Brasil vive boom de proteção veicular

As associações de proteção veicular estão em franca expansão no Brasil. Em 2019, um estudo da EY, encomendado pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), apontou que o faturamento anual do setor oscilava entre R$ 7,1 e R$ 9,4 bilhões, graças à adesão de 4,5 milhões de usuários às 687 associações então presentes no país.

Essa forte adesão tem sido explicada pelos valores mais em conta oferecidos pelas cooperativas em relação aos seguros tradicionais. Diferentemente das seguradoras, as associações que gerem a proteção veicular não visam primeiramente o lucro, mas custos reduzidos para seus usuários.

Além disso, a proteção veicular tem sido uma alternativa, principalmente para motoristas mais jovens com renda menor. Essa faixa etária próxima dos 20 anos consegue ter acesso ao veículo próprio, mas costuma esbarrar em tarifas mais elevadas nas seguradoras tradicionais, levando a uma migração para um serviço que seja similar, com uma cobertura igual ou ainda melhor e sem burocracia que demande tempo e/ou dinheiro.

O diretor comercial do Universo AGV – Proteção Veicular, Wallace Laender, avalia que o avanço do setor é uma resposta do consumidor à sua necessidade de novos serviços, sem que seja obrigado a pagar alto por isso. “O modelo de associativismo está em alta”, justifica. “Empresas que se caracterizam pelos princípios da Nova Economia pensam mais no que estão entregando aos clientes do que no seu lucro. Isto significa colaboração e compartilhamento de produtos, bens e serviços, sem exigir grandes contrapartidas”, explica Wallace.

Por isso, não é só a adesão à proteção veicular que tem sido alta. A aprovação dos usuários também vem crescendo, visto que os serviços estão rapidamente se equiparando aos das seguradoras. Ainda assim, Wallace recomenda que o motorista pesquise bem antes de fechar com uma associação. “Ao fazer a sua escolha, é importante verificar a procedência, a solidez financeira e administrativa, os diferenciais que a cobertura contempla em caso de danos ao veículo e, claro, o custo/benefício de cada proposta. Existem muitas opções no mercado, e isso significa que a primeira responsabilidade é do usuário, ao decidir por uma associação que não o deixe na mão quando precisar dela”, ressalta o diretor comercial.

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