A Coluna do Roberto Maciel (quinta-feira 7.1): O Brasil tem um presidente que não faz nada e, sem pudor nenhum, admite isso

Bolsonaro e a admissão da incompetência
A frase do presidente Jair Bolsonaro é multiplamente reveladora: “O Brasil está quebrado e eu não consigo fazer nada!”

Multiplamente reveladora, sim, porque serve como atestado de incompetência do presidente da República tanto como prova do desinteresse de fazer alguma coisa. Ajusta-se também como manifestação da falta de propósitos e da ausência de projetos e, enfim, porque deixa nítida a extraordinária incapacidade de Bolsonaro para qualquer coisa útil. A isso se soma a informação de que há no País 39,9 milhões de pessoas atoladas na mais amarga miséria e, pior, sem perspectivas de sair dessa trágica situação. O próprio governo, por meio do Ministério da Cidadania, aponta que o número de famílias em extrema pobreza cadastradas no Cadastro Único para programas sociais é de 14 milhões. Só na gestão atual, esse contingente avançou 1,3 milhão em comparação com os números deixados por Michel Temer. Em suma, diz que não faz nada equivale a perguntar “e daí?” diante da sucessão avassaladora de mortes pela covid-19.

Pastel e caldo de cana
O mais grave é que Jair Bolsonaro parece se conformar com a incompetência para fazer algo contra a crise em que ele e Paulo Guedes, o ilusionista ocupante do Ministério da Fazenda, enterraram a nação. E, embora acate pacificamente essa situação, espernear contra coisas completamente desimportantes:

Portas fechadas
Bolsonaro não dialoga nem tem como dialogar. Ele mesmo fechou portas para o público interno da política, formado por prefeitos e governadores e parte do Congresso. A estratégia do presidente é criar crises, espalhar notícias falsas e inventar teatrinhos para xingar adversários, como fez com a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), ou para enganar trouxas – como quando articulou uma claque de apoiadores no mar da Praia Grande, no fim de 2020. Ele se nutre de problemas, assim como os nutre, para estruturar desculpas para a incapacidade até de pensar. Bolsonaro só é competente para se mostrar incompetente. E não se incomoda de fazer diferente.

Repudiado
Jair Bolsonaro, num comportamento inverso ao que tem, deveria tentar marcar uma audiência com o presidente eleito dos Estados Unidos para tratar dos interesses dos dois países. Não dá, porque hostilizou Joe Biden para adular o adversário dele, Donald Trump; Poderia buscar uma conversa com Emmanuel Macron, na França – não dá, pois achincalhou a esposa dele; Poderia tentar um encontro com Angela Merkel, a chanceler alemã, mas isso é impossível, por ter também se atritado com ela; E que tal conversar com argentinos, bolivianos, venezuelanos, uruguaios, chilenos e cubanos? Nem pensar, pois os tratou sem o mínimo da educação que se recomenda a qualquer pessoa. Repetindo: Bolsonaro não dialoga nem tem como dialogar. Nem com quem dialogar.

O outro lado
E é legítimo avaliar que Bolsonaro não diz a verdade quando reconhece que não faz nada. Afinal, ele está se mostrando um operoso atentador contra a saúde pública. Ou seja, está fazendo algo, sim, mas contrariamente aos interesses dos brasileiros. Ontem, ele suspendeu a compra de seringas e agulhas para a vacinação contra a covid-19. Ganhou mais tempo na insana proposta de deixar a população à mercê do coronavírus.

Na mão
O grupo Globo, dono da Rede Globo, do portal G1 e de outras marcas das comunicações nacionais, conquistou 15 prêmios nacionais de comunicação na Internet, concedidos pelo portal iBest. O youtuber Felipe Neto ficou com cinco prêmios, empatado em segundo lugar com o grupo francês Webdia.

Reconhecimento
Estreante na Câmara de Fortaleza, o vereador Lúcio Bruno (PDT) já encaminhou o primeiro projeto como parlamentar. Ele está sugerindo selo que reconheça empresas que investem em lazer e esportes na cidade.

40 do 13
E o recesso parlamentar de fim de ano parece ter sido bem proveitoso para a vereadora petista Larissa Gaspar. Numa só tacada, ela pôs para tramitar na Câmara de Fortaleza 40 propostas. Isso mesmo: quarenta!

Muda?
Outro estreante, Danilo Lopes, quer mudar o tradicional nome de Parque Manibura, que identifica bairro na região leste de Fortaleza, para Raquel de Queiroz, em homenagem à escritora cearense.

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