91 milhões de pedidos, gasto médio de R$ 427 e alta de 47%: veja alguns números do e-commerce no Brasil

O comércio eletrônico registrou números expressivos de faturamento e crescimento em 2020 no Brasil. Impulsionado pelas restrições da pandemia de Covid-19, a modalidade, que já vinha em franca expansão na última década, teve papel essencial na economia brasileira no último ano.

Dados apresentados na 42ª edição do Webshoppers, realizado pela Ebit|Nielsen em parceria com a Elo, apontam um crescimento próximo dos 47% até o meio de 2020 em relação ao ano de 2019, com um faturamento saltando de 26,4 bilhões para 38,8 bilhões. Segundo a pesquisa, foram quase 91 milhões de pedidos via e-commerce, com um ticket médio na casa dos 427 reais, um aumento de 6% em relação ao ticket médio de 2019, que era de 404 reais.

Adriano Krzyuy, vice-presidente da Assespro-PR, entidade que representa de forma empreendedora e política as empresas de tecnologia no Paraná, diz que a alta do e-commerce não é recente, apesar dos excelentes números de 2020. 

“O avanço da internet na última década, tanto em acessibilidade quanto em qualidade, tornou o mercado eletrônico um espaço muito mais atrativo e seguro para a realização de compras. Para que esse movimento fosse possível, foram necessárias também empresas desenvolvendo a tecnologia por trás dessas operações. Dentro de nosso ecossistema, por exemplo, existem desenvolvedoras de ERPs (sistema integrado de gestão empresarial) para várias empresas de diferentes ramos que investiram pesadamente em e-commerce, como empresas de food-service, vendas no varejo, multiprodutos, hipermercados e, também, fintechs com expertise em comércio virtual”, explica.

Ainda segundo Krzyuy, são essas empresas que compõem o ecossistema de tecnologia que contribuem fortemente para a satisfação do cliente, pois quanto melhor o sistema por trás de um e-commerce, melhor será a experiência do cliente e maior a fidelização. Dados da pesquisa da Ebit|Nielsen apontam que o e-commerce ultrapassou a marca de 41 milhões de usuários, sendo que 7,3 milhões fizeram compras pela internet pela primeira vez.

Como a pandemia ainda terá efeitos no ano de 2021, a tendência é que as compras feitas pela internet aumentem ainda mais e que mais clientes se tornem adeptos a essa modalidade de compra, o que movimentará todo o segmento de tecnologia no país. 

“Inclusive após a pandemia, certamente a cultura do e-commerce será mais forte do que nunca. Os consumidores estão experimentando as vantagens da compra on-line e tudo indica que isso movimentará cada vez mais o mercado de tecnologia. Temos total convicção de que 2021 será propício aos negócios, especialmente para aquelas empresas do setor que já estão preparadas para atender quem deseje implantar ou realizar um upgrade no seu e-commerce”, ressalta o vice-presidente da Assespro-PR.

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