Delivery cresce e Grupo TrendFoods comemora bons números diante de ano desafiador

O ano de 2020 foi crucial para negócios de diversos segmentos. Pressionadas por uma crise sanitária e econômica, muitas empresas brasileiras tiveram que fechar suas portas. Porém, houve aquelas que, frente aos muitos desafios, conseguiram se adaptar e até manter um crescimento. É o caso das redes do Grupo TrendFoods: China in Box e Gendai.

Em um ano tão complexo por conta da pandemia do coronavírus, o crescimento do grupo foi possível graças à operação delivery de China in Box – pioneiro na atividade – e Gendai – a partir da liberação do funcionamento dos shopping centers. Enquanto a marca de comida chinesa teve uma alta de 30% no delivery – que iniciou em abril e segue até o momento -, a de culinária japonesa teve de 300%. “Vale ressaltar que a base de pedidos do China in Box já era alta. Já o Gendai, mesmo tendo implantado o delivery em meados de 2015, tinha uma base pequena. Antes da pandemia, como a atividade era mais voltada para o consumo nas praças de alimentação, o faturamento via delivery era em torno de 15%”, explica Carlos Sadaki, presidente do Grupo TrendFoods.

Criado em 2008 pelos empresários Robinson Shiba e Carlos Sadaki, o Grupo TrendFoods é considerado o maior grupo especializado em fast-food, restaurantes e delivery do Brasil. Neste ano atípico, a companhia se viu obrigada a recuar seus planos de expansão e a equilibrar as distintas experiências pelas quais as duas redes passaram. Enquanto a empresa tentava resolver os problemas dos franqueados Gendai – cujas lojas focadas na culinária japonesa operam em shopping centers, locais que não foram liberados para funcionar no começo da pandemia -, ela também precisava potencializar as oportunidades da bandeira China in Box.

“A pandemia nos afetou de duas formas diferentes, mas também nos proporcionou muitos aprendizados”, destaca Sadaki. “O Gendai sofreu o maior impacto, com redução no movimento e na receita em 2020. Foi preciso um esforço muito grande para manter um certo faturamento dentro da rede. No auge da pandemia, nos aproximamos mais dos franqueados, dando orientações, ajustando os custos, negociando com os shoppings e aguardando o momento da flexibilização”, diz.

Já o China in Box, maior rede de delivery de comida chinesa da América Latina, continuou com a sua operação delivery e conseguiu fechar o ano com um crescimento de 10% em relação a 2019. Porém, a marca teve que enfrentar o rápido aumento da concorrência, uma vez que a inclusão do serviço de entrega de comida em domicílio foi a saída para muitos estabelecimentos não quebrarem. “Com o mercado inflando, decidimos impulsionar nossos esforços para o modelo dark kitchen, que já havíamos começado em algumas unidades no segundo semestre de 2019”, conta Sadaki.

Dark Kitchen é quando a estrutura de cozinha, equipe e logística de uma marca já estabelecida é utilizada para outras novas marcas, apenas para delivery e com pedidos feitos via marketplace. Uma unidade física China in Box pode ter até cinco dark kitchens de cozinhas diversas. A princípio, foram lançadas as dark kitchens Gokei e Owan de comida asiática. Além disso, o grupo decidiu que o Gendai se apresentasse também como dark kitchen e começou a apostar em outras culinárias, como a italiana e havaiana (poke). “Traçamos essa estratégia com o objetivo de abrir um leque maior de cardápios para o consumidor. Por meio de diversas marcas, foi possível trazer volume e faturamento para uma mesma loja”, detalha o executivo.

Balanço 2020 e expectativas para 2021

A pandemia inviabilizou as inaugurações previstas para o ano e apenas duas lojas físicas de China in Box foram abertas. Por outro lado, a mudança de estratégia do Grupo TrendFoods possibilitou que, neste ano de 2020, fossem abertas 101 dark kitchens em unidades China in Box, sendo 76 da marca Gokei, 16 de Frooty e 9 de Gendai. Com isso, o faturamento bruto deste modelo de negócios foi de R$ 32 milhões, enquanto as lojas físicas de China in Box e Gendai geraram R$ 340 milhões e R$ 70 milhões respectivamente.

Para o pós-pandemia, o executivo aposta que a força do delivery deverá se manter. “É uma de nossas teorias. Hoje, 20% dos nossos pedidos são cadastros novos, ou seja, pessoas que não estavam na nossa base de dados. Pessoas que não tinham o hábito estão pedindo refeições para consumir em suas casas. O mercado aumentou e eu acho que vai existir um residual após a pandemia, pois muita gente gostou da experiência e achou uma boa alternativa”, diz Sadaki.

Para 2021, a expectativa do executivo é de crescimento para China in Box (5%), Gendai (10%) e, principalmente, para todas as marcas de dark kitchen (o Grupo espera um incremento de 50% para o formato em relação a 2020). “Apesar das dificuldades, vejo o ano de 2021 com olhos otimistas. Para mim, a virada de chave será a vacina. Depois dela, vamos precisar nos preparar para atender uma outra demanda que até então estava reprimida. Muita gente ainda em casa e ávida por retomar seus hábitos de consumo. Acredito que estamos próximos desse novo momento”, finaliza.

TRENDFOODS EM NÚMEROS
Faturamento (janeiro a dezembro 2020):China in Box: R$ 340 milhõesGendai: R$ 70 milhõesDark Kitchens – todas as marcas: R$ 32 milhões 
Total de lojas físicas (2020):China in Box: 144 lojas. Presença em 21 estados mais Distrito FederalGendai: 51 lojas. Presença em 3 estados mais Distrito Federal Total de Dark Kichens (2020):Dark Kitchens – todas as marcas: 208. Presença em 21 estados mais Distrito Federal.
Previsão de inaugurações em 2021:China in Box: 6 lojasDark Kitchens Gendai: 20Dark Kitchens Gokei: 20
Expectativa de crescimento em 2021 (ante 2020):China in Box: 5%Gendai: 10%Dark Kitchens – todas as marcas: 50%

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