DPO: uma profissão que nasce com a Lei Geral de Proteção de Dados

Com a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) nasce uma nova profissão: é o DPO (Data Protection Officer) ou encarregado. Já existem cursos que preparam o profissional para essa função, que se tornará indispensável para o tratamento de dados de qualquer empresa, independentemente do tamanho ou setor que ela atue. “Sem dúvida é um nicho novo de mercado que as empresas poderão ter”, destaca o consultor jurídico da Fecomércio Ceará, Hamilton Sobreira.

DPO é a pessoa que atuará como canal de comunicação entre o controlador, os titulares dos dados e a ANPD. Esse cargo tem a função fiscalizatória interna, garantindo que a empresa esteja em conformidade com as regras da LGPD.

De acordo com Hamilton Sobreira, pode exercer a função de DPO tanto pessoa física quanto jurídica, como também alguém de dentro da empresa quanto externo. “É o encarregado quem vai fazer a interligação do titular de dados com os gestores dos dados, no caso o controlador ou o operador. Inclusive é o DPO quem vai prestar as informações junto à ANPD”, reforça.

De acordo com um estudo feito pela Page Group e publicado pela CNN, o encarregado está entre as 30 profissões mais promissoras para 2021, com salário que pode chegar até R$ 20 mil.

 Mas para garantir sucesso como encarregado, é necessário que o profissional tenha algumas experiências no currículo, como conhecimento da área jurídica, de gerenciamento de processos, de tecnologia e de segurança da informação.

Além disso, como o DPO é um canal de comunicação entre o controlador, os titulares dos dados e a ANPD, ele deve estar preparado para dar respostas assertivas e consistentes, além de habilidade para solucionar incidentes envolvendo dados pessoais, tais como vazamentos.

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