Afrofuturismo: lideranças de de Angola, Cabo Verde e Moçambique debatem ecossistemas de inovação

A terceira edição do Festival Afrofuturismo será realizada em 29 e 30 deste mês e pela primeira vez será 100% on-line. O evento discute tecnologia, inovação, empreendedorismo, arte e cultura na comunidade africana e afro-brasileira, como o Painel Startups: África e Diáspora – Demo Day, que abordará os ecossistemas de Angola, Brasil, Cabo Verde e Moçambique. O festival é apresentado pela Qintess, fornecedora de soluções de tecnologia reconhecida como uma das 100 empresas mais inovadoras do País, e a Vale do Dendê, centro de inovação para as periferias de Salvador. Fruto de duas edições do evento “Ocupação Afro.Futurista”, realizados em 2017 e 2018 pela organização Vale do Dendê em parceira com o Instituto Mídia Étnica na Estação da Lapa – maior estação de ônibus e metrô do Norte-Nordeste, onde passam aproximadamente 500 mil pessoas, o festival de tecnologia visa popularizar temas como cultura digital e inovação com apresentação da Qintess.

O festival trará lideranças, criadores e artistas de diferentes países da África e brasileiros para discutirem sobre o afrofuturismo nas artes, suas estéticas e as novas narrativas que estão surgindo globalmente. “Faremos uma rodada de conversas para discutir formas sobre como utilizar a tecnologia para integrar as comunidades africana e afro-brasileira”, revela o ganês Nana Baffour, que atualmente é Chairman, CEO & Chief Culture Officer da Qintess, uma das 10 maiores empresas de tecnologia do Brasil.

“Outro tema muito contemporâneo a ser discutido é como a inteligência artificial e os algoritmos têm refletido o racismo estrutural”, complementa Paulo Rogério Nunes, CEO da Vale do Dendê. Seguindo a programação, uma das mesas mais esperadas vai reunir lideranças de startups angolanas e brasileiras para falar sobre os ecossistemas de startups em países como Brasil, Angola, Cabo Verde e Moçambique.

O Afrofuturismo é o primeiro e único festival de tecnologia que concentra temas como cultura digital e inovação em Salvador (BA). Desta vez, o conteúdo poderá ser acessado de todo país, por meio da edição on-line. A ideia é destacar o protagonismo negro, reunindo profissionais de tecnologia, artistas inovadores e influenciadores, ajudando a suprir a crescente demanda por histórias inspiradoras sobre o legado africano, além de dar visibilidade a seu universo criativo e empreendedor.

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