Fintechs com soluções digitais para nano e microempresas podem concorrer a aporte

Dados do Portal do Empreendedor, do governo federal, indicam que o Brasil ultrapassou em 2020 a marca de 11 milhões de microempresas registradas no Simples Nacional. Esses empreendedores são parte importante da economia do país e estão entre os mais afetados pela crise econômica. Nesse período, um dos grandes desafios enfrentados pelos microempreendedores tem sido a falta de acesso a serviços financeiros, como crédito, poupança e transações. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em 2019 mostrou que um em cada três brasileiros com mais de 16 anos não possui conta em banco e que, destes, 86% pertencem às classes C, D e E.

Para promover a inclusão financeira e a digitalização desses pequenos negócios, uma parceria entre o Center for Inclusive Growth (CCI), iniciativa da MasterCard para o crescimento inclusivo, e a Aliança Empreendedora, organização que auxilia empreendedores de comunidade, pretende servir como ponte entre startups do setor financeiro que tenham soluções inovadoras e microempreendedores que possam se beneficiar de serviços mais simples e acessíveis.

O edital idealizado pelas instituições acaba de ser prorrogado até amanhã (7 de dezembro), aceitando inscrições de “fintechs” que tenham ideias que possibilitem democratizar o acesso fácil e seguro ao crédito; a criação de conta bancária sem burocracia e com baixo custo; o recebimento de pagamentos digitais; ou a digitalização dos processos de gestão financeira de microempreendedores. As inscrições podem ser feitas no site evento.aliancaempreendedora.org.br/mastercard.

A instituição selecionada no edital terá acesso a um aporte de até R$ 40 mil e consultoria para a adaptação dessa solução para o público-alvo do edital. A ideia será testada por microempreendedores cadastrados na base Aliança Empreendedora com diferentes perfis.

Segundo Luz Gomez, diretora do Center for Inclusive Growth da Mastercard, soluções pensadas especificamente para a realidade dos microempreendedores são fundamentais para a recuperação econômica do país. “Incluir micro e nano empreendedores no mercado digital, entendendo quais são suas prioridades e necessidades, significa alimentar todo um ecossistema de negócios locais, que são responsáveis pela renda de milhões de famílias e carregam um grande potencial”, explica Luz.

Camila Reis, coordenadora de projetos da Aliança Empreendedora, acredita que o mercado das fintechs e startups podem ser parceiros também na educação financeira dos microempreendedores. “A pandemia acelerou a digitalização do mercado e impôs diversos desafios às microempresas. Por isso é ainda mais importante neste momento empoderarmos empreendedores com ferramentas inovadoras que auxiliem a traçar as estratégias que vão possibilitar que seus negócios sobrevivam e cresçam.”

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