Oi amplia atendimento e vende planos empresariais em suas lojas do varejo no CE

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A Oi está ampliando os seus canais de vendas para o mercado Empresarial – PMEs – ao passar a oferecer planos e ofertas para esse segmento em suas lojas do Varejo. A companhia quer oferecer maior comodidade e atendimento dedicado aos pequenos e médios empreendedores ao disponibilizar o seu portfolio em suas 812 lojas espalhadas pelo país. No CE, as 20 lojas da companhia passarão a oferecer os planos do Empresarial.

“A nossa estratégia é criar sinergia com o canal de varejo. Identificamos que o cliente PME pode adquirir um plano para o seu pequeno negócio quando for resolver algo para ele pessoalmente, na pessoa física. É mais uma opção que estamos oferecendo, além das franquias empresariais, vendas pelo app, televendas e porta a porta. Todos os vendedores das lojas Oi estão capacitados para oferecer o melhor serviço e atendimento a esse público”, afirma Manoel Campos, diretor de Vendas Varejo e Empresarial da Oi.

Com 1,2 milhão de clientes PMEs, a estratégia da Oi é desenvolver soluções que atendam exclusivamente o setor com foco permanente na melhoria da experiência e da qualidade dos serviços. A companhia vem evoluindo o seu portfolio Oi Mais Empresas, que oferece planos de telefonia móvel e fixa e banda larga com valor fixo mensal na conta, funcionalidade que gera atratividade entre os empreendedores por fornecer maior previsibilidade para o fluxo de caixa. E mais, os planos pós-pago na telefonia móvel, além do custo mensal já definido, possuem minutos ilimitados para qualquer operadora do Brasil e opção de ofertas com descontos progressivos, ou seja, quanto mais linhas adquire o cliente PME mais barato fica o plano.

Saiba mais, acesse: http://www.oi.com.br/empresas.

Comércio Exterior se fortalece entre cursos superiores

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Em função da globalização e do avanço constante da tecnologia, os mercados internacionais estão cada vez mais integrados, exigindo profissionais qualificados na internacionalização de negócios.

“Para atender essa exigência, o aluno egresso do curso de Comércio Exterior da Universidade de Fortaleza tem uma visão ampla e global da atividade empresarial, estando apto a atuar nas diversas áreas de gestão de grandes empresas, tais como compras (com o conhecimento dos processos e legislação pertinentes às importações), financeira (com a formação em finanças internacionais), logística (com o conhecimento de logística internacional), vendas (com o conhecimento dos processos e legislação relacionados às exportações) e marketing, incluindo as especificidades do marketing internacional, dentre outras”, destaca o professor Chico Alberto, coordenador do curso de Comércio Exterior da Unifor.

Essa realidade acaba tendo repercussão, claro, na expansão do mercado de trabalho das regiões voltadas para exportação e importação de produtos e serviços. No caso do Ceará, isso não é diferente. “Podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que esse mercado de trabalho está em franca expansão em nosso Estado. Isso se deve a grandes investimentos realizados pelo Governo do Ceará nos últimos anos visando a ampliação do mercado internacional”, diz ele.

“São exemplos desses grandes projetos a expansão do Porto do Pecém, agora sob gestão da holandesa Port of Rotterdam Internacional (PoRin), que administra o Porto de Roterdã, e a implantação da Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE), que viabilizou a instalação da Companhia Siderúrgica do Pecém no município de São Gonçalo do Amarante”, exemplifica o professor Chico Alberto.

No caso da ZPE, o coordenador do curso de Comércio Exterior da Unifor ressalta que é a única em funcionamento no Brasil atualmente, atraindo exatamente por isso investimentos que originariamente poderiam estar indo para outros Estados. Outro fator que contribui para a expansão do mercado de trabalho é o funcionamento da companhia siderúrgica, instalada no complexo portuário do Pecém, que atrai empresas periféricas, fornecedoras de produtos e serviços complementares à produção do aço.

Além dos investimentos concentrados em São Gonçalo do Amarante, o Governo do Estado tem procurado contemplar outros municípios da Região Metropolitana de Fortaleza e do interior cearense. Em Fortaleza, o caso mais recente é a instalação do hub da companhia aérea franco-holandesa Air France/KLM, em parceria com a brasileira Gol, abrindo ainda mais o Ceará para o mercado europeu. Com o hub, inaugurado em maio passado, são ofertados três voos diretos semanais para Amsterdã. E duas rotas com destino a Paris. Em outubro, o Aeroporto de Fortaleza ganhará mais um voo direto para a capital francesa, totalizando três frequências.

“Não podemos esquecer que todos esses grandes projetos internacionais, além da expansão dos negócios das empresas que atuam no mercado interno em busca do mercado exterior, terceirizam trabalhos dos profissionais de Comércio Exterior por meio das chamadas trading companies, que viabilizam a entrada dessas empresas no mercado internacional”, frisa o professor Chico Alberto. Segundo ele, essa é outra fatia do mercado de trabalho que tem se expandindo consideravelmente nos últimos anos, atraindo muitos egressos da Unifor.

Comércio Exterior da Unifor
Único bacharelado em Comércio Exterior e Negócios Internacionais do Ceará, o curso da Unifor foi destaque nas duas últimas avaliações do Ministério da Educação, realizadas em 2012 e 2015, obtendo a nota máxima em ambas.

O reconhecimento não é à toa, segundo o professor Chico Alberto. “Esse desempenho é resultado do ensino de qualidade oferecido aos alunos com disciplinas em inglês, um programa com dupla titulação estrangeira, sendo uma no Brasil e outra no exterior, intercâmbio com mais de 100 instituições situadas em 30 países e o Núcleo de Práticas em Comércio Exterior (Nupex), em que os alunos, sob a supervisão de professores do curso, já desenvolveram mais de 30 projetos de exportação/importação internacional para as pequenas e médias empresas cearenses”, destaca.

Em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), o Nupex desenvolveu projetos de exportação para oito empresas do setor moveleiro e cinco empresas do setor de cosmético e perfumaria.

O quadro docente é outro destaque do curso da Unifor: atualmente, 88% dos professores são mestres e doutores e 90% deles atuam diretamente no mercado de trabalho, trazendo novidades e casos reais para dentro da sala de aula. Além de todas essas vantagens e diferenciais, o estudante que desejar expandir ainda mais seus conhecimentos pode concluir em cinco anos duas graduações: Ciências Econômicas e Comércio Exterior, isso porque a universidade permite a dupla graduação.

Vale ressaltar que a Unifor é a única instituição de ensino superior cearense que participa da Câmara Temática de Comércio Exterior e Investimentos Estrangeiros, o CT Exporta Ceará, ferramenta criada pelo Governo do Estado para atuar com todas as instituições que lidam com o comércio exterior no Ceará. O objetivo é identificar oportunidades e dificuldades a serem superadas para garantir a competitividade e o desenvolvimento sustentável das ações de comércio exterior e investimentos estrangeiros no Ceará.

Bahia discute conjuntura brasileira

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Com a temática “E agora, Brasil? A Universidade e os desafios destes novos tempos”, o Congresso 2018 da Universidade Federal da Bahia realizará mesas temáticas, intervenções artísticas e outras atividades entre os dias 16 a 18 de outubro. Esse período estará entre o primeiro e o segundo turno das eleições portanto, o objetivo é pensar a Universidade e o Brasil a partir dessa perspectiva.

Como nas edições anteriores, o Congresso UFBA 2018 reunirá mesas temáticas e intervenções artísticas, propostas por membros da comunidade universitária – estudantes, professores e técnicos-administrativos – preocupadas em refletir sobre a produção do conhecimento, focalizando diversas áreas e horizontes como ciências, tecnologia, matriz energética, meio ambiente, infraestrutura, trabalho, cidadania, artes, educação e sociedade dentre outras. Além disso, será espaço para as apresentações de trabalhos desenvolvidos pelos estudantes, vinculados aos diversos programas da graduação e da pós-graduação.

A programação também contará com a realização do Seminário “UFBA e visões de futuro: Cenários e perspectivas”, que acontecerá no Salão Nobre da Reitoria, nos dias 17 e 18 de outubro para debater temas como ensino, pesquisa, extensão, artes, assistência estudantil, universidade e comunicação. Os debates terão a presença de especialistas de cada área, pertencentes à UFBA, outras universidades e instituições de ensino, além de convidados da sociedade.

As propostas para as mesas temáticas e intervenções artísticas devem ser submetidas por discentes, docente e técnicos-administrativos, no período de 10 de julho a 10 de agosto e o registro deve ser feito mediante o preenchimento integral dos campos discriminados no formulário que está disponível em www.congresso2018.ufba.br. Podem ser enviadas propostas de todas as áreas de conhecimento, alusivas ao momento e contexto da realização do congresso – outubro de 2018. O cronograma contendo as etapas para a submissão também está publicado no mesmo site.

Os estudantes bolsistas da Universidade – inscritos nos vários programas de pesquisa, extensão, ensino e assistência estudantil – podem submeter resumos de trabalhos até hoje (20/07), neste site. As propostas, que precisam ter o aceite do professor orientador, devem estar inseridas nas modalidades: apresentação oral pelos autores; intervenções artísticas de qualquer natureza; exposições de arte, fotografias, maquetes, produtos e outros formatos; oficinas de curta duração com temáticas decorrentes dos projetos.

A democracia em notas musicais

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O clipe que você vê abaixo resulta de uma composição musical do juiz Eduardo Gibson, atuante na magistratura do Ceará.

A música destaca a importância do voto consciente, da inteligência estratégica que o cidadão deve ter, da atenção e do respeito necessários ao mais importante elemento de manifestação da sociedade.

É um trabalho muito interessante, feito com talento e – sobretudo – com inspiração democrática.

 

58% das indústrias do Ceará já usam tecnologias digitais, diz Fiec

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A quarta revolução industrial já é uma realidade e requer que as empresas incorporem um conjunto de tecnologias digitais para manterem-se competitivas. Estudo realizado pelo Núcleo de Economia e Estratégia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) mostra que no Ceará, ainda que em estágio inicial, tecnologias digitais são adotadas em mais da metade das empresas, de acordo com sondagem feita com empresários do Estado. Em 2018, o percentual das empresas que utilizam pelo menos uma das 15 tecnologias digitais consideradas na pesquisa é de 58%, contra 42% que não utilizam nenhuma.

No entanto, entre o início de 2016 e o de 2018, o percentual de empresas que já utilizam tecnologias digitais apresentou crescimento de apenas 2 pontos percentuais, de 56% para 58%. No Brasil, de acordo com sondagem feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apenas com empresas de grande porte, 73% das empresas utilizam pelo menos uma das tecnologias assinaladas na pesquisa. No Ceará, quando restringimos a amostra somente para empresas de grande porte, o percentual passa de 58% para 71%, mostrando que o Estado tem incorporado tecnologias digitais em ritmo similar ao restante do país.

Por outro lado, o uso de tecnologias digitais se diversificou no Estado, o que indica que empresas que incorporam tecnologias digitais tendem a utilizar mais de uma dessas tecnologias. Entre 2016 e 2018, todas as tecnologias apresentaram crescimento em seu percentual, com particular importância para o crescimento no uso de “Simulações/análise de modelos virtuais” e “Utilização de serviços em nuvem associados ao produto”.

Além disso, a pesquisa indicou que as tecnologias mais utilizadas são “Projetos de manufatura por computador CAD/CAM” (32% das assinalações), “Automação digital com sensores para controle de processo” (31% das assinalações), “Automação digital com sensores com identificação de produtos e condições operacionais, linhas flexíveis” (27% das assinalações) e “Sistemas integrados de engenharia para desenvolvimento e manufatura de produtos” (27% das assinalações).

No entanto, o percentual de empresas que utilizam tecnologias digitais mais avançadas, tais como Big Data, Robótica Avançada, Manufatura Aditiva e Sistemas Inteligentes de Gestão segue baixo. “Esse resultado já era esperado, uma vez que a incorporação dessas tecnologias mais avançadas está relacionada a um amadurecimento no uso de tecnologias digitais, uma vez que o avanço para essas aplicações significa uma transformação maior no modo de produção e modelo de negócio”, avalia o economista da FIEC, Antonio Martins.

A incorporação de novas tecnologias é um passo essencial para o desenvolvimento produtivo, assim como o crescimento econômico, do estado do Ceará. Na vanguarda desse processo se encontra a Indústria 4.0, a qual constitui a convergência e aplicação de diversas tecnologias industriais, entre elas: Robótica Avançada, Manufatura Aditiva, Big Data, Internet das Coisas, Computação em Nuvem, Cibersegurança e Simulação.

Esse conjunto de tecnologias possibilita o aumento da eficiência operacional, flexibilização das linhas de produção e encurtamento dos prazos de lançamento de produtos, além de maior flexibilização na criação de produtos. Mais ainda, essas tecnologias permitem reduzir custos operacionais, melhorar a qualidade dos produtos e serviços e melhorar o processo de tomada de decisão.

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará com as casas Serviço Social da Indústria (Sesi Ceará), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Ceará) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL Ceará) – é impulsionadora do desenvolvimento social e econômico do Estado, estimulando a competitividade, gerando novos negócios, e fortalecendo vínculos institucionais.

Uma conversa harmônica

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Aracaju (SE) sedia hoje um evento interessante no campo da cultura – especificamente, nas áreas musical e da didática.

Veja, a seguir, trechos de matéria de Gilmara Costa, publicada no Jornal da Cidade, de Aracaju (SE):

(…) É a gaita no universo das brincadeiras de menino, é a harmônica no mundo da música e de quem leva a sério os ‘bends’ (efeito sonoro). Com a boa intenção de tornar esse instrumento ainda mais conhecido e próximo à música sergipana e os sergipanos, o trio de gaitistas Igor Côrtes, Júlio Rêgo e Mateus Santana solta o ar e compartilha conhecimento no encontro ‘Falando em Gaita’, que acontece na sexta, 20.7, às 20h, no Blend Steakbar, no Parque do Cajueiros.

Na conversa informal e aberta ao público, será apresentada a estrutura física da gaita, tipos, técnicas, abordagens metodológicas e música (claro!) na companhia dos músicos Rodrygo Besteti, Ferdinando Santos e Lucas Pinheiro. (…)

Segundo Mateus Santana, gaitista e luthier de harmônica, o encontro resulta do amadurecimento de um desejo latejante em colocar a gaita no lugar de destaque que ela merece estar. “É uma ideia já meio antiga que eu, Júlio e Igor já discutíamos e amadurecemos com objetivo de divulgar mais a gaita em Sergipe. Quantitativamente, a gaita tem se destacado muito pouco no estado. Há muitas pessoas interessadas nesse instrumento, porém, há por aqui um déficit em popularização e em informações sobre ele” (…).

Magistrados do Ceará celebram em seminário 60 anos de entidade

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A Associação Cearense de Magistrados (ACM) promove hoje, sexta-feira (20.7), o seminário “Magistratura e Associativismo: Cidadania em Movimento”, como parte das comemorações pelos 60 anos da entidade. No evento, que acontece das 8h30min às 17h30min, no auditório da Escola Superior da Magistratura do Estado do Ceará (Esmec), serão discutidos o papel do Poder Judiciário na sociedade contemporânea, os desafios da Magistratura para a consolidação do Estado Democrático de Direito, dentre outros temas.
Na abertura, o presidente do TJ-CE, desembargador Francisco Gladyson Pontes, fará a entrega dos títulos de Juiz de Direito a 60 juízes vitaliciados. Em seguida, serão apresentadas as palestras, discutindo temas relevantes para a categoria, com os convidados: Juiz Jayme de Oliveira, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB); Juiz Francisco Luciano de Azevedo Frota, conselheiro do CNJ e ex-presidente da Amatra 10ª região; e Desembargador Rodrigo Collaço, presidente do TJ-SC.

Prefeito de Fortaleza apresenta projeto ao CAF

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O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), apresentou a dirigentes e técnicos da Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), em Brasília, o Projeto Meu Bairro Empreendedor. A ação visa a estimular o desenvolvimento da economia em bairros de Fortaleza.

“Não temos, historicamente, prefeituras municipais trabalhando muito com a indução de atividades econômicas, apoiando e estimulando as economias locais. Por isso, queremos estruturar uma política pública eficiente com o apoio da CAF que possa garantir melhor desempenho a quem é empreendedor em bairros com baixo IDH, com vulnerabilidades sociais graves e até mesmo altos índices de mortalidade juvenil. Estamos muito felizes com a parceria da CAF, engajada conosco neste projeto que se constitui em algo inovador para atacar problemas cruciais em nossa Capital”, afirmou o prefeito Roberto Cláudio.

Em sua explanação, o prefeito destacou etapas das ações como o desenvolvimento das instâncias técnicas e institucionais do Projeto, como a criação de um colegiado no bairro para integrar o projeto aos anseios dos empreendedores do bairro, a realização de diagnóstico econômico para se identificar as potencialidades do território e as atividades econômicas a se incentivar, além da articulação com as escolas do bairro com o objetivo de implantar uma cultura empreendedora nas novas gerações do território, intensificando a educação fiscal e ambiental.

Para o executivo sênior José Rafael Neto, do CAF, “a proposta incorpora uma ação que pode referenciar projetos futuros para outros municípios”, afirmou.

Além disso, o projeto propõe a instituição de equipamentos de suporte para implantação de Centros de Referência do Empreendedor, de unidade avançada do SINE Municipal, serviços de desburocratização e a implantação de uma Rua do Comércio, estimulando negócios em cara território.

De forma imediata, o projeto prevê ações de impacto como a capacitação e consultorias gerenciais, a formação de Agricultores Urbanos e a criação de quintais produtivos, organizando pequenos empreendedores em associações e cooperativas de produção, além de garantir a participação dos empreendedores nas Compras Governamentais, Microcrédito por meio de Fundo da Prefeitura, crédito a juros negativos para indução de novas empresas no território e a implantação de um banco empreendedor para induzir a formação de um sistema financeiro próprio no bairro.

Por fim, o prefeito propôs que o projeto possa ser implantado em formato de piloto, começando pelo bairro do Serviluz, onde o CAF já é parceiro da Prefeitura em outras ações.

Seminários no Ceará tratam de cenários da agricultura familiar

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O Sertão Central cearense é uma das áreas mais castigadas pelas secas que atingem o Estado. Os açudes da região permanecem com baixa carga hídrica, uma vez que as chuvas deste ano foram insuficientes para reverter o quadro de estiagem prolongada. Mas nem tudo é desalento. A força e a união dos homens e mulheres que moram e trabalham nos 12 municípios da região têm feito a diferença e confirmam que é possível fazer mais por meio do cooperativismo e empreendedorismo.

Para debater os desafios e alternativas para o homem do campo, o Instituto de Arte, Cultura, Lazer e Educação (Iarte), com o apoio do Instituto Agropolos, realizará hoje (20.7), das 8h às 16h, a 2ª etapa do Ciclo de Seminários “Cenários para o Fortalecimento da Agricultura Familiar”, na Bodega Ecológica, no município de Quixadá.

Para o coordenador técnico do evento, Antonio José Monteiro, o objetivo do Ciclo de Seminários é fortalecer as cadeias produtivas, como princípio básico do desenvolvimento sustentável e solidário da agricultura familiar no estado do Ceará. “O apoio à realização do conjunto dessas ações implica em um esforço permanente e sistêmico de aprimorar os instrumentos operacionais de fortalecimento e consolidação das institucionalidades necessárias à gestão social das políticas públicas para a agricultura familiar.”

A diretora executiva do Iarte, Gizélia Ribeiro, pontua que valorizar a agricultura familiar, por meio do empreendedorismo é uma tarefa árdua, mas, ao mesmo tempo, necessária e eficaz para melhorar sensivelmente a vida no campo, especialmente quanto à segurança alimentar das famílias. De acordo com ela, muitos esforços têm sido feitos para fortalecer o processo produtivo.

“Quando abordamos os agricultores com condições concretas, nós conseguimos discutir e formá-los para a produção, reduzindo as perdas no plantio e, consequentemente, no armazenamento, que gera uma melhora na distribuição e otimiza os ganhos. Isso ocorre porque gera renda para a família, que vê na organização o seu meio de confiança. Transformamos então as cadeias produtivas e o beneficiamento através das agroindústrias que vão garantir qualidade e padronização dos produtos”, revela.

Gizélia diz ainda que o objetivo é evitar o atravessador criando maior autonomia das famílias. “Como a região do Serão Central possui a maior bacia leiteira do Estado, o que se pretende é que o agricultor não comercialize apenas o leite, mas também o queijo, a nata, a manteiga, a coalhada. Assim garantimos um preço melhor e disponibilizamos para a sociedade produtos com preços acessíveis e de qualidade que serão ofertados desde as feiras aos supermercados locais e regionais”, aponta.

Segundo o diretor técnico do Iarte, Raimundo Bezerra, as políticas públicas motivam as famílias a fazerem a transição da produção convencional para a agroecológica. É a partir da cooperação de pessoas e das organizações que vamos conseguir fortalecer a agricultura familiar e o setor como um todo.

“Temos que transformar iniciativas como o PAA [Programa de Aquisição de Alimentos] em políticas públicas permanentes, porque elas são importantes para os pequenos agricultores colocarem seus produtos no mercado. Em Quixadá e Quixeramobim, temos feiras tradicionais que ficaram mais fortes com o cooperativismo e onde são comercializados produtos com valor agregado, como galinhas caipiras com melhoramento genético”, explica.

Condomínio vai ter de demolir construção irregular

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A titular da 9ª Vara da Fazenda Pública do Fórum Clóvis Beviláqua (FCB), juíza Joriza Magalhães Pinheiro, determinou a demolição de construção irregular feita pelo Edifício Atlantis, localizado no bairro Meireles, na Capital. A decisão atende a pedido do Município de Fortaleza, em ação demolitória ajuizada contra o condomínio.

Nos autos, o ente público alegou que a fiscalização no local constatou a existência de irregularidades, em desacordo com o Código de Obras e Posturas do Município. Devido às ilegalidades, a obra foi embargada administrativamente, mas a empresa deu andamento, tendo erguido muro avançado sobre o passeio, o que impediu o trânsito de pedestres, fazendo com que as pessoas tenham que caminhar pela via pública, gerando riscos à vida e conturbando o trânsito.

O condomínio defendeu que não houve avanço ou construção contrária à legislação municipal, tendo as reformas propiciado “nova estética” à construção já existente.

Ao julgar o caso, a magistrada considerou ter havido flagrante desrespeito ao Código de Obras e Posturas, tendo a construção iniciado sem o prévio licenciamento da autoridade municipal. “Nessa perspectiva, não se pode admitir como conduta de boa-fé uma construção ilícita e clandestina, sem qualquer aprovação de projeto ou licença prévia.”

Além disso, ficou comprovado nos autos que o Município realizou seis notificações para regularização da obra, sem que fossem atendidas pelo Edifício Atlantis. Por esses motivos, a juíza determinou a demolição do que estiver construído em desacordo com a legislação urbanística, na rua Pedro Natali Rossi, no prazo de até 45 dias úteis, contados a partir do trânsito em julgado da decisão (ou seja, após esgotados os prazos para recursos).

O condomínio terá também que pagar indenização de R$ 10 mil, por danos ao meio ambiente artificial. A quantia deverá ser destinada ao Fundo de Defesa do Meio Ambiente do Município (Fundema).