Equidade de gênero deve ser prioridade no mercado de trabalho

Em dezembro de 2019, o Fórum Econômico Mundial apontou que, no ritmo da época, o planeta demoraria quase um século (99,5 anos) para acabar com a desigualdade entre mulheres e homens. No âmbito do mercado de trabalho, o alerta era ainda maior: o mundo levaria 257 anos para atingir a equidade de gênero no setor.

Na ocasião, o Brasil possuía o 3º pior índice de equidade dos 25 países da América Latina. De lá para cá, com a pandemia da covid-19 tendo início em março de 2020 em território brasileiro, a situação trabalhista das mulheres não melhorou. Nos meses seguintes, entre abril e junho do ano passado, o país registrou mais profissionais mulheres fora do que dentro do mercado de trabalho. Assim, a participação feminina no segmento, que vinha em tendência de alta, foi a menor em 30 anos (46,3%).

Historicamente, as mulheres no Brasil ganham menos do que os homens. Em 2019, a diferença salarial entre os gêneros, que vinha de sete anos de quedas consecutivas, teve um aumento de 9,2% em relação a 2018. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a discrepância de remuneração passou a ser de 47,24%, com homens ganhando, em média, R$ 3.946, e as mulheres, R$ 2.680.

“Para reverter esse cenário intolerável, precisamos estar compromissados em reduzir a desigualdade entre os gêneros tanto na sociedade quanto nas empresas”, pontua Rodrigo Bernardino, fundador do Grupo Mostra de Ideias. Em sua agência, por exemplo, o executivo de comunicação não só acredita como defende a equidade entre homens e mulheres, promovendo internamente a diversidade no ambiente de trabalho.

Desde que surgiu, em 2012, a Mostra de Ideias tem como missão transformar a sociedade com a comunicação por meio de parcerias, projetos e ações sociais. Assim, quando a empresa começou a crescer e teve a oportunidade de se expandir, Bernardino incentivou a participação feminina na estrutura e organização do GMI. “Assim que tive condições de contratar mais pessoas, coloquei em prática esse valor da empresa”, comenta.

“Nós, empresários e empresárias, precisamos fazer a nossa parte para valorizar as mulheres e proporcionar espaços iguais entre os gêneros nas empresas”, acrescenta o CEO da Mostra de Ideias. Em crescimento constante, o GMI já atingiu atualmente a meta de 50-50 entre mulheres e homens no seu quadro de 16 colaboradores, tornando-se, assim, uma agência com equidade de gênero.

Bernardino destaca também que a empresa está preparando três assistentes de comunicação e imprensa para serem futuras heads de setores da agência. Neste processo de trainee do GMI, iniciado em 2021, o objetivo é oportunizar vagas para profissionais mulheres nos cargos de liderança que estão surgindo com a expansão da empresa. Além disso, o executivo de comunicação quer trazer ainda mais diversidade e promover a inclusão dentro da empresa. “No nosso mundo de ideias, sempre cabe mais uma. Na Mostra de Ideias, sempre tem espaço para a diversidade”, conclui o CEO.

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