Curso de Economia da Unifor lança estudo sobre impactos econômicos da #covid-19

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Da Universidade de Fortaleza (Unifor):

O impacto negativo na economia cearense poderá ser de até R$ 11,1 bilhões, no cenário pessimista, avalia o professor Allisson Martins.

O novo coronavírus, descoberto na China em dezembro do ano passado, vai se espalhando cada vez mais rápido pelo mundo. A situação de pandemia é tão grave que afeta diversos setores, dentre eles o econômico. As bolsas de valores por todo o planeta caem rapidamente e as moedas se desvalorizam em ritmo alucinante, o que acaba gerando um cenário de incertezas na população mundial. 

Frente a isso, professores e alunos do Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nupe), ligado ao curso de Ciências Econômicas da Universidade de Fortaleza, se uniram e realizaram um estudo sobre os impactos do novo coronavírus na economia brasileira e cearense. “Nós elaboramos esse trabalho com o objetivo de fazer um diagnóstico da situação macroeconômica do Brasil e do Ceará, focando principalmente em uma predição, uma expectativa, do que vem pela frente na nossa economia, para que, de alguma forma, as pessoas, empresas e governo, tenham a sinalização e possam tomar alguma medida a fim de minimizar os efeitos dos impactos econômicos em razão do coronavírus, sobretudo em nosso estado”, afirma o professor Allisson Martins, economista e coordenador do curso de Ciências Econômicas da Unifor.    

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Ainda de acordo com o professor Allisson, o levantamento é inédito para a economia cearense e muito importante para o curso de Ciências Econômicas da Unifor, pois o coloca no patamar de protagonista em termos de informações econômicas no Ceará. “Nosso papel como economista é de contribuir com a sociedade, e acabamos por realizar um estudo pioneiro para isso. Usamos dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), do IBGE, do Banco Central e, de maneira local, do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). Aliando isso às técnicas mais modernas de previsões econômicas, como modelagens econométricas, estatística no mais alto nível, e a capacidade técnica e científica de nossos alunos e professores, conseguimos desenvolver esse boletim”, ressalta o coordenador.

No trabalho, os economistas traçam possíveis cenários para o Brasil e o Ceará, a partir de análises do Produto Interno Bruto, em níveis nacional e estadual. “Nós traçamos alguns cenários para a economia, e chegamos em alguns dados inéditos, a exemplo do impacto negativo na economia cearense, que poderá ser de até R$ 11,1 bilhões no cenário pessimista”. Apesar do cenário adverso, a expectativa é que a crise seja mais severa nos primeiros seis meses deste ano, mas a partir do terceiro trimestre já devemos visualizar alguma melhoria que indique um começo de recuperação para 2021”, salienta o professor Allisson Martins.

O download do PDF do relatório pode ser feito aqui.

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