Maioria dos consumidores diz que irá às compras nessa #BlackFriday, que deve ser a mais online da história

Empresa especializada em estratégias de ativação de influenciadores e conteúdo nas redes sociais, a MField fez uma pesquisa que ouviu 23.410 pessoas sobre intenções de compra durante a Black Friday 2020, uma das datas mais aguardadas no varejo brasileiro, que acontece no dia 27 deste mês. Desenvolvida pela MField Test, braço de inteligência de mercado da empresa, o estudo foi realizado por meio das redes sociais utilizando canais de 30 influenciadores no Twitter e no Instagram que possuem uma base de mais de 20 milhões de seguidores.

Neste ano marcado pela pandemia da Covid-19, a Black Friday, tradicionalmente celebrada por promoções generalizadas com grandes descontos nos preços, promete bater recordes históricos de engajamento online de consumidores. A expectativa é de que a participação do e-commerce nas vendas nessa data será expressiva.

Consumidores vão às compras!

Do total de pessoas que responderam à pesquisa, 59% afirma que voltará às compras na Black Friday e está planejando isso. Ou seja, os consumidores estão decididos sobre ir às compras. Em uma análise desse dado, Flávio Santos, sócio e CEO da MField aponta que as marcas ou lojas devem ter muito bem definido como irão comunicar suas ofertas. “Ao abordar os consumidores por meio de influenciadores, marcas e lojas precisam saber com qual influencer elas farão isso, pois tão importante quanto a figura do influenciador é ter dados sobre o consumo da audiência dele”, considera. “É preciso ir além dos ‘analytics’ das plataformas, pois gênero, idade e sexo não definem o perfil de compra da audiência”, avalia.

Santos diz ainda que um influenciador, por seu lado, precisa saber criar o conteúdo certo para a demanda certa. “Isso, com toda certeza, aumenta o engajamento e a conversão nas publicações e com a Black Friday não é diferente, pois quem sabe o que seu público está mais afeito a comprar é muito mais preciso”.

O que pretendem comprar

A pesquisa perguntou qual nicho de produtos mais interessa aos consumidores nessa Black Friday. A categoria que lidera a intenção de compra é a de Roupas e Calçados, citada por 37% dos entrevistados. Outros 30% dos entrevistados aponta Dispositivos Eletrônicos, enquanto 18% diz que pretende comprar Eletrodomésticos e 15% indica Cosméticos.

Questionados sobre o que consideram ser fator decisivo para efetuar uma compra na Black Friday (entre qualidade, preço ou tempo de entrega), o mais importante, para 65% dos entrevistados, é o preço menor, ao passo que 29% indica a qualidade do produto e 6% diz que é o prazo de entrega. Gabriel Lima, sócio e diretor de novos negócios da MField, afirma: “Está evidente que o preço é o fator decisivo para a compra, mas as há de se levar em conta que o consumidor pode desistir dela por fatores secundários, assim, recomendamos às marcas a aposta em conteúdo como reviews de produtos via influenciador e que focar em um prazo de entrega diferenciado precisa ser levado em conta também”.

Aos influenciadores que pretendem se engajar em ações de marcas, por sua vez, a recomendação é que a jornada de compra do consumidor deve ser respeitada. “A narrativa de um publipost começa com a atração pelo conteúdo, a disputa pela atenção e engajamento do seguidor e acaba com a conversão de tráfego da página do influenciador para a página do cliente. Cada etapa dessa jornada exige um tipo diferente de comunicação e call to action”, Lima aconselha.

Pandemia e a saúde financeira

A pesquisa também pergunta às pessoas se elas acreditam que a pandemia afetou a sua saúde financeira. A maioria absoluta dos entrevistados (56%) acha que sim e afirma que está com a sua saúde financeira comprometida. Mesmo assim, 23% desse grupo indica que planeja fazer compras na Black Friday. O estudo mostra ainda que do total de entrevistados, 35% considera que sua vida financeira permanece estável. Em um contraponto, 9% dos ouvidos diz estar em seu melhor momento financeiro.

Quando perguntados a respeito de o quanto se identificam com o perfil consumista, a maioria dos que responderam à pesquisa (43%) afirma que não, pois costuma comprar apenas o que é necessário. Outra parcela considerável dos entrevistados (cerca de 37% do total) diz não comprar muito em razão do baixo poder aquisitivo. E 20% admite abertamente ser consumista, sendo que um quarto das pessoas desse grupo se declara de alto poder aquisitivo.

Em relação a esse tópico, a MField Test também faz reflexões direcionadas para marcas e a influenciadores. “Para as marcas, está claro que a hora é de ser assertivo, pois o cenário da pandemia afeta os consumidores e eles estão muito decididos sobre o que vão comprar. Assim, avaliamos que o momento é de impactar o público correto, com o produto certo, pois não há espaço para impactar muitos e conquistar poucos. Ou seja, é preciso ter foco no ROI”, afirma Santos. “Aos influenciadores, aconselhamos que, se eles conhecem seu público e sabem o que eles querem consumir, chegou a hora de colher os frutos disso e cada um precisa ter muito bem definido de que forma tem de se comunicar”, avalia o CEO.

Internet é o canal

Considerando que a pesquisa foi realizada no Instagram e no Twitter, a esmagadora maioria das pessoas entrevistadas (98%) afirma preferir as ofertas que chegam a eles pela internet. Em contrapartida, o grupo que prefere ofertas que vê na TV representa apenas 2%. Dentro do grupo que prefere as ofertas da internet, 59% diz ter preferência por ofertas de redes sociais e demais sites, enquanto 41% procura o que quer diretamente nos motores de busca. E, dos que optam por ofertas vistas em redes sociais, 5% preferem cupons de descontos publicados por influenciadores.

Com relação à constatação de que as redes sociais são a principal vitrine para ofertas e novidades, o sócio e diretor de novos negócios da MField diz que fica claro que essa é apenas a porta de entrada para os consumidores. “Muitas marcas apostam em influenciadores como fator decisivo para conversão em vendas, porém, é necessário que as marcas ou lojas saibam como mantê-los em elas depois deles passarem por essa porta principal”, argumenta Lima.

A pesquisa procurou saber também como as pessoas preferem ser impactadas com ofertas na internet. A maioria dos consumidores (57%) prefere ser impactada de forma indireta nas Redes Sociais ou diretamente pelo site com o qual está interagindo. 29%, por sua vez, prefere a comunicação via email, SMS ou anúncios pagos, enquanto 14% não quer ser impactada com ofertas de jeito algum.

Outra pergunta feita ao público foi se a pandemia os estão impulsionando às compras online ou se eles vão consumir em lojas físicas. E a resposta não surpreende: Como já era esperado, a maior parte das pessoas (85%) afirmam que farão suas compras de Black Friday pela internet. Os demais (15%) preferem comprar presencialmente.

Oportunidade de voltar às compras

Por fim, o estudo realizado pela MField Test procurou entender se o desejo de consumo na Black Friday representa uma demanda reprimida do consumo ou se as pessoas anteciparão suas compras de Natal. Nesse sentido, 81% dos respondentes enxergam na Black Friday uma forma de voltar às compras depois de um tempo sem fazer isso. Ou seja, há uma demanda reprimida entre os consumidores. Em contrapartida, 19% afirma que utilizará a Black Friday para antecipar a compra de presentes de Natal.

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