Empresa conclui ancoragem de cabos de fibra óptica de alta capacidade entre Brasil e Europa

A EllaLink terminou hoje (14.12), na Praia do Futuro, em Fortaleza (CE), a ancoragem do cabo submarino de fibra óptica de seu sistema de baixa latência que ligará o Brasil à Europa. As atividades de instalação marítima a partir de Fortaleza vão se estender pelos próximos meses. Ao todo, serão cerca de 6 mil quilômetros de cabos de alta capacidade que conectarão a capital cearense a Sines, em Portugal. Concluída essa etapa, a rede EllaLink entrará em operação no segundo trimestre de 2021.

A rede EllaLink é a primeira a conectar diretamente a América Latina ao continente europeu com cabos submarinos de fibra óptica de alta capacidade. Foi projetada para atender às necessidades crescentes do mercado latino-americano, fornecendo conectividade contínua de alta velocidade entre os dois continentes, resultando em melhorias em todas as plataformas de telecomunicações. Negócios digitais, serviços em nuvem, bancos eletrônicos, mídia de entretenimento e jogos se beneficiarão com o projeto.

A operação iniciada hoje envolve logística e engenharia complexas. O sistema de cabos será instalado por dois navios distintos da Alcatel Submarine Networks, sendo que o Ile de Brehat atuará em águas brasileiras, enquanto o Ile de Sein instalará o resto do sistema a partir de Sines. Durante o trajeto, o cabo será colocado a quase 6.000 m de profundidade.

“O sistema de cabos submarinos EllaLink consiste em uma rota direta entre Portugal e o Brasil que resulta em um Round Trip Delay (RTD) inferior a 60ms, menos que a metade do RTD dos sistemas que viajam entre os dois continentes via América do Norte”, diz Diego Matas, Diretor de Operações (COO) da EllaLink. “A capacidade total do cabo é de 72 Tbit/s e foi projetado para funcionar por 25 anos”, acrescenta.

A estratégia da EllaLink é fornecer uma conectividade direta e contínua de data center a data center, estendendo nossos serviços para São Paulo, Rio de Janeiro, Lisboa, Madri, Marselha e outras localidades. A partir do primeiro dia de operação, a EllaLink terá pontos de presença (PoP) nos data centers dos parceiros Equinix e Interxion nessas cidades. Um corredor de dados de latência extremamente baixa será estabelecido entre os DCs, evitando o roteamento submarino tradicional pela América do Norte.

No Brasil, a EllaLink conectou seus cabos de fibra óptica por Fortaleza pelo fato de a capital cearense ser um dos locais mais densos do mundo de ancoragem de cabos submarinos. Além disso, Fortaleza fica mais perto de Portugal do que da Flórida.

A EllaLink utilizará tecnologia de última geração em toda a rede, garantindo uma transmissão de alta velocidade contínua. O desenho do sistema EllaLink teve entre suas prioridades a criação de uma nova rota de baixa latência entre a Europa e a América Latina. O uso de aplicativos em tempo real sensíveis à latência, como streaming ao vivo e jogos, vem aumentando e investimentos significativos foram feitos por gigantes globais de tecnologia no Brasil. Com isso, a EllaLink terá um grande impacto no mercado global de IP e no modelo de entrega de TI corporativa. As plataformas de software são muito sensíveis a atrasos na transmissão e esta limitação forçou os provedores a implantar seus aplicativos em centros de dados próximos aos usuários finais.

A redução dramática na latência fornecida pela rota EllaLink (da ordem de 50%) oferece uma maneira totalmente nova para o mundo corporativo definir a arquitetura de sua camada de aplicação para empresas presentes na Europa ou na América Latina. O que, por sua vez, cria uma mudança de paradigma para a infraestrutura do data center usada para implantação de aplicativos.

“A redução da latência e melhora no desempenho da rede são determinantes para provedores de conteúdo, empresas de computação em nuvem e empresas financeiras. A diminuição de alguns milissegundos na latência acarreta o impacto na lucratividade das operações de negociação, e isso é o que a EllaLink oferece”, complementa Matas.

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