Mulheres enfrentam mais dificuldades do que os homens na hora de empreender

Até o início dos anos 60 a participação feminina no mercado de trabalho estava condicionada à autorização dos homens. Ainda hoje, muitas questões inconscientes e culturais atrapalham as mulheres nessa jornada. Atualmente, no Brasil existem cerca de 24 milhões empreendedoras que lutam, diariamente, para o crescimento de suas empresas, uma vez que, na maior parte das vezes, precisam se desdobrar para cumprir todas as suas obrigações além do trabalho, como cuidados com a casa e com os filhos.

No mercado financeiro, as mulheres também trabalham para derrubar tabus, ampliar sua atuação e, consequentemente, aprimorar sua independência financeira. O investimento das mulheres na Bolsa de Valores em 2020 cresceu 118%, mas o público feminino representa apenas 26% dentro desse setor que é dominado pelos homens.

As empreendedoras que conseguem se estabelecer no mercado geram o dobro de retorno quando comparadas aos empreendedores homens, segundo dados do estudo da consultoria BCG em parceria com a Masschallenge. Pensando nisso, sugiro Flávia Mello (perfil completo abaixo), investidora e mentora de empresas fundadas por mulheres, para qualificar o debate sobre liderança feminina na atualidade.

“A maior parte das mulheres decide abrir os próprios negócios buscando a flexibilidade, ou seja, para que consigam se dividir melhor entre todas as tarefas de seu dia a dia. O ideal é que elas consigam ter uma rede de apoio e, claro, que os homens façam parte dela para que a divisão dos deveres ocorra de maneira justa. Temos muito a evoluir, por isso acredito na importância do estímulo para que as mulheres façam cada vez mais parte do mercado financeiro. Somente assim, tornaremos esse espaço cada vez mais justo e igualitário”, explica. 

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