Do cafezinho às contas estruturais: saiba o quanto um coworking oferece de economia a sua empresa

No Brasil, a procura por coworkings tem crescido consideravelmente nos últimos anos, segundo estudo realizado pelo Coworking Brasil, em 2019 o número de espaços compartilhados aumentou 25% em relação ao ano anterior, chegando a 1.497 locais para trabalho em 125 municípios do país. Muito dessa procura justifica-se pela busca por redução de custos e até mesmo otimização de processos.

Para se ter ideia de valores que uma empresa chega a economizar ao decidir a mudança para um coworking, uma pequena empresa situada na Grande São Paulo, com dez colaboradores, gasta em média, R$1.500 mensais, com insumos de utilização coletiva como sabonetes, papel higiênico, produtos de limpeza, café, açúcar etc, que por vezes, não são lembrados ao se calcular os custos gerados todos os meses, mas que estão presentes nos custos.

Já quando falamos em contas estruturais como água, luz, internet, alguém para limpar o local, entre outros, são gastos cerca de R$2.500 por mês, sem contar custos como IPTU, seguro empresarial, manutenção geral, etc.

O aluguel de uma casa ou sala comercial pode custar, ainda na Grande São Paulo, para comportar dez pessoas, R$5 mil, dependendo da localização escolhida. Somando os custos fixos, essa pequena empresa tem mensalmente, um investimento de R$9 mil para manter sua operação, que, mudando a equipe para um coworking, esse valor pode ter uma redução de 78% inicialmente.

Em uma estimativa realizada na calculadora disponível no site do Vem pro Coworking, projeto sem fins lucrativos que tem auxiliado empresas a entenderem o quanto de economia um espaço compartilhado pode gerar, essa mesma empresa vai desembolsar por mês, uma média de R$2 mil para uso de espaço diário, com serviço de endereço fiscal e 40 horas de sala de reunião.

Segundo Breno Caires idealizador do Vem pro Coworking, a alternativa de espaços compartilhados é para as empresas não apenas uma solução para economizar, mas também para que as equipes possam produzir mais. “As pequenas empresas e as que estão começando agora, nem sempre dispõe de profissionais para cuidar da compra de insumos e essa função acaba dividindo a atenção do empreendedor entre o seu tempo de produção e as necessidades para que o espaço físico do escritório possa operar com qualidade. Além de promover economia, oferece também foco total no business da empresa, já que todas as necessidades operacionais passam a ser oferecidas pelo coworking”.

Outro benefício apontado por Caires é a praticidade que o modelo oferta à retração e à expansão dos negócios. “Se as empresas necessitam crescer, abrir novas filiais ou até mesmo enxugar operação, estando em coworking, tudo isso é resolvido de maneira prática, em poucos dias ou até mesmo horas, sem burocracia. Não há preocupação com compra de móveis ou com o que fazer com as mobílias de um espaço maior que não servem para um escritório menor. Tudo é muito mais simples e as empresas ainda ganham com o networking gerado entre os usuários dos espaços”, finaliza.

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