação. 

Não é preciso dizer que levamos alguns dias para solucionar o problema. Durante esse período, além da necessidade de deixar uma equipe totalmente dedicada, o cliente ficou com seus sistemas paralisados, o que acabou impactando ate mesmo no seu faturamento.  É por situações como essas que sempre afirmo a todos: o suporte reativo está acabando. É muito importante que os prestadores de serviço – e seus usuários – entendam a relevância de um posicionamento proativo. Lembrar da tecnologia apenas em situações emergenciais já não cabe mais nos dias de hoje.

Quando você se antecipa a um problema, deixa de ser um bombeiro que apaga incêndios para se tornar um especialista que detecta o risco antes que o fogo se alastre. Para tanto, é necessário mudar os paradigmas do que temos hoje em dia. As empresas precisam entender que os serviços gerenciados desempenham um papel muito importante e podem auxiliá-las na tomada de decisões e no aproveitamento efetivo de cada uma das soluções de TI.

Estas ações, além de ajudarem as organizações a entregarem um produto final melhor aos seus clientes, também criam uma relação de fidelidade. Porém, para que isso seja feito de maneira efetiva, existem algumas dicas a serem seguidas. A primeira delas é sempre discutir as boas práticas de mercado de cada produto adquirido. É preciso mostrar ao cliente que o foco é auxiliá-lo para que eles funcionem adequadamente. Desta forma, todo o dinheiro investido terá retorno. É também importante trazer novos insights de uso para os processos dos clientes.

Muitas vezes, o cliente já nos procura com uma ideia preestabelecida sobre o produto ou serviço que estão adquirindo, e não percebem que a solução também pode auxiliar outras áreas da mesma empresa. Outro detalhe que passa desapercebido é a expertise das empresas de tecnologia que prestam serviços gerenciados. No dia a dia, atuando em diversas verticais e fornecendo múltiplas soluções, essas empresas adquirem vasta base de conhecimento. Com base nele, é possível traçar padrões e tendências de utilização das tecnologias em diversas empresas, conseguindo prever, até mesmo, se um tipo de hábito é responsável por falhas ou erros do sistema.  

Vamos supor que um problema seja mapeado em mais de um player, é possível entender a raiz dele e traçar um plano preventivo para que o mesmo não aconteça em outras organizações. Isto é o que chamamos de actionable insights, ações diretas e significativas que são tomadas tendo como base a análise dos dados brutos. Não adianta nada ter um banco de dados robusto se ele não é utilizado, interpretado e revertido em ações voltadas para o ambiente do cliente. 

É por isso que todo esse conhecimento e experiências precisam ser colocados à disposição dos usuários e, mesmo que mudem pessoas, processos ou tecnologias, o conhecimento adquirido ao longo de dez ou vinte anos estará sempre ali. Este know how é o coração de qualquer empresa de tecnologia e o que as diferencia de fornecedores não especializados. Atuando de forma proativa, evitamos que os clientes fiquem sozinhos e conseguimos identificar possíveis problemas antes mesmo que ocorram.

Quando um sistema crítico e que não possui acompanhamento falha, todos perdem. Além do gasto financeiro, existe o custo dos profissionais que passam a se dedicar exclusivamente a entender o que está acontecendo. Um verdadeiro efeito dominó. 

Projeto para promoção da diversidade na música alia Brasil e Japão

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Conexão Brasil-Japão

Após 111 anos de imigração japonesa, o Brasil abriga a maior comunidade nikkei do mundo, com quase 2 milhões de descendentes de japoneses. Desse modo, o povo brasileiro se acostumou cedo ao som das músicas nipônicas o que se intensificou com a chegada dos desenhos animados, mangás e dos super-heróis japoneses como Jaspion, Jiban e Jiraya. Entretanto, diferentemente do mercado japonês onde o público de fato consome os produtos dos artistas, através da compra de cd’s, dvd’s, camisetas ou ingressos para shows, no Brasil isso sempre foi uma barreira pois o público tende a preferir o consumo gratuíto através da internet, o que inviabiliza qualquer tipo de investimento das gravadoras na promoção desses artistas por aqui, mas isso está prestes a mudar.

E o motivo dessa mudança, é que no ano de 2018 o mercado fonográfico brasileiro cresceu acima da média mundial, consolidando uma tendência de crescimento nos últimos anos impulsionada pelos serviços de streaming como Youtube, Spotify e Deezer. Atualmente, os serviços de streaming no Brasil, maior mercado musical da América Latina, representam a maior fonte de receita desse mercado e foi aí que o pessoal do projeto Conexão Brasil-Japão enxergou a oportunidade de trazer a J-Music para o Brasil.

O projeto, que conta com a participação de grandes nomes da música nacional como Max Viana, Luis Paulo Serafim, Renato Neto e Rappin’ Hood, além de um time de peso encabeçado pelo produtor musical Renato Iwai da Hyperbackers Japan, tem como objetivo proporcionar a integração entre artistas brasileiros e japoneses, e alimentar esses dois grandes mercados com o que há melhor nos mais diferentes estilos musicais oriundos de terras tão distantes.

Segundo palavras da Assessora de Comunicação Digital do Conexão Brasil-Japão, Miriam Iwai:

“O Brasil é o lugar com mais adeptos ao K-pop fora da Ásia, o que por si só já demonstra o potencial desse mercado. Acreditamos que agora é a vez da J-Music ocupar seu espaço e sentimos que a aceitação será muito natural, pois o povo brasileiro com toda sua diversidade é sempre muito receptivo e aberto ao novo.”.

O Conexão Brasil-Japão tem programado o lançamento de três singles no Brasil, ainda no primeiro semestre de 2019, e promete dobrar essa meta no segundo semestre desse mesmo ano. Além disso, o projeto já confirmou a vinda da cantora e modelo japonesa MIC para o Brasil no mês de Julho, para uma maratona de quatro shows em três grandes eventos na cidade de São Paulo. O último trabalho de MIC, o Single “Try” teve uma receptividade muito positiva, obtendo mais de 200.000 streams no mês de lançamento, além do primeiro lugar na categoria pop no Palco MP3, maior plataforma de música independente do Brasil e sexto maior aplicativo de música do mundo, o que parece comprovar que a J-Music está chegando ao Brasil com força total.

As empresas familiares e a Lei Geral de Proteção de Dados

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Artigo de Livia Cunha Fabor, da área de Compliance de Martinelli Advogados.

Organizações com vida longa são aquelas com capacidade de se reinventar. E para as empresas familiares essa reinvenção implica em enfrentar diversos tabus, como a difícil questão da sucessão e um tratamento adequado às denúncias enviadas pelos colaboradores, mesmo que isso tenha consequências para os gestores ligados aos proprietários do negócio.

Com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em 2020, todas as empresas – incluindo as familiares – precisarão adotar um programa de compliance (conformidade, na tradução para o português) que, em linhas gerais, significa assumir uma série de compromissos formais com a ética e a transparência nas relações comerciais.

Mesmo assim, o compliance é um tema incômodo para algumas empresas controladas por famílias, especialmente no que se refere à criação de canais de denúncias contra condutas antiéticas e desalinhadas com os valores socialmente aceitáveis.

Ao contrário das sociedades anônimas, cujo vínculo é por meio de lucros e dividendos, as empresas familiares usualmente têm forte ligação com a história de empreendedorismo e sucesso pessoal de seus fundadores.

Existe também a falsa percepção que o fundador ou seu sucessor — geralmente um herdeiro ou membro da família — tem conhecimento absoluto sobre riscos, fragilidades e pontos de melhoria do negócio, o que nem sempre é realidade, sobretudo se considerarmos os casos de empresas que nasceram pequenas e cresceram de forma abrupta.

Além disso, em empresas que não recebem aportes de investidores externos não existe pressão por auditorias frequentes, prestação de contas e mapeamento de processos. E isso deve mudar com a vigência da LGPD.

A falta de conscientização e de apoio da administração representada pela família controladora – essenciais ao processo de implantação do programa de compliance são entraves que fazem com que iniciativas voltadas para integridade e transparência não saiam do papel.

No Brasil, as empresas familiares geram 65% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, empregam 75% da força de trabalho e representam 90% dos empreendimentos, segundo dados do Sebrae e do IBGE. Nesse cenário de representatividade, não falar de compliance em empresas familiares é não avançar no tema e comprometer uma decisão empresarial estratégica a questões emocionalmente instáveis ou não relevantes.

No escopo da LGPD, que trouxe o conceito dos programas de compliance digital para dentro de todas as empresas brasileiras, aquelas que deixaram o tema de lado até o momento terão mais trabalho que aquelas que já se adequaram ou deram o ponta pé inicial.

Isso acontecerá não apenas porque a LGPD possui muitos aspectos e particularidades a serem considerados, mas porque todo programa de compliance passa por uma etapa de adaptação e conscientização de seus gestores e empregados, que costumam enfrentar resistência a mudanças. Afinal, “as coisas sempre foram assim” e agora não mais serão, exigindo disciplina, dedicação e engajamento ativo da família.

As empresas familiares costumam ser tradicionais e ter uma fórmula de sucesso e um jeito personalizado de gerir o negócio, o que é positivo. No entanto, notoriedade, bom nome e excelência precisam estar acompanhadas de uma gestão profissionalizada e conectada aos novos tempos. O programa de compliance visa preservar o que o fundador construiu através de uma disseminação de cultura de fazer o certo, prevenção e melhores práticas. Afinal, como disse Maquiavel, “A fama oriunda dos parentes e dos pais é falaz e de pouca valia, quando a não acompanha a virtude”.

O novo mundo profissional

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Artigo de Alexandre Farhan, diretor-técnico da Escola LF de cursos profissionalizantes em plásticos.

A mais recente geração que chega ao mercado profissional tem optado por atuar com mais vigor no setor de serviços, com preferência para as áreas de tecnologia da informação, comércio, mercado financeiro, gastronomia e mais algumas alternativas mais atraentes aos seus olhos. Na outra ponta, há os profissionais experientes de outras profissões, que por força da situação precisam procurar novas alternativas de sustento para garantir sua sobrevivência.

No Brasil há uma queda de procura dos jovens pelos ofícios de ‘chão de fábrica’ e até pelo ensino técnico, em algumas áreas. Além disso, há um processo de desindustrialização em São Paulo, onde muitas empresas além de fecharem as portas migram para o interior ou outros estados. Uma infinidade de negócios tem amargado falência por causa de grandes prejuízos e por fatores opressivos como impostos altos, falta de incentivos, pressão dos sindicatos, entre mais razões. Por outro lado, o desinteresse dos jovens tem sido geral, em múltiplos segmentos, o que nos leva a sentir uma certa preocupação de qual será a situação daqui a algumas décadas.

Ao nosso olhar, boa parte dessa nova geração tem sido influenciada por programas de TV ou por colegas nas redes sociais para buscar soluções fora do País. Eles ficam pesquisando necessidades profissionais em outras nações como, por exemplo, TI ou gastronomia, em mercados mais aquecidos como Canadá, Austrália, Irlanda ou Nova Zelândia, crendo que o cenário será absolutamente favorável, fato que nem sempre se verifica a seguir.

O público mais numeroso de nossa escola profissionalizante em plásticos nunca foi especificamente de adolescentes sem experiência, ao contrário dos cursos técnicos matutinos e vespertinos de 2º grau do Senai. Mas eles estão dentro de nossas salas de aula em bom número. Em compensação há uma procura maior de pessoas de outros setores, desempregados e até empreendedores em busca de oportunidade no segmento de polímeros, que tem resistido bem as tormentas econômicas de sucessivos governos. O plástico, gostando ou não, é onipresente, e não há um só dia, que uma pessoa acorde e que não veja ou toque um utensílio ou produto tendo o plástico como matéria-prima.

Na verdade, a imensa maioria dos trabalhadores não sabe que há boas oportunidades e que existem outras profissões nessa área.  A população simplesmente vê plástico como um único produto e não imagina que há uma infinidade de tipos, propriedades diferenciadas e inúmeros processos de transformação. A tecnologia que envolve essa área é impressionante e osinvestimentos em maquinário e processos são tão expressivos que não se pode deixar na mão de um operador qualquer e despreparado.

Para a maioria dos interessados em se qualificar profissionalmente, independentemente de ser jovem ou não, há várias oportunidades de atuação na indústria do plástico, que vão desde a operação, passando pela programação, preparação de máquinas, laboratório, planejamento e controle de produção (PCP), qualidade e até a área comercial. Nós estudamos o perfil de cada um e mostramos os caminhos que há para alcançar aquilo que se deseja.

Na maioria dos casos e dependendo do perfil, é preciso começar como operador de máquinas, podendo subir degrau por degrau até chegar à função de encarregado, gerente ou mesmo dono de empresa. Esse foi caso de muitos alunos que já se formaram conosco. Foram operadores de máquinas que se tornaram engenheiros, gerentes e até empreendedores. Para isso, basta ter foco, dar continuidade aos estudos nesta área e ter dedicação e força de vontade. Contudo, para a maioria dos jovens não é tão fácil enxergar isso e aceitar facilmente. Inúmeros deles querem tudo muito fácil, sem grande esforço e ganhar bem, mesmo no início da carreira.

Aplicação permite gerenciamento de distribuição de crédito rural

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Quinto maior produtor de alimentos do mundo, o Brasil é também ambiente fértil para a evolução da chamada agricultura 4.0. Tecnologias de ponta aplicadas do plantio à comercialização da produção ganham terreno no país e a Senior, especializada em soluções para gestão empresarial, é uma das fornecedoras de aplicações para o segmento.

Em parceria com o canal de distribuição Senior do Contestado, a Senior acaba de fechar negócio com a fintech Brascard para o desenvolvimento da “Carteira de Identidade Empresarial Rural”, uma aplicação que permitirá o gerenciamento da distribuição de crédito para produtores rurais. A primeira companhia a utilizar será a cooperativa agrícola gaúcha Cotrimaio. Atualmente a Cotrimaio tem atuação direta em 16 municípios do Noroeste gaúcho e conta com uma estrutura de nove supermercados, 16 lojas agropecuárias, quatro postos de combustíveis e 22 pontos de recebimento de grãos. 

A Carteira de Identidade Empresarial Rural é um documento de identidade baseado nos padrões IA (Identificação, Autenticação e Assinatura), que culmina na criação de um documento inteligente. Ele contará com modernos sistemas de segurança que evitarão adulteração ou falsificação do documento, diminuindo sensivelmente a possibilidade de fraudes com o nome do portador em caso de extravio, perda ou roubo do documento.

Esse documento funcionará também como Cartão Private Label do Agro Cooperado, que poderá ser utilizado em 100 lojas de supermercados, 100 postos de gasolina e 1 mil agropecuárias das cooperativas rurais do Rio Grande do Sul. Com aimplementação da Nota Eletrônica do Produtor Rural, a Carteira de Identidade Empresarial Rural substituirá o talão nº15 de Notas do Produtor Rural.

Com a solução de mobilidade desenvolvida pela Fábrica de Software da Senior, a gestão dos negócios dos cooperados ganhará duas importantes mudanças: a primeira permitirá que o próprio produtor, através de um app, gerencie sua produção, acompanhando datas de plantio, colheita, armazenagem e vendas de grãos, por exemplo. Com os dados no próprio celular, ele ganhará mais autonomia e confiabilidade para a tomada de decisão no planejamento, venda dos produtos ou aquisição de insumos.

Outra novidade é o gerenciamento da distribuição de crédito para os produtores através dos parceiros financeiros (Bancos e Fundos de Investimentos) da Brascard. Dentro da solução, a Brascard terá acesso ao plano de custeio da produção e a partir daí fará a liberação de valores de crédito de acordo com a necessidade do produtor. O empreendedor rural poderá utilizar os valores liberados para compras em pontos de venda da própria Cooperativa, de estabelecimentos conveniados ou ainda para transferir a outros empreendedores, tudo isso através do aplicativo da Brascard desenvolvido pela Senior.

Em resumo, a Carteira de Identidade Empresarial Rural fortalecerá a relação de benefícios entre o produtor e sua cooperativa, em busca de menores preços de custeio e maior receita e rentabilidade com sua produção.

“A automação que estamos trazendo para a realidade destes agricultores é um grande diferencial, pois agregará mais agilidade nos processos, bem como um controle muito maior em relação as suas produções. Eles passarão a ter em mãos dados confiáveis e poderão realizar investimentos mais assertivos, além de escolher o melhor momento de vender seu produto e prever notas de vendas”, explica Jean Vieira, diretor de Marketing e Produto da Senior.

Com essa solução, a Senior e a Senior do Contestado ampliam sua participação e se consolidam cada vez mais entre os principais fornecedores no segmento de Agronegócio.

Sobre a Senior

Uma das principais grandes empresas de software de gestão do Brasil, a Senior traz um inovador portfólio de soluções que promovem de forma contínua a transformação digital, proporcionando agilidade aos negócios de seus clientes. Atualmente mais de 12 mil empresas de diversos segmentos contam com sistemas integrados e consultorias da marca, que é referência nacional em tecnologia para gestão.

Considerada uma das 20 melhores companhias para se trabalhar no Brasil na categoria Grandes Empresas de Tecnologia pela pesquisa da Great Place to Work, conta com mais de 1,7 mil colaboradores, distribuídos em mais de 20 operações próprias. Possui ainda mais de 200 consultores e cerca de 100 canais de distribuição em todo o país.

Sair de emprego para abrir novo negócio é uma boa ideia?

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Cada vez mais, planos que estavam na gaveta, como o sonho de criar uma marca e de ter o próprio negócio, se concretizam no mercado de trabalho brasileiro. Acontece que a falta de planejamento e de uma avaliação mais criteriosa para empreender pode ser um “balde de água fria” na vida de quem quer apostar em sua nova ideia e conquistar clientes no ramo escolhido. O alerta é do diretor geral da People+Strategy, João Roncati, e serve tanto para o funcionário de uma empresa que vê uma oportunidade de negócio para alçar voo sozinho, quanto para empresários que querem mudar de segmento e explorar novas frentes de atuação. 

“No primeiro caso, em que a pessoa é funcionária, devem ser levadas em conta as seguintes questões: é possível mostrar as ideias ao empregador e, assim, ter reconhecimento e promoção? Que prós e contras se apresentarão caso eu decida apostar na minha ideia sozinho?”, avalia João Roncati. 

Decidindo abrir uma empresa, o futuro empreendedor deve estar ciente de que estudar o mercado de maneira minuciosa, pesquisar o investimento “de partida”  e o capital de giro necessários, entre outras ações são fundamentais para que o negócio tenha sucesso. “O empreendedor (ou futuro) que tem um boa idéia não pode se antecipar e mudar sua vida profissional de uma vez, apenas porque acredita ter o melhor produto ou serviço a ser oferecido”, esclarece João.

“Antes, recomendamos dar um passo para trás e analisar o horizonte de consumidores, concorrência, para que ele não se sinta frustrado e tenha problemas ainda na posição de largada”, avalia. Outro ponto muito importante é que a frustração na função ou na empresa que o profissional trabalha, não é motivo suficiente para ser empreendedor. É necessário uma boa idéia, investimento, perfil e, capacidade de implementação. A preocupação tem sentido.

Pesquisa realizada pelo Sebrae, em 2013, sobre a causa mortis das empresas mostrou que metade dos estabelecimentos abertos no País fecham em até quatro anos, em média. O dado vem acompanhado de um índice significativo: mais da metade dos empreendedores entrevistados sequer tinham realizado planejamento básico antes de entrar em operação. E o curioso é que 37% deles abriram as empresas por vontade de empreender. 

João Roncati explica que essa é uma falha comum no mundo do empreendedorismo. “Sem um planejamento de negócio, o empreendedor se vê em sérios riscos de a ideia não dar certo. Mesmo que ele tenha entusiasmo, dedicação para seu próprio negócio, encare o desafio de ser independente e contrate até uma equipe parceira e disposta a crescer, a empresa simplesmente não vai para frente. Organizar o esforço é vital”. 

Como fazer planejamento de negócio

Ainda que, de acordo com o Sebrae, 69% dos empreendedores tenham aberto a empresa por terem percebido um nicho de mercado em potencial, boa parte deles ignora itens básicos para o planejamento do negócio.“Conhecer o mercado, investigar a concorrência e descobrir como eles vendem, definir os segmentos de clientes e seus desejos, são preocupações iniciais na abertura de qualquer empresa”, orienta João. 

“É preciso estar atento a detalhes, desde a localização do negócio, os investimentos, até saber a forma jurídica e o enquadramento tributário da empresa”. Empresas de consultoria e instituições de apoio à gestão empresarial podem ser ótimas aliadas nessa tarefa.