A Coluna do Roberto Maciel (terça-feira, 20.10): Robinho se esconde atrás da política e das estratégias bolsonaristas

Robinho tenta se esconder atrás da política
Condenado pela Justiça italiana a nove anos de cadeia desde 2017, em primeira instância, o jogador de futebol brasileiro Robson de Souza – o vulgo “Robinho” – encontrou na política um jeito de tentar desviar a atenção da torcida que vibra para que cumpra o que deve. Sentenciado num processo de violência sexual em grupo, que teve como vítima uma moça de 23 anos de origem Armênia, Robinho ocupa nos últimos dias os principais destaques dos meios de comunicação no mundo todo, dividindo atenções com o senador Chico Rodrigues, profundissimamente relacionado ao bolsonarismo, e o traficante “André do Rap”, solto da prisão por decisão do STF. Naquilo que deve julgar ser “estratégia” para limpar a área, o jogador adotou postura comum a um perfil político muito em voga. E partiu para cima da Rede Globo, acusando-a de agir contra ele e ameaçando usar camisa com o xingamento “Globolixo” estampado, traje bem comum aos admiradores do presidente da República. Sim: atacou quem o expôs. Por mais estranho que possa parecer, em vez de buscar apresentar à Justiça argumentos e provas que o inocentem, Robinho se volta contra a Imprensa. Não que a Globo seja um exemplo de isenção, mas, com perdão pela comparação, essa atitude é como a do atleta que deixa de disputar bola em campo com os adversários e vai bater boca com repórteres de pista. Robinho, na verdade, faz com isso uma política ruim, ineficiente e sem substância. E se iguala a Jair Bolsonaro, citando-o como referência moral que tem e como outra vítima da mídia. É, afinal, o mesmo que o “mito” costuma fazer.

Marca indelével
Para se ter ideia do tamanho da encrenca em que Robinho se meteu, vale ressaltar que o caso dele foi tratado pela Justiça da Itália como “autoacusação”, mediante as provas obtidas pelos investigadores. Essa figura jurídica o enreda mais do que o enredaria uma confissão perante o tribunal. Essa situação o escala no mesmo time do ex-goleiro Bruno e do também ex-atacante Ronaldinho Gaúcho.

Desabrasileiros
Aliás, Robinho pode ser colocado hoje no rol dos piores brasileiros – reservado aos que sujam o nome do País para o mundo inteiro, no qual já têm espaços garantidos Fabrício Queiroz, Abraham Weintraub, Olavo de Carvalho, Ricardo Salles, Alberto Yousseff, o finado Adriano da Nóbrega e os matadores da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista dela, Anderson Gomes.

Quem?
Outro “aliás”: completaram-se ontem 950 dias do assassinato de Marielle e Anderson. A Polícia do Rio de Janeiro nem a Polícia Federal conseguiram apontar quem mandou matá-los.

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Outros toques
Não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas me veio a lembrança: o apelido do procurador da República Roberson Pozzobon, centroavante do time da Operação LavaJato, é “Robinho”. O “Robinho” paranaense é apontado como um dos que diblaram a Justiça para colocar o ex-presidente Lula na cadeia durante dois anos, deixá-lo assim em impedimento para não concorrer às eleições de 2018 e, consequentemente, abrir espaço para que Jair Bolsonaro entrasse na área, sem marcação, e fizesse o gol que lhe rendeu a Presidência da República.

Na pauta
A Câmara federal pode votar hoje (terça, 20.10) Medida Provisória que cria incentivo contábil para estimular bancos a emprestarem dinheiro de capital de giro a micro, pequenas e médias empresas em razão da pandemia de covid-19.

Foco
O incentivo mira nos empréstimos a empresas cuja receita bruta tenha sido de até R$ 300 milhões em 2019. Será na forma de um crédito presumido a ser apurado de 2021 a 2025 em igual valor ao total emprestado às empresas. Contudo, os empréstimos deverão ser contratados até 31 de dezembro de 2020.

Necessário
Começou a tramitar na Assembleia Legislativa do Ceará projeto que cria um Banco Comunitário de Cadeiras de Rodas e Similares no Estado. A ideia é do deputado Audic Mota (PSB). O texto define meios de o poder público receber, em doações, cadeiras de rodas e as repassar para famílias que necessitam.

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Acredite se quiser
Há no Senado um movimento se articulando para defender o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), encontrado pela Polícia Federal com cerca de R$ 30 mil enfiados entre as nádegas – sem contar outros R$ 60 mil escondidos num cofre em casa, em Boa Vista.

Posição constrangedora
A posição dos senadores que se organizam para blindar, proteger ou o que quer que seja em relação ao ex-vice-líder do governo de Jair Bolsonaro é, literalmente, suja. Tão suja quanto as cédulas que, segundo se averiguou na PF, estavam meladas de fezes.

YouTube
Eu e a jornalista Eveline Frota criamos canal de vídeos no YouTube – chama-se “Coluna da Hora”, com análises, entrevistas, variedades e clipes musicais.

No ar


Desde sábado último estamos veiculando entrevista com o deputado estadual Acrísio Sena (PT). Acrísio é autor da lei que institui no Ceará uma Delegacia de Polícia para Crimes Cibernéticos. Inscrições, comentários e acionamento das notificações: https://www.youtube.com/colunadahora.

Ao vivo
Às terças e quintas-feiras temos lives no Instagram, também com a marca “Coluna da Hora”. Começamos sempre às 17 horas e nossos encontros com internautas duram uma hora. Pode-se acessar e participar da Coluna da Hora no Instagram pelos perfis @evefrota ou @robertoamaciel.

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