Acelerada pelo aumento da circulação de motos, empresa de motopeças projeta crescimento apesar da pandemia

De 2018 a 2019, a paranaense Laquila (www.laquila.com.br), líder do mercado de motopeças da América Latina, registrou crescimento de faturamento de 10,7%. A projeção para 2020 era de um resultado ainda melhor, mas o cenário foi afetado devido à pandemia. “Ainda acreditamos em um crescimento para este ano, compensando as perdas que possamos ter neste primeiro semestre. Imaginamos que teremos uma perda na venda de acessórios, mas podemos compensar com o setor de manutenção”, conta a gerente de Suporte Comercial da Laquila, Iael Laquila.

Parte desse otimismo se deve ao total de motocicletas e motonetas do país. Entre 2009 e 2019, a frota praticamente dobrou, saltando de 14,6 milhões para aproximadamente 28 milhões, de acordo com dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). O foco da empresa está na manutenção das motos que estão em uso no país, sendo menos afetado por uma provável redução das vendas de motocicletas novas em 2020. No primeiro trimestre deste ano, houve queda de 4,6% nas vendas em comparação ao mesmo período de 2019, conforme dados da Federação Nacional de Veículos Automotores (Fenabrave).

No ano passado, foram emplacadas 1.077.553 motocicletas no país frente a 940 mil em 2018 – um crescimento de 14,6%, “Não somos afetados diretamente por uma queda das vendas de forma imediata e, além disso, existe a possibilidade de que mais pessoas passem a usar a moto no dia a dia, seja para fazer entregas ou como principal veículo”, analisa Iael.

Ser uma solução completa

Ao longo do tempo, o propósito foi fazer com que a Laquila se tornasse uma solução completa no mercado duas rodas, seja para uma retifica, distribuidora ou para o varejo. “Quando a Laquila começou a ser construída, há mais de três décadas, a ideia era que oferecesse um mix de itens para uma solução completa”, diz. Dessa forma, a empresa construiu um catálogo que conta com cerca de 7 mil produtos, voltados tanto à manutenção quanto os acessórios para a moto ou piloto.

Em seu portfólio, a Laquila conta com 25 marcas próprias e representa 16 empresas, entre companhias nacionais e internacionais, com atuação em todo o país. Entre as marcas próprias, estão a XIP (jogos de raio), a WW3 (peças para motor e engrenagem), TXK (bielas), TEXX (roupas e acessórios), Buxi (suspensões, amortecedores, tubos internos e cilindros externos), Condor (componentes elétricos), Darom (kits de transmissão e correntes), Eksim (filtros de óleo), HSX (rolamentos), KB50 (câmaras de ar) e KMP (pistões). Entre as representações, encontram-se a Metzeler (pneus), Philips (iluminação), RIK (anéis para pistão), HJC (capacetes) e Abus (cadeados e travas).

Atualmente, a Laquila conta com 60 escritórios de representação espalhados pelas cinco regiões do país, além de uma equipe de vendas própria. “Nós acreditamos que as marcas precisam ser especialistas de seus produtos. Por isso, criamos marcas próprias, produzidas em fábricas que auditamos e que seguem os padrões de qualidades que estabelecemos como ideal”, completa Iael. 

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