Com ligeira elevação em 2020, setor de implementos projeta 10% de crescimento para 2021

Mesmo com as dificuldades impostas pela pandemia de coronavírus, a indústria de implementos rodoviários fechou 2020 com saldo positivo. No comparativo com 2019, o mercado interno registrou uma ligeira alta de 0,77% no número de emplacamentos, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (ANFIR). Ao todo, o setor emplacou 121.891 mil unidades no período, contra 120.962 no ano anterior.

Só o agronegócio foi responsável por mais de 40% dos negócios de implementos pesados. Outros setores que tiveram destaque são o da construção civil, com a retomada de lançamentos prediais e obras de infraestrutura, e o de transporte de medicamentos e alimentos. De acordo com a entidade, a reação destes segmentos pode ser considerado o principal fator para a estabilização das perdas registradas no início do ano (em abril, a indústria esperava uma queda de 30% no ano).

Das sete categorias do segmento de leves, ao menos três tiveram elevação nos índices: as betoneiras para atendimento da construção civil, com 890 unidades entregues e alta de 56%, além dos tanques (8,54%) e basculantes (6,84%). Já a categoria de baús alumínio e frigorífico registrou 24,3 mil entregas e fechou o ano com queda de 1,28%. Com 13 mil emplacamentos, os graneleiros e carga seca tiveram retração de 16,73%. No geral, o segmento somou 54,5 mil unidades comercializadas – recuo de 5,19%.

Cenário desafiador

A 4TRUCK, uma das maiores empresas de implementos para o segmento leve do País, ilustra bem como foi o desafio para o setor em 2020. “O ano começou em alta, com muitas demandas e produção a todo vapor. No segundo trimestre, o mercado sofreu com a retração causada pela pandemia. Depois, tivemos a falta de caminhões, resultado do impacto na produção. No último trimestre, a dificuldade foi o recebimento de matérias-primas”, comenta o especialista e CEO da marca, Osmar Oliveira.

Para ele, além dos setores que reagiram e, no geral, elevaram os índices, as vendas relacionadas às datas comerciais, como a Black Friday, ajudaram a impulsionar o segmento. “A 4TRUCK encerrou o ano com um crescimento de 12%, mesmo em meio ao cenário atípico e desafiador de 2020. Claro que está aquém do que planejamos em 2019, mas é uma grande vitória fecharmos em alta, mantendo todos nossos serviços com agilidade e excelência. A recuperação está acontecendo”, avalia. 

Projeções para 2021

A Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (ANFIR) projeta uma alta de até 10% nas vendas de implementos e prevê que o protagonismo ficará com a linha de leves neste ano – o maior desafio, segundo a entidade, será a pressão causada pelo aumento de preços. Já a 4TRUCK espera um crescimento de 15% para 2021, levando em consideração as perspectivas do mercado, com os fatores de retomada da economia a partir do início da vacinação, além de uma carteira reforçada de frotistas e transportadores. 

“Com a questão da saúde mais estável a partir da chegada da vacina contra a Covid-19, as coisas tendem a melhorar em termos econômicos. Por isso, pretendemos nos manter como referência no fornecimento de implementos para a linha leve e aumentar ainda mais nossa participação na implementação de produtos ‘isotérmicos’ para cargas especiais (como vacina e medicamentos) e unidades móveis. Apesar das notícias difíceis já neste início de ano, como a do caso Ford, temos esperança de que este será um ano muito produtivo”, finaliza Osmar Oliveira.

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