A Coluna do Roberto Maciel (21.05)

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“Personagem tão manifestamente descerebrado” no papel principal

O texto a seguir é do sociólogo e cientista político Bolívar Lamounier. Trata-se de um alerta para a sociedade. O autor tem relações profundas com a social-democracia – é, portanto, mais afeito ao PSDB. Por isso, está longe do perfil de pensadores de esquerda: “É lógico que uma democracia representativa digna do nome não tem condições de se firmar onde a ética da impessoalidade do Estado não se desenvolva; e tal ética, por sua vez, não se consolida se as Forças Armadas se mantiverem no universo do populismo ou do caudilhismo. Em qualquer país, a inexistência de harmonia entre essas esferas institucionais cedo ou tarde dará ensejo a retrocessos e, no limite, ao próprio rompimento da ordem constitucional. No Brasil, tal situação ficou claramente exemplificada nos episódios da renúncia de Jânio Quadros (1961) e do desgoverno de João Goulart (1961-1964)”.

A importância da democracia - por Bolívar Lamounier - YouTube

E diz mais: “Na cúpula, o presidente em vez de apaziguar os ânimos, fomenta os antagonismos; em vez de observar a liturgia do cargo que ocupa, não perde uma chance de desmoralizá-lo. Será tal comportamento uma simples emanação de idiossincrasias ou peças de uma estratégia que parece ser loucura, mas pode ter método. Fato é que, alternando ameaças e gaiatices, Jair Bolsonaro parece empenhado em esticar a corda, em testar limites e em debilitar os anticorpos ainda existentes no Congresso, no STF e nas Forças Armadas. É um filme que já vimos muitas vezes, mas nunca tendo no papel principal um personagem tão manifestamente descerebrado”.

Origem
O texto completo foi publicado no site da revista IstoÉ e pode ser conferido neste link.

Quadro dramático
Ainda no campo das opiniões insuspeitas, vale registrar a do analista político-econômico da empresa Solomon’s Brain, que atua no mercado financeiro. Diz Guto Ferreira: “O desemprego é uma realidade que vai aumentar drasticamente. Nos Estados Unidos já está batendo índices históricos de pessoas pedindo o equivalente ao seguro-desemprego brasileiro, ou seja, proteção do estado”.

Na real
Mais: “Hoje, pelos modelos que estamos acompanhando e pela fragilidade da economia brasileira, acreditamos que (o desemprego real) seja 20% maior do que o número atual. Então, temos 12 milhões mais 20%”.

Sem graça
O cenário é de gravidade tão intensa que até os humoristas estão deixando a graça de lado para chamar atenção da sociedade. É o caso do paulistano Fábio Rabin, figura carimbada do estilo stand up. Na semana passada, no programa de rádio Pânico (Jovem Pan), ele teve uma ríspida discussão com outros participantes. Foi uma encrenca feia que só.

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Não é para rir
Depois, Rabin publicou a seguinte postagem em redes sociais: “Infelizmente, hoje, no @programapanico, não tive tempo de descontrair vocês. O momento e a conversa não me permitiram ter a leveza das entrevistas de sempre. Peço desculpas a quem queria rir, mas tive que me posicionar no momento em que temos quase 100% dos leitos (de UTI) ocupados”.

Divergência
Fábio Rabin continuou: “Cara, que momento bosta. Vejo uma galera querendo ter razão pelo ego e ignorando o fato de que uma opinião equivocada pode influenciar pessoas a perderem suas vidas”.

Sensatez
E adicionou: “Sou treinado pra fazer piadas, não pra bater boca. Mas não pude deixar de me posicionar. Curto muito a galera do Pânico, (eles) fazem parte da minha história. Falei o que acredito ser o mais sensato no momento”.

Ligue-se
Num mundo cada vez mais ameaçado por mentiras profissionais, as chamadas “fake news” (notícias falsas), é fundamental que o cidadão se resguarde de ataques que são comumente feitos em redes sociais na Internet. Dica do delegado Carlos Teófilo, da Delegacia de Defraudações e Falsificações em Fortaleza: “É importante que as pessoas possam checar a veracidade das informações por meio de canais de comunicação confiáveis e de ferramentas de verificação existentes”.

Quem parte
A ex-atriz Regina Duarte teve anunciada ontem sua saída do cargo de secretária Nacional de Cultura. “Saída”, na verdade, é só força de expressão, uma vez que ela nunca entrou de fato na pasta. Nos 77 dias que passou lá, não propôs nada, não executou nada, não sugeriu nada. Somente acirrou as relações do governo Bolsonaro com artistas e sociedade, chegando a defender a ditadura militar.

Quem chega
O substituto, Mário Frias, reúne as mesmas características de Regina: é ex-ator, não tem qualificação técnica, carece de articulação política e não atrai simpatias nem apoios da classe. Para piorar: não é popularmente conhecido. Mas é bolsonarista.

Bolso

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Informe
Já o vereador Paulo Martins quer que a Prefeitura dê conta de boletins diários sobre o estado de saúde dos pacientes internados em hospitais de campanha e de atendimento prioritário para casos da covid-19.

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