#Pazuello entrega o pescoço para tentar salvar a pele de #Bolsonaro

Escrevi em 30 de janeiro passado, sem ter bola de cristal nem nada, apenas considerando o fedor de patente queimada, Coluna à qual dei o título de “Nuremberg, Pazuello e a carnificina que o general e o capitão chamam de ‘logística’“.

Pois hoje (14.03, domigo) o noticiário informa que o general Eduardo Pazuello pediu as contas. Lembremos, pois:

Cabeça a prêmio
Pazuello está (…) com a cabeça a prêmio. Ou com a corda no pescoço. Ou com a guilhotina na nuca. Pesam sobre ele as mais graves acusações de negligência, incompetência, omissão e ação delituosa que resultam de milhares de mortes pela covid-19. Tendo assumido interinamente a pasta em 16 de março de 2020, sendo alçado à condição de titular em 16 de setembro, o general – que se dedicava na caserna a cuidar de assuntos logísticos, sem nunca ter passado perto de uma enfermaria – tem sua permanência no Ministério ameaçada por um inquérito no Supremo Tribunal Federal. E vê, dia a dia, engordar substancialmente a mórbida logística que leva para a História. (…)
Até as emas sabem

O general Eduardo Pazuello é um soldado profissional. Nessa posição, é plausível argumentar que o que disse entre risos marotos, acompanhado por um alegríssimo Jair Bolsonaro, seja fato e não chiste: “um manda, o outro obedece”. A questão é estimar até quando vai suportar a pressão judicial, política, moral e ética que se exerce sobre ele. E se, esgotada a resistência, vai indicar que é real o que até as emas do Palácio da Alvorada sabem: Bolsonaro mandou, ele obedeceu. Simples assim.

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