Negócios digitais: Fique por dentro do “novo mercado”

Uma nova Era de mercados, revolucionada pela internet, tem ganhado força ultimamente. Chamados de negócios digitais, empresas como a Amazon, Uber, iFood, que utilizam exclusivamente a internet para produzir e comercializar seus serviços. A mestre em comportamento de consumo digital, especialista em transformação digital  e negócios digitais, Fátima Bana, declara que esses novos modelos vieram para ficar e que a era digital alterou o cenário de relação entre os clientes e as empresas, que precisam cada dia mais investir em transformações digitais para não ficarem ultrapassados.

Quando a empresa começa a sua atuação de maneira online, automaticamente ela ganha uma velocidade maior perante as outras, porém hoje todos somos digitais. O consumidor não é mono canal, assim como as empresas não podem ser.Para a especialista, alguns elementos são primordiais para um negócio tradicional se encontrar nesse universo. “O primeiro deles é a conectividade e decisão de mudar (partindo do princípio que é fundamental mudar junto com o cliente e a empresa é consciente disso), seguido pela proximidade com o público”. As pessoas querem estar próximas dos produtos/ serviços que gostam e por isso investir em relacionamento é fundamental. “Interagir e conhecer os hábitos dos seus consumidores é o mínimo que uma empresa precisa fazer, além de investir em novos modelos de negócio e em marketing contínuo, o que fará com que o negócio digital ganhe relevância a ponto de ser pesquisada e procurada pelas pessoas (mas antes disso, há muito o que ser feito, isso, é apenas a cobertura do bolo”- explica.

Fatima ainda reforça que a maneira de pensar e fazer negócios foi impactada por essas transformações digitais, fazendo com que o objetivo da empresa não fique restrito apenas a venda, mas seja pautado em inovação. “Temos hoje uma constante busca pelo “entender o consumidor” e infelizmente em grandes estruturas, ainda há muita resistência para isso. Uma vez que toda empresa mira o lucro, ela precisa entender que uma empresa só tem lucro se ela tiver clientes; e estes clientes estão cada vez mais sendo assediados pelos concorrentes” – destaca a especialista em comportamento de consumo digital.

Mas restringir a transformação digital pela presença em redes sociais, anúncios no google e atendimento via WhatsApp, é um erro. “Não se deve gastar 1 real antes de garantir que esse número gere algum retorno, antes que as métricas de avaliação estejam definidas e alinhadas. CRM, Conteúdo, Mídia Paga, Orgânica, On, Offline – tudo isso vem junto com mensuração” – afirma.

Processos devem ser implantados e eles podem e devem ser humanizado, porque antes da sua empresa ser B2B ou B2C ela é H2H. “Então, comece pelos processos, depois faça uma revisão sistêmica e não se esqueça que transformação não se faz debaixo pra cima e não preciso nem reforçar que se a empresa não entendeu que é o cliente que paga a conta, ela ainda está no século passado e bem longe de acompanhar esse momento”- conclui a especialista, Fátima Bana.

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