Renda básica, política defendida por Eduardo Suplicy, é tema de podcast

O vereador e ex-senador Eduardo Suplicy (PT-SP) é o convidado do Política ao Quadrado desta semana. No programa, ele fala sobre suas inspirações, relata a trajetória de atleta de box às salas de aula e a entrada na vida política, quando encontrou sua nova luta: a busca por uma nação mais justa, solidária e fraterna pelos meios democráticos.

O político, que também é economista e administrador, foi o responsável pela apresentação do primeiro projeto de lei sobre renda mínima do Brasil, ainda em 1991. Naquele momento, o programa tinha sido proposto na forma de imposto de renda negativo, de modo a complementar a renda de pessoas adultas que ganhassem menos de 45 mil cruzeiros, valor equivalente a cerca de 150 dólares.

Suplicy destacou a implantação, a partir de 1995, de iniciativas pioneiras de programas de renda mínima associados à projetos de educação em governos locais, além do surgimento de outras iniciativas de lei na Câmara e no Senado. Desde a aprovação da Lei 9.533/1996, no governo FHC, ao Bolsa Família, implantado por Lula em 2003 com a unificação de outros programas, o ex-senador informa que eram contabilizadas mais de 3,5 milhões de famílias inscritas no programa. A partir de então, em 2014, mais de 14 milhões de famílias estavam assistidas. “Durante esse período, a pobreza absoluta e extrema foi diminuindo e também os índices de desigualdades”, conta o ex-senador.

O convidado ainda revela que suas conversas com estudiosos do tema o convenceram a desenvolver o pensamento sobre a renda básica incondicional de cidadania, resultando no projeto apresentado em 2001 e sancionado em 2003. Atualmente, Suplicy articula a regulamentação da Lei 10.835/2004, que determina o pagamento de benefício a todos em situação de pobreza absoluta. Para o político, o acesso à renda suficiente para o atendimento de necessidades vitais é a possibilidade de elevação à dignidade e liberdade plenas do indivíduo.

Ele afirmou ser necessário, na próxima disputa presidencial, eleger forças políticas diferentes. “Espero que, em 2022, possamos unir as forças progressistas”. E disse que sua atual batalha é conseguir o comprometimento com a renda básica de cidadania por todos os candidatos ao cargo.

Quem faz o quadrado? O Política ao Quadrado é o podcast de primeira que vai ao ar toda segunda. A produção independente tem apresentação de Lívia Carolina e Caio Barros, técnica e vídeo por Kauê Pinto, edição e mixagem de Brunno Rossetti e produção de Germano Neto.

Ouça o episódio:

https://spoti.fi/30fKSaG

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