Petrobras conclui venda da Liquigás; Grupo Edson Queiroz, do Ceará, leva parte da empresa

A Petrobras finalizou hoje (23/12) a venda da participação que tinha na Liquigás Distribuidora S.A. (Liquigás) para a Copagaz – Distribuidora de Gás S.A. (Copagaz) e a Nacional Gás Butano Distribuidora Ltda. (Nacional Gás, do Grupo Edson Queiroz, do Ceará). A Liquigás atua no engarrafamento, distribuição e comercialização de gás liquefeito de petróleo (GLP) no Brasil.

Após o cumprimento de todas as condições precedentes, a operação foi concluída com o pagamento de R$ 4,0 bilhões para a Petrobras, já com os ajustes preliminares previstos no contrato, sendo parte desse recurso decorrente de investimento minoritário e relevante da Itaúsa na Copagaz.  Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

De acordo com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, a finalização da venda da participação na Liquigás representa um marco na estratégia da Petrobras de desinvestir para reduzir a dívida e focar em ativos de classe mundial. “Estamos focando naquilo que sabemos fazer melhor e que traz mais valor para os nossos acionistas. A maximização do retorno sobre o capital empregado é um dos pilares do nosso Plano Estratégico para o para o quinquênio 2021-2025. A Copagaz e a Nacional Gás Butano têm grande expertise em comercialização e distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP) e darão continuidade ao fornecimento com qualidade e segurança aos consumidores brasileiros”, disse Castello Branco.

Pedro Zahran Turqueto, diretor de Desenvolvimento e Gestão da Copagas, considera que “a compra da Liquigas traz mais valor à cadeia com o rearranjo de players, aumenta a competição e quem ganhará com isso é o consumidor” . Ele avalia que os processos de desinvestimento da companhia vêm impactando a indústria de maneira muito positiva. “Somos a favor da abertura do mercado nos mais diversos setores porque isso trará mais investimentos, mais empregos e, como consequência, um maior crescimento para a economia do país”. 

Para Celso Rocha, diretor superintendente da Nacional Gás, a compra possibilitará um incremento na disponibilidade de GLP aos consumidores. “A aquisição também representa um marco importante na história da Nacional Gás e no setor de GLP. Com isto, nossa empresa poderá aumentar seus negócios e consolidar sua atuação na região Sul e Sudeste do país.”

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