Portabilidade gera economia de R$1.500 em parcelas de imóveis, calcula empresa

Quem financiou um imóvel em períodos de alta da Selic (taxa básica de juros do país) pode se beneficiar hoje do direito à portabilidade de crédito e economizar até R$ 1.500 nas parcelas mensais de imóveis que custaram até R$ 800 mil. No montante final do contrato, a economia pode chegar a quase R$ 240 mil. Os dados são do levantamento realizado pela Melhortaxa – plataforma digital de crédito imobiliário –, que levou em conta as taxas praticadas pelos bancos neste mês de fevereiro e simulou 8 cenários para imóveis nos valores de R$ 450 mil e R$ 800 mil.

A fintech comparou o antes e o depois da portabilidade para outra instituição financeira, utilizando como parâmetros contratos fechados entre maio de 2015 e maio de 2018. Os resultados revelam o relevante impacto que a migração de dívida pode ter no orçamento doméstico e reforçam o bom momento para recorrer ao mecanismo – com a taxa média de crédito imobiliário efetivamente praticada pelos bancos abaixo de 7%, segundo a Melhortaxa, e a Selic a 2% ao ano.

Uma significativa diferença para quem assinou contrato, por exemplo, em 2016, quando os juros imobiliários dispararam para 10,77%, enquanto a Selic rondava o patamar entre 13% e 14%. 

Melhortaxa teve aumento de 800% nos pedidos de portabilidade 

A Melhortaxa encerrou 2020 com mais de 30 mil pedidos de portabilidade, sete vezes mais do que o volume registrado em 2019. “O ano de 2020 foi marcado por um aumento significativo de procura do brasileiro pela portabilidade na nossa plataforma. A crise gerada pela pandemia forçou o consumidor a encontrar meios de economizar. Esse maior entendimento sobre as vantagens da portabilidade segue intensificando a concorrência entre os bancos”, destaca Paulo Chebat, CEO da Melhortaxa no Brasil. 

De acordo com a simulação feita pela fintech, a portabilidade de um crédito tomado em 2016 com a taxa a 10,77% permitiria uma redução para até 6,99%, dependendo do perfil do cliente e do imóvel. Com isso, o valor da mensalidade das parcelas cairia de R$ 3.701 para R$ 2.809 para um imóvel comprado por R$ 450 mil. 
No mesmo período, para um imóvel no valor de R$ 800 mil, a parcela passaria de R$ 6.560 para R$ 4.975, com uma economia no montante final de cerca de R$ 238 mil. Confira os demais cenários: 

Alta da Selic
E quanto ao aumento da taxa Selic anunciado na última reunião do Copom? Chebat acredita que os juros do financiamento imobiliário devem seguir na mínima histórica, não descartando inclusive mais um corte, o que aqueceria ainda mais a portabilidade do setor. “No final do dia, os bancos não repassaram toda a queda da taxa Selic para o crédito imobiliário e, no momento concorrencial em que estamos, seria muito custoso subir os juros. Portanto, acredito que não veremos alta neste ano. Talvez até um pouco mais de queda, porque a concorrência segue muito acirrada”, aposta o CEO da Melhortaxa. 

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