Apesar da pandemia, empresa de energia solar avalia ter recuperado ritmo de vendas

Mesmo com a pandemia provocada pelo novo coronavírus, que impactou a economia mundial, a Go Solar, distribuidora de equipamentos fotovoltaicos no Brasil, conseguiu se recuperar e alcançar o planejamento idealizado para o ano de 2020. No início da pandemia, a operação da empresa ocorreu num ritmo mais lento, mas, em junho, retomou ao patamar esperado.

A Go Solar conseguiu esse resultado por meio de ações nas mídias sociais, e-mail, além de campanhas de vendas. As iniciativas ocorreram com o apoio de um time de vendas especializado conseguindo milhares de integradores.

Inclusive, encerrando o ano com chave de ouro, a Fronius e a Solis, produtores de inversores reconhecidos mundialmente, entraram para o portfólio da Go Solar.

Atualmente, a empresa atende todo o Brasil com projetos de pequeno e de médio porte (2KW a 5MW). “Esse resultado mostra a confiança que conquistamos num curto período de tempo, além de centenas de projetos menores, o que mostra nossa capacidade de atendimento e logística”, destaca Eduardo Villas Boas, diretor comercial da Go Solar. “Inovamos também nas estruturas para suporte dos módulos, desenvolvendo nosso próprio projeto, e dando maior flexibilidade para os integradores”, acrescenta.

Para esse ano, Villas Boas avalia que o mercado vai continuar crescendo, mas o ritmo dependerá de como o governo e economia irão se desenvolver em 2021 com a pandemia. “Ainda é cedo para tirarmos conclusões definitivas. Temos a questão da ajuda social que acabou em dezembro, temos reformas (tributária, política) para serem discutidas pelo congresso. Além de toda a parte produtiva que foi afetada pela pandemia. É um cenário novo para todos e que devemos analisar todos os dias para ajustar as ações”, analisa.

O novo marco regulatório para o modelo de geração solar distribuída também ainda em discussão no congresso pode alterar os rumos do crescimento do setor solar no Brasil. No entanto, Villas Boas está otimista. “Entendemos que o governo não deva fazer grandes alterações no modelo que existe hoje sobre a geração de energia solar distribuída. É um investimento rápido do mercado privado e que o governo não conseguiria investir no tempo necessário no caso de uma retomada da economia em níveis que todos nós queremos, além de ser uma fonte limpa, barata e renovável”, explica.

Apesar da pandemia, o país encerrou 2020 com 7,5 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica, sendo que 4,4 GW se referem à geração distribuída, de pequenos empreendimentos. Já na geração centralizada, são 3,1 GW, o equivalente a 1,6% da matriz elétrica brasileira.

O crescimento do setor também é impulsionado pelas diversas linhas de crédito aos consumidores com melhores taxas, além da queda expressiva da tecnologia nos últimos anos. Villas Boas acredita que todos os nichos do mercado devem ter um crescimento parecido. “A solução de geração de energia solar é ótima para residências, comércio, indústria e agronegócio.”

Deixe uma resposta