Gestão de múltiplas gerações é desafio para empresas

Estudo conduzido pelas consultorias ASTD Workforce Development e VitalSmarts aponta que conflitos entre diferentes gerações no ambiente de trabalho possui impacto não só nas relações entre funcionácionarios, mas também no próprio rendimento e produtividade da empresa. A pesquisa revelou que 54,43% dos entrevistados trabalham em empresas contendo pelo menos três gerações, sendo que um a cada três disse que a empresa gasta 5 ou mais horas, equivalente a uma perda de 12% na produtividade. 

De acordo com o administrador da GVM Solutions Brasil, Felipe Medeiros, a gestão de equipes de múltiplas gerações deve articular as qualidades de cada uma de modo a fazer com que se somam e não convergirem. “Existem habilidades e competências mais acentuadas em gerações mais experientes e outras que têm mais destaque nos mais jovens. Transformar essas diferenças em algo positivo como um complemento de habilidades dentro de uma equipe, permitindo uma potencialização de resultados através de um time de excelência multidisciplinar é o diferencial de um bom administrador. Saber alocar cada geração naquilo que desempenham melhor e permitir a participação das diferentes ideias nas tomadas de decisão, com certeza são favoráveis e saudáveis para a empresa.”

A diretora da Ouro Negro Transportes, Priscila Zanette, complementa ao apontar a maleabilidade como característica de um bom líder frente a uma equipe diversa em idade. “A dificuldade de fazer uma gestão de diferentes gerações é a adaptação do líder. Hoje o líder tem que ter multifacetas para poder entender e saber lidar com um time detentor de várias habilidades, valores e jeitos de viver diferentes. Quando todo mundo pensa igual e tem os mesmos maneirismos é mais fácil conduzir a equipe, mas quando se tem um corpo operacional com uma pluralidade muito grande a gestão do líder tem que ser muito mais forte e ativa. Há de se conseguir adaptar-se a cada pessoa, sendo que quem se molda não é a equipe, mas sim o líder para poder fazer com que cada um atinja seus objetivos enquanto membros da empresa.”

Medeiros ainda ressalta que a maior dificuldade dessa modalidade de gestão é unir os colaboradores e alinhar os processos. “Conseguir gerar empatia entre os profissionais de diferentes gerações é um desafio diário. Convencer o time de colaboradores que eles devem trabalhar em conjunto e ouvir a experiência dos mais velhos e as ideias dos mais novos.”

Um canal de comunicação direto e sem ruídos com a equipe é tido como vital para a conciliação das diferenças e colaboração geral. “Acredito que a melhor forma de se munir das diferenças em prol da empresa é ouvindo. Com visões e experiências diferentes proporcionadas pela distinção de geração, a equipe só há de se beneficiar com essa mistura.”, finaliza Zanette. 

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