Startup brasileira recebe US$ 2.5 milhões em rodada de investimento da Webrock Ventures

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Quase 170 milhões de brasileiros não têm acesso a planos de saúde privados, dependendo exclusivamente do SUS (ANS). Além disso, o mercado de saúde brasileiro sofre cada vez mais pressão com relação aos custos e seu modelo de sustentação a longo prazo. Os valores perdidos com desperdícios e fraudes, por exemplo, são estimados em R$ 27,8 bilhões já em 2017, segundo dados do Instituto de Estudo da Saúde Suplementar.

Uma das estratégias para tentar melhorar este cenário, é ampliar o acesso a atendimento de saúde primário de qualidade para a população através de soluções digitais via celular, tablet ou computador. Por mais que ainda existam algumas limitações regulatórias, essas barreiras têm tudo para serem rompidas no curto prazo no Brasil, seguindo a tendência e  realidade dos Estados Unidos, Europa e Ásia.    

Neste contexto, surgiu em 2018 a VivaBem (ViBe), startup de healthtech brasileira focada em saúde primária digital para o mercado empresarial (B2B), que anuncia sua primeira rodada (seed) de investimentos, liderada pela fundo sueco Webrock Ventures. Além dos US$2,5 milhões focados na expansão dos serviços da ViBe no Brasil, a startup firma parceria com empresa sueca que mais cresce no setor de telemedicina no país, a Doktor.se.

“Com o investimento e a parceria com a Doktor.se, seremos capazes de otimizar a experiência dos nossos usuários com telemedicina, adicionando um sistema de triagem baseado em inteligência artificial. Aliada às atuais funcionalidades de monitoramento e engajamento em hábitos saudáveis e às linhas de cuidado para pacientes crônicos, oferecemos uma plataforma completa e integrada, semelhante aos chineses Ping An Good Doctor e WeDoctor”, afirma Ian Bonde, co-fundador e CEO da VIBe. “Queremos oferecer serviços de saúde primária digital de qualidade e a baixo custo para todas as pessoas no Brasil, pontos fundamentais no cenário em que vivemos hoje, contribuindo para a saúde do país. Agora, inclusive, habilitamos um chat gratuito para que as pessoas possam tirar dúvidas sobre o coronavírus diretamente com médicos e enfermeiros, esse é um dos tipos de ações que podemos tomar”, completa.

De acordo com Joakim Pops, CEO da Webrock Ventures, combinar a tecnologia pioneira da Doktor.se aos serviços digitais completos da ViBe será um grande passo para a inovação no mercado de saúde brasileiro. “Estamos empolgados em trabalhar com a ViBe para oferecermos acesso à assistência médica de qualidade no Brasil. O foco na saúde primária digital está apenas começando no País e ainda veremos muita inovação neste mercado”, explica.

Mais de 65.000 usuários e a experiência em saúde digital da Suécia

A ViBe já auxilia 65.000 usuários na jornada de saúde digital. A startup oferece um modelo de negócios B2B para serviços de telemedicina, saúde corporativa e gestão de crônicos e terapêuticos. Hoje, são mais de 20 clientes corporativos que, por meio de uma taxa mensal por colaborador ou com pagamento por uso sob demanda, já oferecem cuidados com a saúde primária digital de qualidade aos seus funcionários. A startup também está desenvolvendo produtos focados no mercados PME e B2C (contratação individual).

A plataforma oferece, ainda, recursos integrados de saúde e bem-estar, como prescrições eletrônicas, avaliações de risco à saúde, conexões com wearables via app e uma plataforma de BI (Business Intelligence) para os RHs, médicos ocupacionais, e corretoras de saúde.

Agora, com os investimentos da Webrock e a nova parceria com a Doktor.se., a ViBe conta com toda a experiência sueca no mercado de saúde digital. Em 2019, foram investidos US$ 600 milhões neste setor na Suécia e cerca de 20% da população já usam aplicativos de saúde para o primeiro contato. Essa mudança de cultura melhora o acesso a cuidado integrado de serviços de saúde, o que acaba evitando idas desnecessárias ao pronto socorro e redução de sinistro  também permite integrar todos os dados dos usuários para acompanhamento de sua jornada.

Essa mudança de cultura melhora o acesso a serviços de saúde ao permitir que médicas e enfermeiras da família acompanhem a jornada dos usuários de modo integrado e ágil, o que acaba evitando idas ao pronto socorro e realização de exames desnecessários e, no final, reduzindo o sinistro das empresas e melhorando a produtividade dos colaboradores.

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