Para superar crise do #coronavírus, autônomos vão precisar inovar em atendimento

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Com a paralisação do mundo para conter a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), já é notável o reflexo econômico gerado pelos fechamentos de comércio, redução de demanda por serviços terceirizados, suspensão de aulas escolares e fechamento de fronteiras. Cada ação relacionada ao combate da doença gera consequências não só nos investimentos, mas, também na vida financeira dos trabalhadores, principalmente de quem é autônomo.

Gisele Colombo de Andrade, planejadora financeira CFP® e membro do Conselho de Administração da Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros, afirma que esse momento é considerado um cenário de guerra. “Há atrasos, prejuízos e incertezas, e as pessoas precisam do mínimo para sobreviver a isto”, diz.

Nesse contexto, o primeiro passo para começar a se organizar e não entrar em pânico é fazer orçamento, revendo todas as despesas e calculando quanto será necessário para suprir todas as contas básicas e prioritárias a serem pagas durante o período de crise. Segundo Angela Nunes, também planejadora financeira CFP® e membro do Conselho de Administração da Planejar, “ter o controle financeiro firme é indispensável para preservar reservas e não se endividar; ter essa dimensão do que entra e sai, revisar os gastos e até tentar diminuir os padrões de vida para economizar pode ajudar de forma significativa para as finanças dos trabalhadores, especialmente no cenário atual”. É um hábito que deve ser levado para a vida.

De acordo com Angela Nunes, a principal dificuldade nesse momento é buscar formas alternativas de renda. “Com todas as restrições ocorridas por conta da paralisação de combate ao coronavírus, os consumidores também diminuem seu ritmo de consumo e precisam gastar menos, ou seja, isso gera menos renda para os trabalhadores autônomos que dependem dessa prestação de serviço para obter seu dinheiro e pagar seus boletos que não vão parar de chegar”, conta. 

Segundo ela, é preciso tentar inovar a forma de prestar o próprio serviço, e a oportunidade pode estar vinculada ao mundo digital. “Será preciso mudar a forma de atendimento aos consumidores, como realizar consultas online, via videoconferência. ” A planejadora financeira CFP® indica que as funções que não envolvem contato físico direto podem ser ministradas e mediadas por meio de chamadas de vídeo com o bom aproveitamento da internet. “A terapia, a aula particular ou em grupo, o personal trainer, de alguma forma, cada tipo de trabalho que não exige necessariamente a presença física do profissional pode ser realizado com supervisão e alinhamento online”.

Outro caminho sugerido é buscar formas de trabalho que estejam no entorno de sua comunidade, possibilitando que a busca por renda seja feita sem maiores riscos à saúde, mas, claro, sempre levando em consideração as recomendações e os cuidados para não se infectar e não contagiar outras pessoas. Gisele Colombo diz que há oportunidades muitas vezes não vistas perto de onde o trabalhador mora, seja no mesmo prédio, na rua ou no bairro. “Propor uma troca com seus vizinhos, ensinar alguém a cozinhar para reduzir custo com restaurantes e deliveries, propor uma aula ou atividades para as crianças que estão com a escola fechada, existem algumas opções de trabalho com as próprias habilidades que ainda podem não ter sido utilizadas para gerar renda e isso será muito útil nesse período”, diz.

Além disso, é preciso entender a relevância do planejamento financeiro para enfrentar situações   de crise. “Por mais que a vida seja imprevisível, um bom planejamento financeiro ajuda a mitigar os impactos do imprevisível; por exemplo, a reserva de emergência será fundamental para ter uma tranquilidade nessas situações; para os autônomos, ter uma reserva de sazonalidade para compensar os períodos de baixa do trabalho, também, é um instrumento muito importante nesses momentos”, aconselha a planejadora CFP® Angela Nunes.

Gisele Colombo de Andrade ainda ressalta: “Mesmo com um planejamento bem feito, não significa que as pessoas não vão sofrer os impactos da crise, mas, sim, passarão por ela de forma mais amena”, conclui.

Sobre a Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros – Há 20 anos fomentando a cultura do planejamento financeiro no país, a Planejar é a única entidade brasileira afiliada ao FPSB (Financial Planning Standards Board) e autorizada a conceder a Certificação CFP®. Formada por mais de quatro mil associados, distribuídos pelas principais regiões do país, a instituição promove a conscientização sobre a importância da gestão de recursos financeiros através de objetivos de curto, médio e longo prazos. Nesse sentido, a Planejar oferece qualificação contínua aos associados e ao público geral por meio de eventos, palestras e cursos através do Programa de Educação Continuada (PECs). A associação criou também o primeiro curso de planejamento financeiro a distância do Brasil, destinado a profissionais que já atuam na área, certificados ou não, e ao público geral.

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