Sua empresa utiliza o e-mail no processo de recrutamento e seleção? Está fazendo errado

Artigo de Tiago Yonamine, publicitário, designer, CEO e criador da plataforma de recrutamento trampos.co e da escola de comunicação e tecnologia Trampos Academy.

Na seleção de novos colaboradores, ainda é comum que as empresas façam o recrutamento por meio de currículos recebidos via e-mail. Afinal, já é uma ferramenta presente na vida da grande maioria das pessoas, pois estabelece um ponto de contato de certa forma confiável e concentra todas as informações importantes do trabalho, desde detalhes financeiros até negociações. 


Mas, mesmo sendo de fácil uso, ele deve ser evitado na hora de selecionar profissionais. Utilizar o e-mail como ferramenta de recrutamento não oferece agilidade, qualidade e organização que os processos exigem. Para comprovar meu argumento, tenho aqui sete bons motivos para abandonar o recebimento de currículo por e-mail e optar por plataformas específicas para isso.

1. Bagunça na caixa de entrada 

Qual a vantagem de ter um lugar que concentra todas as informações importantes da sua empresa ou essenciais ao seu trabalho se não são facilmente acessíveis? Pois bem, ao utilizar o e-mail, cada candidatura significa um novo item na sua caixa, o que pode causar uma bagunça tremenda e dificuldade adicional para um procedimento que já não é simples: a contratação de novos profissionais. Mesmo com todos os recursos de filtros, marcadores e pastas, o espaço ocupado e a impossibilidade de limpá-los antes do fim do processo pode ser atordoante – além do risco de perder um contato interessante de um candidato ideal.

2. Problemas de entregabilidade 

O e-mail pode até ser um excelente meio de contato, além de prático e acessível. Mas infelizmente ainda é passível de erros. Caixas de entradas cheias, falhas no servidor no momento da entrega, falta de conexão e outros problemas podem impossibilitar a continuidade de uma conversa entre você e o candidato ideal. Para evitar esses contratempos, é preciso que o e-mail seja uma opção de contato, não o único. O que nos leva ao próximo tópico.

3. E-mail se torna o único ponto de contato 

Com o e-mail, você só tem acesso às informações que o candidato dividir com você no currículo. Em plataformas de gerenciamento de candidaturas, é possível acessar todos os dados inseridos pelo candidato, sem a necessidade que ele os informe a cada vez para todas as vagas que se candidatar, garantindo um contato mais certeiro entre recrutadores e profissionais.

4. Gerenciar a seleção se torna uma missão impossível

Você até pode categorizar seu e-mail em diferentes pastas, mas as confusões tendem a se agravar quando mais de uma pessoa é responsável pelo processo seletivo. Afinal de contas, fica difícil gerenciar quem colocou cada profissional ali, validar se a escolha foi certeira ou não e qual etapa o candidatos está do processo, dificultando a comunicação.

5. Informações ficam defasadas

Currículos enviados por e-mail acabam ficando com suas informações defasadas rapidamente. Em um mercado dinâmico, onde os profissionais mudam de emprego ou se atualizam academicamente a todo momento, em poucos meses as informações já ficam obsoletas. Ao usar uma plataforma especializada para recrutamento, como o Caesar, toda vez que o candidato atualizar seu perfil, a empresa tem os dados atualizados automaticamente. 

6. E o feedback? 

Quem já passou por um processo seletivo sabe o quão desagradável é não receber qualquer resposta, seja positiva ou não. Porém, quando todo o processo é difícil de gerenciar, acontece uma das duas coisas: o feedback é generalista, na esperança de meramente avisar os selecionados que passaram para a próxima fase, e os demais não; ou o feedback simplesmente não existe. As opções acima podem afastar os candidatos da empresa, causando uma imagem negativa, deixando a sensação de que toda a empresa é gerida de uma forma desorganizada. 

7. Não oferece nenhuma função específica para processos seletivos

No resumo, o e-mail não só não ajuda nos processos de recrutamento, como atrapalha. Sem nenhuma função específica de gestão, organização, seleção e contato, a única possibilidade é torcer para que nada se perca no caminho. Uma seleção feita desta forma, passa aos candidatos uma sensação de desorganização por parte da empresa, podendo até afastá-los por imaginar que ela como um todo trabalha da mesma forma.

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