Comércio não aguenta extensão da quarentena sem contrapartida do governo, diz Associação; fim de papo do “estado mínimo”

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A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) diz que os comerciantes não vão aguentar a ampliação da quarentena se não houver contrapartida do governo do Estado e da Prefeitura paulistana.

Com isso, os empresários – muitos dos quais admiradores do bolsonarismo e das teses de economistas como Paulo Guedes – admitem que “estado mínimo” é uma balela e que interessante para eles é que o poder público os socorra quando quiserem. E mais: que “estado mínimo” é uma conversa pra jogar fora apenas quando pobres pedem direitos, como educação e saúde.

Abaixo, material disponibilizado hoje pela ACSP:

Nesta segunda-feira (6), o governador João Doria (PSDB) anunciou a prorrogação das medidas restritivas à circulação de pessoas, em virtude da pandemia do coronavírus (Covid-19), até o dia 22 de abril.

“Podemos entender a decisão do Estado no intuito de proteger as pessoas do coronavírus. Porém, queremos fazer algumas considerações: o governo do Estado e a Prefeitura não estão oferecendo nenhuma contrapartida. Não tem como levar isto até o dia 22 de abril sem que se postergue o Imposto por Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Imposto Sobre Serviços (ISS) e o Imposto Territorial Urbano (IPTU) por no mínimo 90 dias”, diz Alfredo Cotait, presidente da ACSP.

Ele ainda cobra um plano dos governos para quando o período de quarentena for encerrado. “Tem de haver um plano de saída. É preciso que o governo apresente as medidas para que os empresários possam se planejar para quando a quarentena acabar”, afirma.

Por último, Cotait pede para que haja a possibilidade de uma flexibilização da determinação de fechamento das portas para alguns setores da economia. “Seria possível, durante o período de 12 até 22 de abril, haver uma flexibilização, por exemplo, nas cidades com até 5 ou 10 mil habitantes”, sugere. “Aqui no comércio de rua da cidade de São Paulo, tomando todas as medidas de saúde necessárias, também seria possível essa flexibilização”, conclui o presidente da ACSP.

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