Artigo: Comércio varejista – Indicadores apontam para crescimento, por Fabiano Mapurunga

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O texto abaixo é de Fabiano Mapurunga, CEO da Go Partners Consultoria em Finanças e Negócios e mestre em Administração com ênfase em Finanças. O autor também tem MBA em Gestão de Negócios e MBA em Gestão Financeira e Controladoria.

Estamos presenciando uma retomada do crescimento na economia cearense, sendo esta alavancada pelo comércio, pela indústria de transformação e pela agropecuária. Para o Ipece (Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará), o nosso Estado aponta um avanço econômico que pode chegar a 4%, enquanto que o Brasil caminha para 2,8%. Estamos sendo recorrentes em crescimento acima da média nacional. Segundo o mesmo instituto, o PIB (Produto Interno Bruto) cearense, que é a soma de todas as riquezas produzidas no Estado, cresceu 3,24% no 4 o trimestre de 2017, no comparativo com igual período do ano anterior. Para o Brasil o crescimento do PIB, chegou apenas a 2,1%, com igual período de comparação. O Ipece também aponta que o Comércio Cearense representa 15% do total do PIB local, logo boa parte deste crescimento se deve ao mesmo, o qual teve um avanço no segundo trimestre, chegando no quarto semestre ao patamar de 5,8%.

A representatividade do comércio varejista em nossa economia vem merecendo cada vez mais atenção, devido ao seu constante aumento em volume de negócios como aponta a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a qual indica que o volume de vendas deste setor cresceu 5,1% no comparativo entre janeiro deste ano e o mesmo período do ano passado. Embora esse indicador tenha suas concentrações em alguns subsegmentos como, no caso, os equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, que apontaram um aumento na ordem de 20,2%, no geral, ele demonstra que a atividade empresarial no comércio varejista cearense vem em ascensão.

A importância do nosso varejo é tamanha para o país que, somos um dos Estados que compõem a base de análise para a construção do Índice Nacional do Comércio Varejista. Logo os reflexos do nosso fluxo comercial estão amparando a taxa de crescimento nacional, de tal sorte que nós devemos cada vez mais nos apropriarmos de informações que nos possam ajudar a tomar decisões assertivas sobre o rumo das nossas atividades comerciais.

Reforço que o nosso varejo, frente a sua representatividade tanto na economia local, quanto nacional, deve se apropriar de informações mais técnicas para lhe apoiar no seu caminho de crescimento. Exponho aqui uma breve análise que faço sobre a pesquisa mensal realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio Ce, que se dá sempre em relação ao mês anterior ao de sua publicação, intitulada “Pesquisa Mensal do Comércio Varejista”, a qual me apoio apenas em uma pequena amostra de alguns indicadores que podemos, claramente, nos utilizar para tomada de decisões estratégicas em nossos atividades comerciais, a fim de termos melhores resultados:

Tomando como base para analítica os Indicadores de vendas do comércio varejista da região metropolitana de Fortaleza no mês de janeiro de 2018, seguem como exemplos, algumas considerações gerenciais sobre os dados:

1 – Houve um aumento de 11,2% no volume de vendas totais no comércio varejista em janeiro de 2018 frente ao mesmo período do ano de 2017. Tendo sido este volume composto por 38,7% de vendas à vista, 44,3% de cartão de crédito e 2,5% de em cheque pré-datado.

Observação Gerencial: Dentre outras considerações, tais dados apontam para a importância que o comércio varejista deve dar ao uso da modalidade cartões de crédito para suas vendas, onde os gestores devem procurar cada vez mais estar atentos ao quanto estão pagando de taxas de administração, de aluguéis das maquinetas e, dependendo do caso, de taxas de antecipações das vendas, junto às administradoras. Pois esta modalidade de venda, vem cada vez mais ganhando espaço, e caso tais cuidados não sejam tomados, poderá haver um sério comprometimento nas suas margens de lucros esperadas.

2 – Alguns segmentos em especial tiveram mais relevância na variação do seu volume de vendas no período como: Lojas de eletroeletrônicos e informática com 16,5% de variação, farmácias, perfumarias e produtos óticos com 14,1% de variação e lojas de materiais de construção com 16,2% de variação. Já para os segmentos de móveis e eletrodomésticos tivemos uma variação negativa na ordem de – 8,1%

Observação Gerencial: Aos gestores destes segmentos cabe fazer um comparativo entre o seu aumento/ redução de faturamento e o seu aumento/ redução de lucro, para entender se houve realmente uma evolução em sua eficiência operacional. Ainda podemos fazer um cruzamento de informações entre a representatividade das vendas por forma de pagamento, a exemplo do que vimos da representatividade da venda em cartão de crédito, para entender os reflexos dos custos sobre a operação. Os segmentos em variação negativa, podem avaliar com seu corpo comercial os apontamentos que julgam ter contribuído para essa variação negativa, e prontamente construir uma estratégia de reversão com indicadores voltados para as necessidade de caixa da empresa.

São apenas dois exemplos de como podemos dispor das informações que alguns institutos, a exemplo do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE, aqui citado, ao qual sempre recorro em meus planejamentos. Precisamos cada vez mais nos munirmos de informações para termos as rédeas do crescimento do nosso comércio sempre em nosso controle.

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