Empresários dão insights sobre negócios

Como inovar em modelos de negócios? Como ter mais eficiência nas operações? Como tornar minha empresa atrativa para investidores? Para responder essas e outras perguntas do universo dos negócios, o Grupo Bittencourt – consultoria especializada no desenvolvimento, gestão e expansão de redes de negócios e franquias – reuniu os maiores nomes do empreendedorismo do país.

Internacionalização e business exchanges, transformação digital, gestão e liderança e comportamento do consumidor também foram abordados. Magazine Luiza, Grupo Boticário, Riachuelo, Vivo, Chilli Beans, Hering, Natura, Xiaomi, 99, Intimissimi, Johnson & Johnson, Dior, Reserva, Burger King Brasil,  Arezzo, Mercado Pago e Nespresso são alguns dos nomes de peso que se reuniram para discutir insights sobre negócios no BConnected: maior evento 100% online e gratuito sobre redes de negócios e franquias da América Latina.

Veja os principais destaques do evento:

Aprendizados durante a pandemia

Caíto Maia, um cara revolucionário - Portal PARAIBA.COM.BRPortal  PARAIBA.COM.BR


Caito Maia (foto), CEO da Chilli Beans, se reinventou durante o período e chamou os empreendedores para uma reflexão. “A gente vai sair da pandemia diferente de como a gente entrou: ou melhor ou pior. Acho que todos os empresários têm de ter essa reflexão de como sair melhor e aproveitar as oportunidades gigantescas que vão acontecer. A gente tem que olhar positivo, olhar pra frente, aprender as lições de evolução de 2020 e colocar todas em 2021, porque 2021 vai bombar”, afirma.

No período de pandemia houve muitas quebras de paradigmas, segundo Melissa Vogel, CEO da Kantar Ibope Media no Brasil: “A partir do momento que as pessoas se abrem para experimentar você já tem a  chance de criar novas culturas. Não foram só as pessoas, as empresas também tiveram que se reinventar”.

Na visão de Iuri Miranda, CEO da Burger King (BK) Brasil, a pandemia do Covid-19 foi catalisadora de diversas tendências no mercado como um todo, entre elas o maior entendimento das necessidades do consumidor. Para ele, uma empresa de sucesso é feita de pessoas e para pessoas. “Não conseguimos fazer com que o consumidor compre o que a empresa quer vender, pelo contrário: precisamos vender o que ele quer comprar. É uma mudança de mindset. Além disso, as empresas precisarão estar prontas para atender no canal que o consumidor quiser, personalizando ofertas e mesclando contactless (pagamento sem contato), atendimento com contato, digital ou por drive-thru… As companhias precisam ter agilidade de aprendizado para se adaptarem aos desejos do novo consumidor”, pontua.

Cultura
Artur Grynbaum, CEO do Grupo Boticário, defendeu a cultura como um ponto de atenção dentro das organizações e enfatizou o  papel de uma grande empresa na sociedade. “Cultura é fundamental em qualquer negócio, ainda mais em uma empresa como a nossa que tem esse relacionamento de confiança com o consumidor. Muitas pessoas colocam em um quadrado, sem se preocupar se está sendo colocado na prática, mas cultura é uma coisa viva, não é um pedaço de papel. É como as pessoas se comportam no dia a dia e como a liderança atua.  O que não pode existir é apenas uma jogada de marketing, uma ação pontual para ganhar dinheiro sem responsabilidade”, argumenta.

Na visão de Diego Barbosa, diretor sênior D2C da Whrilpool, que também participou do evento,  tudo começa com o consumidor. “Concordo que precisa de uma estrutura completamente dedicada. É muito importante ter as pessoas certas, com competência e liderança para realizar e é fundamental saber que é um processo que não é feito da noite para o dia. Precisamos ter consistência ao longo do tempo”, pontua.

Futuro do varejo físico
Paula Andrade, VP de varejo da Natura,  Elio Silva, diretor de marketing da Riachuelo, Camila Salek, sócia-fundadora da Vimer Experience  e Lyana Bittencourt, diretora executiva do Grupo Bittencourt, se reuniram para falar sobre as transformações do novo varejo.

Na visão de Salek, o varejo é o coração da conexão entre pessoas e marcas e há uma grande oportunidade de unir dados e design para conseguir trabalhar de forma mais estratégica, gerando uma jornada cada vez mais imersiva dentro do ambiente físico. “Chegamos no fim de uma era analógica de varejo, onde toda a ‘matriz padrão’ do que conhecemos como certo no consumo vai mudar em pouco tempo. Essa transformação já estava acontecendo, mas foi acelerada pela pandemia. O consumidor é protagonista do novo varejo. A nova era de consumo em uma loja não pode ser simplesmente um estoque de oferta de produtos. O varejo lab ouve, coleta dados, pesquisa, testa, dá oportunidade para o consumidor fazer parte e criar junto”, explica.

Elio Silva, diretor de marketing da Riachuelo, completa afirmando que, nesse processo, a  transformação digital é uma mudança cultural, não uma iniciativa específica. “Atualmente não existe uma área de e-commerce na Riachuelo, existe uma empresa voltada para o digital. O varejo sempre foi um lugar de mudanças rápidas, mas a diferença é que antigamente o consumidor demorava para ter acesso a algumas coisas e hoje ele tem acesso rápido. Sobreviveu quem soube se reinventar e entender que vivemos um momento de transformação contínua. O varejo precisa ter velocidade para testar, aprender e entregar bem depois da curva da aprendizagem”, elucida.

Sobre o Bconnected
Com o tema “Tração & Ação: Negócios ágeis, relevantes e escaláveis”, o BConnected é resultado da união de expertises do Grupo Bittencourt, que há dez anos promove o Fórum Internacional de Gestão de Redes de Franquias & Negócios, reconhecido por reunir presencialmente as principais lideranças empresariais, com a TD, a maior realizadora de eventos online do país.

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