A Coluna do Roberto Maciel (sábado, 06.02): A Imprensa vai pedir perdão a Lula, ao Brasil e aos brasileiros pelas armações com a Lava Jato?

O jornalismo deve se submeter à ética, à verdade e à justiça
Fui, como alguns leitores lembram, ombudsman do jornal O Povo, de Fortaleza. A convite de um grande articulador, gentil e irrequieto agitador de inteligências, Demócrito Dummar, o presidente do grupo, me ocupei no ano de 2003 das funções institucionais do representante dos leitores naquele quase centenário órgão de Imprensa. Sou grato a Demócrito por experiência tão rica, assim como devo manifestar sempre a acolhida respeitosa, responsável e coerente da direção da empresa e da Redação de todas observações apresentadas pelo público e por mim. Não venho aqui dizer que não houve momentos de tensão e divergência, mas a sinceridade me determina destacar a obediência rigorosa do O Povo a princípios éticos da verdade e da justiça, ao bom e profícuo relacionamento que os segmentos com os quais dialoga. Até um livro sobre ouvidoria, em parceria com as professoras Adísia Sá e Fátima Vilanova,, tive a oportunidade de lançar. Isso posto, noto que o reconhecimento de erros e o esforço para preveni-los se mostraram, naquela minha experiência, bússolas indispensáveis para o bom jornalismo exercido pelo O Povo e pelos profissionais que o compunham.

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A Lava Jato falsificou a verdade
O textinho acima tem relação com as provas obtidas pela Polícia Federal na Operação Spoofing (“falsificação”, em inglês), que apurou a interceptação por hackers de mensagens trocadas entre personagens da chamada “Operação Lava Jato” – sobretudo o então juiz Sérgio Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol. Seria a abertura de uma reflexão minha sobre a importância que a verdade tem para a Imprensa. Uma lembrança, enfim, que assim como o Poder Judiciário, a Imprensa só se justifica se for pela inquebrável submissão à verdade.

Desmascarando o jogo descarado
Moro e Dallagnol se afastaram, convenientemente e de mansinho, dos movimentos da Lava Jato. O primeiro virou ministro do beneficiado-mor com a perseguição a Lula. O outro saiu dizendo que iria cuidar da saúde da filha, mas tem aparecido surfando e nunca embalando a criança. Foram eles que, com procedimentos e sentenças manipuladas, viabilizaram a prisão por dois anos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que impediu que ele fosse candidato ao Planalto em 2018 e que, desse modo, abriram caminho mais fácil para Jair Bolsonaro (poderia ser outro, sim, mas Bolsonaro era a bola da vez) ascender à Presidência da República. Pois o que os hackers conseguiram foi, nada mais, nada menos, do que provar o que até as emas palacianas sabiam: que um asqueroso jogo de cartas marcadas deformou severamente o Judiciário brasileiro e lesionou de morte a democracia nacional, deixando sequelas graves para a sociedade – sem que se possa estimar se haverá ou quando haverá cura.

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Silêncio constrangedor
Pois bem: tem se reclamado em redes sociais que a Imprensa convencional não está noticiando as conversas de Moro, Dallagnol e demais cúmplices, que chegaram à defesa de Lula. Que continua escamoteando a gravidade do que se fez contra um País inteiro. Que não fez nem faz a necessária e indispensável autocrítica. Que a gravidade das falhas morais cometidas por empresas como Rede Globo, Rede Record, O Estado de S. Paulo, Veja, Folha de S. Paulo, Bandeirantes, Jovem Pan e outras não foram nem são reconhecidas. Que o encontro com a verdade e a ética tornaria imprescindíveis pedidos públicos de desculpas.

Os tubarões e demais bichos do “tanque Brasil”
Tem se dito também que as mensagens, que foram entregues aos advogados de Lula por ordem do ministro Ricardo Lewandovski, do STF, são esclarecedoras não apenas da armação maliciosa entre procuradores e um juiz sedentos de mídia e poder. São, também, um libelo constrangedor de como a conjunção de interesses privados inconfessáveis é prejudicial ao cidadão. Não se pode esperar nem desejar que demais agentes do golpe, como MBL, Fiesp, Fiec, PSDB e PTB, os Bolsonaros, grandes (e pequenos) bancos, corporações classistas, multinacionais do petróleo, rentistas e outros tubarões (e também arraias miúdas e piabas), que nadam no grande tanque que é o Brasil, confessem e se arrependam do que cometeram. Mas é de se cobrar que a Imprensa, que em tese vive da verdade, ao menos admita que mais uma vez atirou contra o que o cidadão exige e espera dela: a honestidade.

E o vento levou?

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O Ceará já reúne 46.265 empresas ativas no setor de energias renováveis. São empreendimentos nos campos solar e eólico, conforme a Junta Comercial do Ceará. Mas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, a cadeia de energia gera 22.081 empregos diretos no Estado, sem contar com os trabalhos e serviços indiretos movimentados pelo segmento. Isso dá menos de meio emprego por CNPJ. A conta não fecha.

Expectativa

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Integrante do PSOL, o vereador fortalezense Gabriel Aguiar (acima) estreou na tribuna da Câmara Municipal. E destacou a importância de uma política propositiva e de diálogo na solução dos problemas da cidade. Gabriel é um dos mais jovens parlamentares da Casa e, espera-se, deve confrontar o direitismo reacionário e bolsonarista de nomes como a pouco produtiva Priscila Costa e o novato Carmelo Neto.

Imagens
Às terças e quintas-feiras, a partir das 18h, temos realizado lives no Instagram, as quais denominamos de “Coluna da Hora”. Os encontros duram uma hora e o internauta pode acessar e participar pelo perfil @robertoamaciel. Também mantemos no YouTube o canal Coluna da Hora. Lá, há entrevistas com personalidades bem interessantes. A mais recente traz o músico cearense Cainã Cavalcante, um espetacular artista do violão.

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