Executivas do mercado digital ministram nova pós-graduação em comércio eletrônico

O e-commerce foi a mola propulsora do varejo no Brasil e no mundo em 2020. Com a renovação das formas de vender online, em consequência da acelerada digitalização do comércio e dos consumidores, a qualificação do setor é ainda mais urgente. Observando a demanda do mercado, a Fundação Instituto de Administração (FIA) está relançando a sua Pós-Graduação em Desenvolvimento e Gestão de Negócios no E-commerce. O curso está com inscrições abertas no site da universidade e deve começar no dia 29 deste mês com um diferencial importante: a representatividade das mulheres. “Além de promover a geração do conhecimento técnico e teórico na área, vimos a necessidade de fazer isso de forma igualitária, garantindo espaço a excelentes executivas do mercado na estruturação e docência do conteúdo”, afirmou o membro da coordenação, Pedro Teberga.

Para ampliar o quadro de professoras, a FIA contou com a parceria do movimento Mulheres no E-commerce, que há mais de três anos reúne profissionais e empreendedoras do setor. A rede possui mais de 20 mil mulheres em diferentes estágios de vida e que buscam no networking um caminho para desenvolverem suas carreiras e negócios. “No nosso mercado, ainda é muito desproporcional o número de mulheres na alta liderança e como porta-vozes em relação aos seus pares masculinos. O que temos feito diariamente é realçar os talentos, além de dialogar com as empresas e instituições para quebrar esse paradigma tanto na contratação e nos cargos de decisão, quanto na produção e disseminação de conhecimento”, afirmou Carolina Moreno, Fundadora do Mulheres no E-Commerce.

O curso será ministrado online ao vivo para alunos em todas as partes do mundo. O quadro de docentes convidadas tem nomes como Luiza Severo, Head de E-commerce da Canon, Shelida Barcella, Diretora de Trade Digital da Hypera, Ana Szasz, Head de E-commerce da Rappi e Helenice Moura, Fundadora da Liga Digital. “É uma oportunidade de reforçarmos o lugar de fala das mulheres no mercado e gerar um referencial valioso para profissionais e empreendedoras do setor. E não só isso, temos um mix de experiências muito amplo em todas as pontas da operação online, o que só acrescenta ao debate sobre o atual momento do comércio eletrônico”, comentou Helenice Moura.

As vendas no e-commerce brasileiro cresceram 73,88% no acumulado do ano passado, segundo o índice MCC-ENET, da Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net) em parceria com o Neotrust/Movimento Compre & Confie. O país ocupa, hoje, o 62º lugar no Índice Mundial de Comércio Eletrônico 2020, desenvolvido pela Agência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad). “Como o setor vai performar esse ano, depende de variáveis como as regras para o varejo físico, que está sujeito às políticas de combate à covid-19 e reflete diretamente na demanda do e-commerce. No entanto, milhares de novos consumidores se digitalizaram nos últimos meses e esse é um movimento sem volta. Por isso, quanto mais debatermos as transformações desse mercado tão importante, melhor poderemos prever as tendências que guiarão o futuro das empresas, dos seus profissionais e dos consumidores no mundo online”, concluiu Pedro Teberga.

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