Governança corporativa garante competitividade às instituições de ensino, afirma especialista

O presidente da Mesa Corporate Governance, Luiz Marcatti, participa nesta quinta-feira (3.12), às 15h, do encontro virtual “IV Painel Sindepes/DF”, organizado pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos Particulares de Ensino Superior do Distrito Federal. Marcatti debaterá os desafios da alta administração das instituições de ensino diante da nova realidade e vai mostrar a relevância da governança corporativa para a competitividade e as provações que o setor da educação enfrenta diante da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Com moderação do professor Luiz França, presidente da entidade, o evento é gratuito, e os interessados poderão acompanhar pelo canal do Youtube https://www.youtube.com/watch?v=b6J2iBVG14o

Na avaliação de Marcatti, a estruturação de boas práticas de governança corporativa representa a alta administração. Sócios tomam as principais decisões, definem as diretrizes e objetivos estratégicos e controlam atividade e performance, diante de regras bem estabelecidas para o fortalecimento e continuidade do negócio. O conjunto de processos formalizados é o que torna uma companhia atrativa e competitiva no mercado em que atua. “No Brasil, a maioria dos grupos educacionais é controlada por famílias empresárias e não tem governança formalizada, o que prejudica em momentos consolidação do negócio e até mesmo quando buscam capital para investimento”, explica o executivo.

Diante da crise atual, o setor educacional foi um dos mais atingidos pela pandemia, que trouxe impactos financeiros e acadêmicos para as escolas. A suspensão das aulas presenciais e a queda da renda de muitas famílias contribuíram para a alta taxa de inadimplência e de evasão de estudantes. “O ponto chave da discussão é entender qual será o modelo educacional que será proporcionado nos próximos anos, além de como a população irá conseguir se estruturar, pois atualmente o acesso a crédito estudantil e ao financiamento estão cada vez mais repreendidos”, afirma o presidente da Mesa.

Desafios do futuro

Há poucos anos, ter um diploma de graduação era a garantia para conseguir o emprego tão sonhado por muitos brasileiros. Recentemente, essa mudança de comportamento foi quebrada e a visão de um futuro melhor está em transformação. Em países europeus e nos Estados Unidos, por exemplo, a demanda por cursos técnicos tem ganhado visibilidade e cada vez mais adeptos. “Com acesso à informação e internet em qualquer lugar, observamos o crescimento dos cursos abertos virtuais disponíveis em todo o mundo. Grandes corporações dispensam a exigência de formação acadêmica e olham mais para as habilidades auto didáticas dos profissionais para determinados cargos”, informa Marcatti.

Na opinião do presidente da Mesa, o cenário pós-pandemia para o setor educacional é desafiador, mas acredita que 2021 será um ano para entender os aprendizados da pandemia, criar novas oportunidades e projetar novos rumos para os todos os setores da economia.

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