Busca do brasileiro por crédito encerra o primeiro bimestre do ano com alta de 5,7%, revela Serasa Experian

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No acumulado dos dois primeiros meses de 2020, a procura do consumidor por crédito subiu 5,7%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado pela Região Sul, que teve aumento de 7,9% no mesmo período, segundo o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito. De acordo com o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, “ainda que com um menor crescimento em relação aos primeiros bimestres de 2018 e 2019, o resultado deste ano foi beneficiado principalmente pela redução das taxas de juros. Daqui para frente, é importante considerar que o cenário econômico está bastante desafiador. Por isso, é fundamental que o consumidor tenha um bom planejamento financeiro e, se precisar de crédito, que busque de forma consciente para evitar o descontrole do orçamento e a inadimplência no futuro”.

Na análise anual, janeiro/20 apresentou crescimento de 13%, frente ao mesmo mês do ano anterior. Já fevereiro/20 teve queda de 1,7%, com relação ao mesmo mês de 2019, sendo a primeira redução desde novembro/18. Confira abaixo:

Ainda de acordo com o economista, a retração de fevereiro tem ligação com o efeito-calendário. “O mês naturalmente tem menos dias úteis e, este ano, ainda tivemos o Carnaval sendo realizado mais cedo. Se fizéssemos a média diária de pedidos e a transferíssemos para um período de trinta dias, haveria alta, o que reflete a importância do crédito para a economia do país neste ano bastante adverso”.

Maior crescimento foi na região Sul e a única queda no Centro-Oeste

O Sul apresentou o maior crescimento no acumulado de janeiro a fevereiro de 2020 (7,9%). As regiões Sudeste, Norte e Nordeste também tiveram alta de 6,7%, 6,4% e 4,1% respectivamente. A exceção foi o Centro-Oeste, que teve redução de 0,6%. Veja a tabela abaixo com as variações do bimestre e clique aqui para visualizar os demais resultados.

Demanda de pessoas com baixa renda continua crescendo em 2020

A população que possui renda entre R$ 500 e R$ 1.000 continua com crescimento na demanda por crédito, mantendo a tendência do ano anterior. O aumento no acumulado do ano, ou seja, no primeiro bimestre de 2020, foi de 6,7%. É possível ver os dados completos aqui.

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