Fortaleza fica com a maior parcela do FPM no primeiro trimestre de 2018

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Hoje (2.5), no jornal Diário do Nordeste, de Fortaleza (CE):

Fortaleza recebeu a maior parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) dentre todas as capitais do Nordeste no primeiro trimestre deste ano. O valor de R$ 178 milhões foi 9,87% superior aos R$ 162 milhões de igual período do ano passado. A fatia que a Capital cearense recebeu foi ainda 11,25% superior a Salvador (R$ 160 milhões), que ficou com o segundo maior volume do Fundo na região. Os dados são da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Neste primeiro trimestre, o Ceará recebeu R$ 1,436 bilhão do Fundo de Participação dos Estados (FPE), aumento de 9,11% ante o ano de 2017. Foi o segundo maior volume da região Nordeste, atrás apenas do Estado da Bahia (R$ 1,840 bilhão). Quanto ao FPM, foram R$ 1,025 bilhão destinados aos municípios cearenses, incremento de 9,62% em comparação com o período de janeiro a março do ano passado. Também foi o segundo maior valor do Nordeste, novamente atrás da Bahia (R$ 1,894 bilhão).

De acordo com o assessor econômico da Associação dos Prefeitos e Municípios do Ceará (Aprece), Irineu de Carvalho, o crescimento da verba representa alívio para os municípios, que vão deixando os piores dias da crise econômica no passado. “Esse crescimento significa uma tendência de alívio nas contas públicas. Tem muito a ver com essa tendência de crescimento econômico prevista para esse ano. Isso melhorou os lucros das empresas, melhorou o Imposto de Renda e, logicamente, melhora o FPM”, ponderou.

Conforme os cálculos de Carvalho, o FPM nacional teve um crescimento real de 6,71%, descontando a inflação. No caso do Ceará, o crescimento real foi de 6,76%. Fortaleza registrou avanço de 7,03%, quando descontado o IPCA.

O economista alertou, também, que o crescimento por si só não é suficiente para realinhar gestões que já venham há tempos com as contas fora de controle. “Se o município já traz algum desajuste de anos anteriores, não significa dizer que o fato desse ano estar melhorando vai resolver o problema que já carrega, de vários anos de crise. Mas, pelo menos, não vai aprofundar mais. Existe a tendência de aliviar o tamanho do déficit fiscal”, afirmou Irineu.

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