Brasil investiga um dos maiores crimes de vazamento de dados da História. Defensoria mostra onde buscar ajuda em casos de fraudes

Em janeiro deste ano, foi identificado um dos maiores vazamentos de dados pessoais do País: estima-se que os dados de 325 milhões de brasileiros, incluindo informações de pessoas falecidas, foram ofertados na internet por meio de hackers, segundo prévias da investigação divulgada, devido a falhas de segurança nas operadoras de telefonia celular. Desde então, especialistas apontam o risco sobre a possibilidade do uso indevido de nomes e dados para prática de estelionato.

A Defensoria alerta as pessoas sobre o que fazer em situações deste tipo e coloca seu Núcleo do Consumidor à disposição para atuações judiciais, quando necessárias. No primeiro momento, o ideal é procurar a solução extrajudicial, demonstrando a não contratação de determinado produto ou serviço e a fraude no uso indevido do seu nome. *É o que explica a defensora pública, Amélia Rocha, titular da 2a defensoria do Nudecon. “O primeiro passo é coletar todas as provas do incidente e buscar a empresa informando da fraude, procurando a solução de forma administrativa. Caso não seja possível, o consumidor deve buscar de forma ágil os serviços de proteção ao consumidor, como a Defensoria”, alerta.

Dentre indícios possíveis, a defensora cita a importância de fazer boletim de ocorrência, o contato com a instituição onde seus dados foram usados indevidamente, seja por ligação telefônica (registros das chamadas, protocolos das ligações e gravações), por e-mail e/ou Whatsapp; fazer a contestação do débito frente a empresa e o registro de reclamação frente aos órgãos de defesa do consumidor.

O crime – Em janeiro de 2021, a empresa de cibersegurança PSafe descobriu um vazamento de proporções gigantescas no Brasil que envolvem as operadoras de telefonia celular. São mais de 325 milhões de dados pessoais negociados na chamada dark web, como nome completo, informações de endereço e CPF que podem ser utilizadas para aplicar os mais diversos tipos de golpe e fraudes.

A PSafe detalhou o caso à imprensa e informou que colabora com a investigação realizada pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), vinculada ao Governo Federal. Segundo a empresa de segurança digital, apenas durante a pandemia os ataques cibernéticos cresceram 900%, sendo o Brasil um dos epicentros dos ataques cibernéticos.


Prevenção – O que é possível fazer é prevenir adotando cuidados como maior proteção de senhas, evitando informar dados pessoais em e-mail ou sites desconhecidos ou em ligações, mantendo ainda programas e antivírus atualizados.
É importante ainda que os consumidores saibam que possuem hoje uma ferramenta gratuita de consulta de seus dados bancários. Basta consultar o sistema Registrato, do Banco Central, que permite monitorar quais contas correntes e quantos empréstimos estão vinculados ao seu CPF. É possível fazer o cadastro pelo aplicativo da instituição no celular e também via internet.Para fazer a consulta ao Registrato, basta acessar https://www.bcb.gov.br/cidadaniafinanceira/registrato e seguir o passo a passo.

Outra ferramenta interessante para descobrir se você teve senhas vazadas é o site Minha Senha. Nele, você poderá consultar se alguma senha vinculada aos seus endereços de e-mail foi exposta. Depois de fazer a busca, o site enviará uma mensagem para seu endereço pessoal com a informação de qual senha foi vazada e onde ela está disponível para criminosos. https://minhasenha.com

Nudecon – Devido a pandemia do novo coronavírus, o atendimento do Nudecon, em Fortaleza, está acontecendo preferencialmente de forma remota pelo whatsapp (85) 9 904-3023 e e-mail: nudecon@defensoria.ce.def.br

Defensoria cria protocolos de privacidade e proteção de dados –

A Defensoria Público do Estado tem protocolos rígidos para garantir a privacidade e proteção de dados, e recentes ações como a aquisição de nobreaks de alta potência e de servidores tem permitido a maior segurança dos dados da instituição. Além disso, a instalação de sistema atualizado em proteção de dados e segurança da rede (firewall checkpoint), backup externo, criptografia, verificação de vulnerabilidade e proteção contra tentativas de ataque, instalação de solução de segurança contra vírus, malwares e demais ameaças cibernéticas, 23 configurações de certificado SSL/TLS para acesso seguro à internet, cofre-senha estão entre as medidas tomadas que asseguram a segurança das informações.

Este conjunto de ações transparece o controle da Administração contra possíveis abusos no uso de dados, com mapeamento e classificação de dados. O supervisor da Cotin, Hirley Esmeraldo, destaca que têm sido priorizadas as atividades que estejam em conformidade com mais recentes legislações no assunto. “Todas as ações que estão sendo realizadas buscam viabilizar uma boa estrutura de trabalho, tanto no tocante a renovação de equipamentos, como em relação aos sistemas, o que garante uma nova rotina de atividades à DPCE. Priorizamos uma Defensoria segura dentro da rede corporativa e que obedeça às leis que regem o compartilhamento de informações e dados”, pontua.

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