Marketing de influência abre novo campo no mercado em meio ao desemprego

Assim como o segmento de tecnologia, o marketing digital tem andado na direção contrária. Enquanto o desemprego atinge níveis recordes, com quase 15 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho, segundo o IBGE, o momento dos dois setores é de crescimento nas contratações. E já há estimativas de que vai faltar mão de obra para acompanhar esse avanço. Relatório da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) estima que  somente a área de TI demandará cerca de 450 mil profissionais até 2024.

“São carreiras que envolvem uma série de competências que vão além do conhecimento técnico. Num mercado pautado pelo avanço da TI, está claro que a especialização será diferencial competitivo na hora de disputar uma vaga”, afirma César Silva, presidente da Fundação FAT, especialista em análise de cenários de mercado e estrutura de Carreiras.

Sinal dessa movimentação vem da INFLR, startup especializada em marketing de influência. A empresa deve abrir quase 50 vagas até o fim do ano para fortalecer o time. Atualmente, está com 16 vagas em aberto para diversas funções. Entre elas: Chief Technology Officer (CTO); Diretor de Inovação; Sales SDR (2) para pré-venda; Sales LDR (2) para prospecção de leads; Analista de atendimento (2); Coordenador de Mídia (2); Supervisor de Mídia; Analista de Mídia; Analista de T.I (2); Analista de Criação e Assistente de Influencer.

Essas contratações dão sequência ao processo de expansão da empresa que acompanha a demanda por suas soluções digitais. Nos últimos quatro meses, o número de colaboradores cresceu 300%, passando de 18 para 54 contratados. A meta até dezembro, segundo a empresa, é superar 100 profissionais.

O sócio diretor da INFLR, Thiago Cavalcante, acredita que o desempenho é prova da consolidação do marketing digital aliado ao avanço de novas tecnologias. As contratações da INFLR, segundo ele, também reforçam uma estratégia de encorajar mais profissionais a entrar em um segmento cada vez mais valorizado, mas com pouca gente especializada. “É uma excelente oportunidade de trabalhar em uma startup que triplica de tamanho a cada ano. Há muitas possibilidades para crescer dentro da empresa. No fim das contas, todo o mercado de influenciadores se fortalece”, afirma Cavalcante, que destaca que os brasileiros figuram entre os três primeiros no ranking de acesso as maiores redes sociais do mundo, com mais de 137 milhões de celulares ativos e mais de 3 bilhões de downloads de aplicativos.

Em 2020, a o faturamento da INFLR chegou a R$ 33 milhões e vai atingir receita de R$ 100 milhões este ano somente com os clientes atuais, o que fará com que novas vagas surjam nos próximos meses. A startup é acelerada pelo programa BNDES Garagem, Porto Seguro, Atento e pelo BTG Pactual, marcas que além de serem clientes da INFLR também são mentores da startup.

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