Extensão da pandemia acaba impulsionando e consolidando comércio eletrônico no Brasil

É difícil falar de vantagens em um cenário de pandemia, mas é evidente a consolidação do setor de e-commerce no Brasil. De acordo com um levantamento da Ebit/Nielsen, o mercado on-line deve crescer 26% em 2021. Não por acaso, dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) mostram aumento de 400% por mês de lojas físicas que abriram um braço digital para oferecer seus produtos.

Enquanto novas variantes do coronavírus aumentam a possibilidade de confinamentos, Bruno Pereira, fundador da Mister Ins, aponta um reforço no valor do e-commerce como estratégia de vendas e oportunidade para novos empreendedores. Segundo a apuração da ABComm, o número saltou de 10 mil novos e-commerces mensais antes da pandemia para 50 mil desde o início das medidas de isolamento.

Para Bruno, esse se tornou o grande diferencial na venda de qualquer item. “Sem dúvida, quem já tinha uma loja virtual de qualquer tipo saiu na frente. Mesmo assim, esse é um setor que ainda tem muito espaço para crescer. Não dá mais para ignorar essa realidade e também é uma oportunidade para ter vantagem competitiva, não importa qual seja o produto”, destaca.

O cliente quer opções

Realizado pelo Mobile Time e Opinion Box, o relatório Panorama do Comércio Móvel no Brasil mostra que roupas, com 43%, e eletrônicos, com 33%, estão entre as categorias que mais cresceram em compras pela internet, ficando atrás apenas de refeição e alimentação.

Além disso, a busca por métodos alternativos de pagamento seguro e de envio mais rápido foram tendências verificadas nos últimos meses. Em vista disso, o especialista e criador do curso “Academia de Importação” frisa que ser capaz de oferecer opções é parte do sucesso de qualquer e-commerce.

“Ter os produtos certos é só parte do trabalho. O cliente quer liberdade para pagar da forma que funciona melhor para ele e a segurança de receber o que compra no prazo combinado, se for mais rápido melhor ainda”, argumenta o empresário.

Atendimento humanizado

Além disso, é importante entender que sem o contato presencial, o atendimento ganha ainda mais relevância na experiência do consumidor. Sem a possibilidade de ver o que está comprando de fato, é fundamental que o contato com o consumidor seja ágil para quebrar a ansiedade e insegurança que pode surgir enquanto ele espera a encomenda.

Para Bruno, em eventualidades em que seja necessária a reposição ou devolução do produto, a resposta errada pode deixar marcas graves na reputação do e-commerce. Com atuação também no setor educacional, o empresário insiste na importância do contato entre pessoas interessadas na solução do problema mesmo no ambiente virtual.

“O primeiro passo é ter certeza da procedência do que é vendido para assegurar a qualidade. Em imprevistos é justamente essa fonte confiável que vai dar ao empreendedor alguém a quem recorrer para garantir a melhor experiência para todas as pontas da venda”, finaliza.

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