Home office humanizado cria ‘emprego personalizado’ para mulheres que buscam recolocação após serem mães

O mercado de trabalho no Brasil é especialmente desafiador para as mulheres que têm filhos, já que, em média 50% delas ficam desempregadas um ano após serem mães, de acordo com um estudo de 2017 da FGV, feito com 247 mil mulheres de 25 a 35 anos.

Em 2020, o home office foi adotado por cerca de 46% das empresas do país, segundo a Pesquisa Gestão de Pessoas na Crise covid-19, e boa parte delas pretende continuar mesmo após o fim da pandemia. Dessa forma, esse modelo de trabalho pode ser um auxílio as mulheres que pretendem voltar ao mercado de trabalho após serem mães.

“O trabalho remoto permite que as mulheres tenham mais liberdade financeira, tempo e disposição para desempenhar seus papéis em todas as áreas de suas vidas, uma vez que elas não perdem tantas horas no transporte, estão em casa e têm uma fonte de renda fixa”, explica Geraldo Brasil, fundador da JobHome, empresa de tele atendimento no modelo home office.

Dentre os mais de 200 colaboradores da startup, 72% são mulheres. Para Ricardo Galdino, Cofundador da JobHome, o papel da empresa, vai além do profissional na vida dos colaboradores, então os gestores da JobHome são treinados e habilitados para oferecer suporte aos times. “Temos diversos casos de mulheres recém divorciadas e mães solo, sem rede de apoio. Nesses e em outros casos, trabalhamos da forma mais humanizada possível para lidar com situações que chegam até nós, buscamos soluções de forma pragmática.  Cada caso permite algum tipo de intervenção ou não da empresa, mas sempre fazemos o que está ao nosso alcance para ajudar nossos ‘JobHomers’”, conta.

O modelo de negócio explora uma lacuna importante da sociedade e do mercado, que é alternativa para o cuidado compulsório que recai sobre a mulher. “Hoje, uma das maiores dificuldades que as mulheres enfrentam para retornar ao mercado é o cuidado com o seu filho, a falta de apoio familiar, a desconfiança e o preço de creches e babás faz com que muitas delas optem por permanecer fora do mercado. Ter um trabalho que permita que ela tenha uma boa renda, mais tempo livre e mais disposição física corrobora para que ela volte a trabalhar”, pontua Brasil.

O gestor da startup afirma que a empresa realiza pesquisas constantes com os times, além de receber feedbacks espontâneos sobre como o modelo de trabalho tem ajudado na rotina de nossos colaboradores. “Antes tínhamos bons indicadores e agora pudemos notar uma crescente na satisfação com o modelo, até mesmo pelo fato de estarmos vivendo diversas fases de lockdown, onde é mais seguro permanecer em casa, com alguns casos de pais que estão com seus filhos estudando remotamente ou familiares que são parte dos grupos de risco”, finaliza Brasil.

Deixe uma resposta