Empresas firmam parceria com serviços para o público desbancarizado na América Latina

A Juvo, empresa de identidades financeiras para a população desbancarizada, firmou parceria com a Mastercard. A Juvo foi aceita no programa global de fintechs da Mastercard, Start Path, em agosto passado. Agora, a Juvo está colaborando com a equipe da Mastercard na América Latina e no Caribe para apresentar sua plataforma Financial Identity-as-a-Service (FiDaaS – Identidade Financeira como Serviço) para centenas de instituições financeiras em toda a região. A plataforma FiDaaS permitirá que essas instituições alcancem uma base muito mais ampla de clientes com dados mais confiáveis e com menor risco, além de impulsionar a inclusão financeira. 

A plataforma FiDaaS da Juvo constrói identidades financeiras usando dados alternativos. Com a ajuda de ferramentas de Machine Learning, a Juvo analisa as transações dos usuários e verifica a aptidão para acesso aos serviços financeiros, para contratação de seguros e para pagar empréstimos. Em toda a América Latina, dezenas, possivelmente centenas de milhões de pessoas estão fora do alcance das agências de crédito tradicionais. Isso cria uma falta de dados significativa sobre quais instituições financeiras podem tomar decisões sobre sua base de clientes. O resultado é que a maioria dos consumidores latino-americanos e caribenhos continua desbancarizada e sem acesso ao crédito, o que reduz significativamente a base de clientes disponíveis no mercado para as instituições financeiras da região.

“O programa Start Path da Mastercard identifica as melhores e mais brilhantes startups de fintech em estágio avançado – a Juvo está definitivamente nesta categoria”, disse Amy Neale, vice-presidente sênior da Mastercard. “Trabalhamos com fintechs para co-inovar e descobrir oportunidades para impulsionar a próxima geração de soluções de comércio, pagamento e soluções de fintech entre a Mastercard, parceiros bancários e comerciais. Ficamos muito impressionados com o histórico de entrega da Juvo para clientes móveis e bancários e com a inovação, robustez e aptidão de sua plataforma FiDaaS.”

“Temos centenas de instituições financeiras, varejistas e fintechs como clientes na América Latina e no Caribe. A plataforma FiDaaS da Juvo pode ajudar cada uma delas a crescer; possui uma excelente adequação ao mercado”, disse Thiago Dias, VP de Estratégia e Laboratórios Fintech, América Latina e Caribe da Mastercard. “O sistema de bureau de crédito tradicional funciona bem em países desenvolvidos, mas em toda a América Latina e no Caribe a falta de dados de crédito restringe o acesso aos serviços financeiros, vitais para centenas de milhões de pessoas aptas a adquirir crédito.”

Usando dados alternativos, a plataforma FiDaaS fornece às instituições financeiras as informações de que precisam para tomar decisões críticas de negócios. Por sua vez, essas novas informações abrirão o acesso aos serviços financeiros para grandes faixas da população, apoiando a busca por inclusão financeira. ”

“Nos últimos 6 anos, provamos a confiabilidade da plataforma FiDaaS, oferecendo aos usuários de telefones móveis em países em desenvolvimento mais de US$ 1 bilhão em microcréditos para adiantamento de crédito de celular. Isso foi importante para ajudar a aperfeiçoar a plataforma FiDaaS, mas com certeza, este acordo com a Mastercard representa um grande passo em direção à concretização da nossa visão para a Juvo”, disse Steve Polsky, fundador e CEO da Juvo. “As instituições financeiras em toda a América Latina e Caribe enfrentam um dilema: os consumidores não conseguem demonstrar sua aptidão de pagamento para obter crédito. Sem acesso ao crédito, no entanto, os consumidores não podem estabelecer sua capacidade creditícia. Usando FiDaaS, as instituições financeiras podem expandir de forma rápida no mercado para seus serviços, minimizando o risco. Os bancos enfrentam novas pressões competitivas além da comoditização de seus serviços transacionais e precisam desbloquear novos mercados, além de fornecer novos serviços. Acreditamos que a criação de identidades financeiras confiáveis e seguras para desbancarizados é a chave para solucionar esse problema”, concluiu Polsky. 

Deixe uma resposta