Novas tendências da indústria imobiliária serão tema de evento

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“A preocupação dos empreendedores hoje não é a crise, mas o tipo de imóvel que vão lançar”, comenta Marcus Araujo, um dos promotores do Digital Real Estate Brazil e presidente e fundador de empresa líder em inteligência para o segmento imobiliário. O Digital Real Estate Brazil é palco da Expo Digitalks, que acontece de 28 a 29 de agosto no Transamérica Expo, e conta pela primeira vez com um espaço exclusivo destinado a debater tecnologia e indústria imobiliária.

Com novo perfil de família brasileira e consumidor com novos comportamentos, a cadeia do mercado imobiliário precisa estar voltada para era 4.0. De acordo com Araujo, o conceito de morar hoje está mais atrelado a um serviço. Há o perfil da impermanência e da mobilidade dos imóveis, que reduzem a burocracia que engessa o mercado. “Estamos vivendo a cultura do desapego, que valoriza uso e não posse. É um novo perfil de consumidor que precisa de um serviço que não fique atrelado aos vencimentos de contratos para mudar de um imóvel ao outro”.

As novas tendências

Os novos modelos de famílias impactam no tamanho da área: apartamentos reduziram em até 15% a área privativa (a estimativa é de 25% de redução em 2025), essa redução chega em 50% quando se tratam das casas. Vida digital com menos circulação dentro dos espaços e aumento de encargos para contratação de serviços domésticos são outros fatores que impactam nessa redução.

Tendência aponta para produtos imobiliários mais enxutos: as plantas com um dormitório estão mais em alta que as com quatro dormitórios. Com o conceito de coliving, a aposta está em áreas privativas menores com espaços que possam ser compartilhados dentro de um prédio, como lavanderias e área coworking para citar exemplos.

A varanda gourmet ganha uso ampliado. O conceito “vida de varanda” já engloba uso desse espaço para o home office, além de ser a área da família se reunir durante as refeições. A varanda gourmet será uma protagonista dos próximos dois a três anos nos apartamentos. A área interna procurada é menor, mas esse espaço ganha destaque, segundo Araujo.

Alguns desses imóveis, de acordo com o executivo, disponibilizam carros elétricos, motos e bicicletas no estilo compartilhamento. “No passado a área de lazer tinha pelo menos 60 itens. Hoje ela está reduzida a 12 itens para atender ao novo consumidor”. As pessoas querem menos metragem, porém mais significado e serviço para o empreendimento imobiliário.

As mudanças que afetam o comportamento do consumidor e que a indústria imobiliária precisa se atentar são:

– Comprador de hoje fica conectado de oito a nove horas por dia;

– Cerca de 96% desse público-alvo têm um smartphone na mão;

– Mulher é a chave do produto imobiliário, já que inserida no mercado de trabalho, tem cada vez menos filhos;

– Novos casais tem um filho (e um pet): as três pessoas ficam conectadas;

– Essas famílias pagam mais caro para ter menos matéria-prima e maior valor agregado: espaços compartilhados precisam apostar na decoração e em equipamento de primeira linha (exemplo: academias equipadas).

Corretores capacitados a entender esses novos hábitos e perfil do cliente digital estabelecem uma jornada de maior confiança nos negócios, promovendo a chamada comunicação inbound, que é responder às perguntas desses compradores antes mesmo de elas serem feitas.

Realidade aumentada, criptofinanças, aplicativos e soluções digitais para o mercado imobiliário, construtechs, segurança e controle de dados são alguns dos temas do Digital Real Estate Brasil, que pretende atrair toda cadeia do setor – corretores, imobiliárias, construtoras, incorporadoras e entidades – mas está aberto a todos participantes da Expo Digitalks – para mostrar que esses novos hábitos estão traçando uma novas economia digital dentro do segmento, produzindo um novo ciclo de crescimento

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