Microempresários contam como conseguiram driblar a crise se reinventando na Internet

Rafaela Oliveira abriu uma loja logo antes da recessão causada pela Covid-19 e, pouco tempo depois, se viu desesperada quando eclodiu a crise. “Precisei, da noite para o dia, mudar todo o foco do meu negócio, que precisou deixar de ser físico e virar virtual”, lembra.

A moça, experiente vendedora, precisou se reinventar para vender online, algo novo para ela. Pode parecer simples colocar anúncios na rede e fazer vendas, mas não é. Há dicas e truques para tornar o negócio mais atraente e fazer seu anúncio parecer mais interessante em relação aos outros. Não apenas para o comércio.

A advogada Izabela Oliveira não dominava a internet, mas conseguiu criar seu próprio site e atrair clientes. A consultora Ellen Moraes, especialista em negócios e marketing digital, explica que dominar este mundo é requisito obrigatório. O erro de muitos que querem empreender ou ampliar seus negócios de forma online é não ter noção dos mecanismos disponíveis, “muitos apenas vêem a internet como um grande espaço de classificados ainda, mas não é, tem que saber onde e como anunciar e de que forma captar e cativar novos clientes todos os dias”, afirma a especialista.

Ellen Moraes (foto) criou o método EPI (Expandindo Pela Internet), procurado por diversos microempreendedores, o que fez com que não quebrassem nesta crise. A técnica consiste em aprimorar as ferramentas de captação de clientes pela internet. O curso, com preço acessível, ajudou pessoas como a Rafaela Oliveira, citada no início desta matéria. “Eu sabia vender e gerir uma loja, mas na hora de ir para a internet vi que havia diferenças, a linguagem é outra, além da possibilidade falar com clientes de todo Brasil”, afirma.

Assim como Rafaela, o empreendedor Régis Barreto viu que precisava de mais do que uma boa conexão, um computador e um smartphone. “Depois que descobri como usar o Google ADS, aumentou em 200% a clientela, precisei até paralisar os anúncios e reagendar clientes”, conta. 

Para Ellen Moraes, não dominar as ferramentas disponíveis significa quase uma sentença. “Facebook ADS, Google ADS, Instagram, tudo isso tem que estar na ponta da língua do profissional, não podem mais ser termos desconhecidos”, afirma. Da mesma forma que saber conceitos básicos de imagem é requisito fundamental. “Sempre ensino no meu curso a dominarem as ferramentas de anúncio e as redes sociais, e isso inclui saber fazer boas fotos e vídeos, pois é o que atrai o público, além de criar um bom site”, salienta.

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