Venda de bebidas tem segunda alta seguida e aumenta 9,49% nos últimos 12 meses, aponta estudo

O índice “GyraTrends”, criado pela Gyra+, plataforma online de concessão de crédito para pequenas empresas, aponta que o comércio varejista de bebidas foi o setor da economia que apresentou o melhor desempenho, pelo segundo mês consecutivo. Da mesma forma que aconteceu no mês passado, o setor de restaurantes e similares foi o que mais correu no sentido contrário.  No acumulado de 12 meses encerrados em outubro, o comércio de bebidas cresceu 9,49% na comparação com o mesmo período do ano passado, o que inclui o período mais agudo do isolamento social, imposto como forma de combater o novo coronavírus.

Nos 12 meses encerrados em setembro, o setor varejista de bebidas havia crescido 10,5% relativamente ao mesmo período do ano passado, que não sofria os impactos da pandemia. Já o setor de restaurantes caiu 5,37% no período de 12 meses encerrado em outubro, variação esta que não se diferenciou muito do verificado nos 12 meses encerrados em setembro, quando a atividade dos restaurantes e similares havia caído 5,7%. De acordo com Rodrigo Cabernite, co-fundador da Gyra+, o GYRATrends de outubro foi calculado sobre as informações de 9 mil pequenas empresas de 20 setores da economia. Na média, houve uma queda de atividade da ordem de 5,7% no período. Nos 12 meses encerrados em setembro, a queda na média tinha sido de 5,9%, conforme mostra o gráfico abaixo.

Dados referentes a setembro:

Números relativos a outubro:

Para Cabernite, o GyraTrends poderá agora registrar trajetória um pouco diferente da observada em setembro e outubro. De acordo com ele, o setor de restaurantes e similares já começou a reagir em resposta à reabertura dos estabelecimentos depois que o número de óbitos e infecção pelo coronavírus diminuiu no Brasil. “Acredito que o setor de restaurantes já começou a reagir, vamos ver uma recuperação mais forte nas próximas semanas. Bebidas desaceleraram um pouco, mas continua forte”, analisa Cabernite. 

Trimestral

Os últimos 90 dias foram marcados pela gradual reabertura do mercado brasileiro. Mas muitos pequenos empresários tiveram que modificar seus modelos de negócios em função da pandemia do coronavírus, uma tendência que perdurou, mesmo após a reabertura. O levantamento GYRATrends de outubro aponta um crescimento de 5,5% no setor de agosto para cá. Já o comércio misto, com vendas tanto nas lojas físicas quanto nas virtuais, teve um crescimento de 4,5%. Os serviços de maneira geral tiveram uma alta de 1,9%. No entanto, setores que apostaram apenas no modelo “tradicional”, tiveram uma queda no período de 1,2%. 

Veja os números:

“De acordo com o indicador que mede o desempenho dos diversos setores da economia, houve um avanço significativo na digitalização das micro e pequenas empresas, com crescimento expressivo no número de empresas atuando em marketplaces em diversas categorias, e otimizando suas estruturas de custos através do uso de tecnologia na gestão dos seus negócios”, diz Cabernite. “Levando em consideração a segmentação das empresas que compõem nossa base de clientes, continuamos vendo uma dinâmica saudável em micro e pequenas empresas com componentes online (e-commerce) nos negócios”, continua. O destaque, quando há componentes de e-commerce no modelo de negócio, foi o segmento de artigos médicos com expansão de 21%.

O GyraTrends também percebeu atividade sólida nos segmentos de materiais de construção e Equipamentos de TI, com alta de 10%. Houve uma recuperação significativa de Outros Segmentos (10%), Material de Construção (9%) e Vestimentas (8%), após uma fase muito difícil nos primeiros meses de crise. Já em alguns setores que estiveram em destaque entre abril e junho, houve uma piora visível. O segmento de Equipamentos e Artigos para uso doméstico caiu 9%. Eletrônicos e Alimentação e Bebidas caíram 4%, respectivamente. Os serviços de consultorias despencaram 21% nos últimos três meses. 

Confira os dados:

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